Dragon Age 2 é um RPG criado pela BioWare em 2011 e publicado pela Electronic Arts, tendo chegado ao Windows, Xbox 360, PlayStation 3 e Mac OS X!
Eis aquele que me impediu durante uns oito anos de acabar uma bruta série. O tempo que andei à procura deste jogo para a PlayStation 3, e só por um conhecimento de um carecóide de um colega a mais de cem quilómetros que o estava a vender é que me chegou às mãos. Também é caricato as discussões que eu tive com o meu amigo Vítor em comparações de qual é que era o melhor, se este ou o Dragon Age Origins.

Ao contrário do seu antecessor, começamos o jogo com uma espécie de crónica de acontecimentos, narrada em diálogo, uma forma estranha de apresentação… (e eu que escrevo taaantas).
Duas personagens que irão estar no centro da narrativa, Cassandra e Varric, travam-se de conversar sobre os acontecimentos e sobre o papel que o Champion of Kirkwall teve neles. Quem pensou nesta apresentação soube bem virar o bico ao prego, o início é o fim, e sem spoilers. Sabemos logo de início que existiu um Hero of Ferelden, e que a nossa personagem vai ser o Champion the Kirkwall, um senhor ou uma senhora chamada de Hawke!
Na narração da história, encarnamos esta personagem, e se tiverem tido a hipótese de ter criado uma conta na EA, conseguem importar o final da vossa aventura anterior para esta epopeia. Durante o quinto Blight em Ferelden, Hawke, o seu irmão, irmã e mãe fogem dos DarkSpawn em direcção a Kirkwall. Pela conversa, têm lá um tio rico para os receber, e é a cidade natal da mãe. Após os eventos desta viagem chegam a esta cidade costeira, com uma história pesada de esclavagismo e magia de sangue. Longas são as referências a este passado, como as imponentes estátuas e os becos sinistros que vamos encontrando.
Nesta cidade de meandros e sombras, acompanhamos como Hawke consegue chegar ao topo de uma sociedade difícil, dos apoios que vai conseguindo, e de como as suas ações influenciarão toda a Thedas!
A jogabilidade é exatamente a mesma que no primeiro título. Toda a ação se desenrola na terceira pessoa, onde formamos equipas de quatro, e enfrentamos os nossos inimigos com as habilidades especiais que cabem a cada um. Volto a referir que podemos ter mages, rogues, e warriors. Friso de novo aquilo que achei revolucionário no primeiro, o ecrã tático! Pausar a meio e poder usar habilidades especiais é brutalíssimo.

A evolução das personagens dá-se de novo com a experiência, onde ajuda muito o dinheiro que ganhamos e os itens que conseguimos sacar, seja na luta e chapadona como também nos baús e compras que vamos fazendo. Os nossos inimigos são dos mais variados possível, todos migrados do primeiro título. Temos então os darkspawn, aranhas, golems, demónios, gangues, templários e magos, o que quiserem.
Graficamente, encontramos um falso open world. Toda a ação se desenrola à volta de Kirkwall, e as missões giram todas à volta da cidade. Aqui temos a parte positiva, a parte baixa da cidade, as catacumbas, becos, e ciclo se exploração de dia ou de noite, assim como certos edifícios que consoante a altura do dia desencadeiam certas ações. Negativamente. as masmorras (dungeons) de exploração são muito más pela sua repetição. Independentemente daquela que exploramos, o mapa é sempre o mesmo, só divergindo pelo barramento de alguma entrada ou passagem. Não gostei nada. Positivamente, a melhora de grafismo especialmente nas personagens. Eu estou a fazer a saga do mago, que como sabem sou fã de Harry Potter e gosto de ver os feitiços pelo ar, e agora a minha personagem não é nada monocórdica! Ele mexe-se, tem genica, dobra-se sobre ele próprio enquanto o bastão anda pelo ar, e pim pam pum, umas luzitas e eles caem! É muito fixe.

Quando a discutir com o Vítor sobre as diferenças do primeiro para o segundo título, (e na altura eu sem nunca o ter jogado), foi precisamente este! Vê-se dinâmica e luta, o jogador tem uma maior experiência de imersão, fantástico.
A pior parte deste título definitivamente é a questão dos DLC. Eu não os joguei ao contrário do Origins, onde a minha versão já os tinha todos. Após ter jogado, compreendi perfeitamente muitas das linhas de diálogo da Flemeth (uma personagem do Origins), do que se não tivesse jogado nenhum deles. Aqui revelo a minha mais sincera opinião sobre os DLC, a existirem, que sejam expansões, para melhoria do jogo e eliminação de bugs, que não influenciem quem gosta de história. Ninguém compra um carro e os pneus e o volante à parte, ou uma casa com o telhado e janelas aos cochichos.
O meu maior conselho a jogar este título, é que o joguem mas que adquiram logo os dois DLC, senão não usufruem o melhor do jogo infelizmente. Ao entrar cada vez mais em Thedas e em todo este mundo, depressa percebi que, a história dentro da história é a magia desta saga!
Um abraço a todos!