Esta minissérie da Netflix é uma adaptação moderna de Drácula, de Bram Stoker (1897). Estreou em Janeiro de 2020 e conta com a escrita e realização por Steven Moffat e Mark Gatiss, criadores de Sherlock e também conhecidos por escrever alguns dos melhores episódios de Doctor Who. Este Drácula tem o actor dinamarquês Claes Bang no papel do vampiro mais famoso da história.
Com apenas três episódios de 90 minutos, a mini-série apresenta a “lenda do Conde Drácula transformada com novos contos”. De acordo com a Variety, a produção segue a história do vampiro desde as suas origens no leste da Europa às suas lutas com os descendentes de Van Helsing, o seu arqui-inimigo.
Por ter tão poucos episódios, é difícil falar sobre este Drácula da Netflix sem dar muito spoiler, mas vou dar o meu melhor.
Para quem já me conhece sabe que eu não sou fã de apanhar sustos, e esta altura do Halloween apresenta vários desafios para a minha integridade intelectual, onde tenho de avaliar um conteúdo que não me atrai da maneira mais justa possível.
Dito isto, o primeiro episódio é, sem dúvida, o mais emocionante de todos. É o único que tem, de facto, algum terror e que senti adrenalina a correr no sangue. Apesar de não ser o meu estilo, gostei muito da maneira como Drácula foi introduzido e da maneira como o episódio foi realizado. Claes Bang, que dá vida ao Conde Drácula, tem uma performance tão magnética que não consegui deixar de me sentir atraído pela personagem e por todo o lore que a envolve.
Os últimos dois episódios não são tão agressivos no terror e são mais ricos em conteúdo narrativo. Gostava de vos poder adiantar um pouco mais, mas dizer alguma coisa apenas estragaria as surpresas que esperam àqueles que decidirem ver Drácula, e acreditem que do Steven Moffat é muito fácil esperar surpresas que nos deixam de queixo caído. O episódio 2 e 3 são feitos num registo bastante diferente do primeiro e tem mesmo o propósito de contar uma história diferente da que estamos habituados a ouvir sobre o Conde Drácula.

Apesar de eu ter gostado e percebido o final, sinto a necessidade de revelar que muitas pessoas não concordam comigo, dizendo que o último episódio foi mal escrito e que teve um twist desnecessário. Eu achei o final genial e, apesar de um pouco mal executado, poético.
Esta está longe de ser a primeira adaptação da obra de Bram Stoker. A história do Conde Drácula já foi adaptada para o cinema dezenas de vezes e das mais diversas formas. Dentre elas, a mais conhecida foi Drácula (1992) do cineasta Francis Ford Coppola.