Elio

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Elio (Yonas Kibreab) é um rapaz de 11 anos que sonha em poder visitar o espaço. Um dia é abduzido por criaturas que o levam até um reino, composto por líderes de diferentes galáxias, onde é confundido como o líder do planeta Terra. Elio precisa de superar confusões interplanetárias, formando laços com vidas alienígenas para descobrir quem ele realmente é e qual o seu destino.

Entre as inúmeras ideias reutilizadas e sequelas desnecessárias que têm preenchido o espectro das animações recentes, surge “Elio”, a nova animação original de Pixar. Completamente esquecida pela Disney, no que toca à sua divulgação, uma vez que se encontrava ocupada a publicitar desesperadamente os seus novos live-actions, a verdade é que esta nova obra só chegou aos ouvidos dos menos atentos praticamente já na data da sua estreia, o que  admito ter sido um fator importante para ir até à sala de cinema apenas com uma certeza – o filme falava sobre o espaço. 

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No entanto, “Elio” conseguiu conquistar-me logo no seu primeiro ato. O argumento de Julia Cho, Mark Hammer e Mike Jones consegue, a princípio, fluir ao apresentar ao espectador este rapaz que acha na imensidão do nosso universo uma forma de lidar com o luto e a solidão. Visualmente, o filme é espetacular e, só por este fator, creio que vale a ida ao cinema. O nível de cuidado com os pormenores, com as cores e com as texturas cumpre com os requisitos que a Pixar nos tem vindo a habituar. 

No entanto, é impossível não mencionar a notória diferença de ritmo entre o primeiro ato, que gasta o seu tempo a colocar-nos dentro da história, ao mesmo tempo que nos conecta àquelas personagens, e o seu final, onde parece apressar-se desesperadamente para fechar narrativas que não precisavam de ter sido abertas. Um outro ponto onde creio que o filme peca é nas claras parecenças, não só a nível de história como a nível do storytelling, com “Lilo & Stitch”, animação da parceira Disney. Originalmente de 2002 mas que, por azar ou incompetência, a sua nova versão irá concorrer com “Elio”, o que só servirá para refrescar a memória do potencial espectador no que toca à semelhança entre as duas obras. 

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Ainda assim, acho que vale a ida ao cinema, tanto para os mais novos como para os mais velhos. Creio que a importante lição sobre paternidade, luto e sentimento de pertença dão a “Elio” uma camada a mais que funcionará no público adulto. E, embora não funcione a 100%, e concordando que a decisão de praticamente não publicitar o filme tenha tido impacto real no desempenho do mesmo, acho injusto que o mesmo público que exige histórias novas todos os anos, tenha “oferecido” a “Elio” a pior estreia do estúdio. Mais uma prova do quão difícil é vender uma história original e com personalidade nesta nova realidade do cinema de animação – o cinema das continuações e live-actions desnecessários.

Elio

Elio
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Lançamento: 2025-06-19 Ano: 2025
Duração: 99 min
Distribuidora:
6.5
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Tomás Sena
Todos me chamam Tommy, “Tomás Sena” é só para parecer mais profissional. Apaixonado por cinema desde que me conheço por gente, gosto de escrever e dar a conhecer aos outros o que a sétima arte me dá a conhecer a mim. O rapaz que pegou num livro, com 9 anos, na biblioteca da escola, devido ao simples facto da sua capa ser apelativa, e esse simples gesto mudou para sempre a sua vida. O livro, o terceiro da, ainda hoje minha favorita, saga Harry Potter, moldou o rapaz, tornando-o num verdadeiro geek, que hoje escreve do seu quarto cheio de Pop Figures como testemunhas. Sempre pronto para o próximo livro, filme, série… para a próxima história que me fará mergulhar num novo universo e sempre decidido a defender a tese de que Pulp Fiction é o melhor filme já feito.

Colaboraram neste artigo

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