Gamer’s Girl: TUNIC* é o Dark Souls fofo que vai conquistar quem só vê o parceiro a jogar

Na rubrica Gamer's Girls, analisamos TUNIC, o Dark Souls disfarçado de conto de fadas, com uma banda sonora marcante e um mistério que nunca se resolve por completo.

Caros Gamers, é verdade, o jogo que vos trago hoje não é novo, mas não passe para o próximo artigo! Antes de mais: Spoiler Alert!

Hoje não falo com os Gamers, mas antes com as parceiras em casa sentadas no sofá ao seu lado a vê-lo jogar. Apresento-me, no canto das Gamer’s Girls, como uma não-gamer que gosta de ver o seu parceiro divertido no seu joguinho. Mas há jogos e jogos, há alguns que apreciamos mais que outros. Portanto, estou aqui, com o meu parceiro ao meu lado, para chamar à atenção a um conjunto de jogos que a deixarão a si e ao seu parceiro bastante divertidos.

Em Março, deste ano, o jogo TUNIC voltou a virar cabeças com a sua saída na Nintendo Switch 2, mas não se deixe enganar com o aspeto cutesy do jogo, trata-se na verdade de um Dark Souls com rapozinhas e fadinhas. Como não-gamer, ou antes uma gamer que já não game, o jogo pareceu-me uma bonita distração para quem não quer voltar das férias e queimar a pipoca com trabalho, noutras palavras, o jogo pareceu-me uma boa distração a ter-se no final de um dia de trabalho. Porém, o jogo não é de todo fácil, sendo na verdade igualmente desafiante e de alguma forma recompensante como um Dark Souls, só que mais… cute!

A Historia

A História do TUNIC é um pouco invulgar. Jogamos como uma rapozinha que procura libertar o espírito de uma outra raposa presa num cristal, ou assim o achamos. É um jogo de aventura, de descoberta, de luta que leva o jogador, ao longo do jogo, a preencher um booklet com informação pertinente ao desenrolar do próprio jogo, quer em jogabilidade, quer em história.

Apesar de ser excessivamente misterioso, com inscrições quase-impossíveis de desvendar, achamos o jogo curiosamente divertido. Compara-se com o Bloodborne a nível de encriptação, só que enquanto que num os segredos são desvendáveis, no Tunic, nunca conseguimos desencriptar o jogo na sua totalidade. É uma pena, nunca realmente aprendermos a ler a língua do booklet, por exemplo, por muito bonita e envolvente que a história seja.

No entanto, cresce um sentimento de nostalgia à medida que se joga, pois a personagem parece crescer à medida que nós mesmos crescemos com o jogo.

Curiosamente adorámos o fim alternativo. Contudo, por não ser um fim aberto, por se ter de desvendar demasiados segredos para o alcançar, é capaz de dissuadir alguns jogadores, especialmente os não experientes. Ao mesmo tempo, o facto de ter um fim alternativo torna o jogo mais “repetível”, especialmente se o objetivo for jogar em conjunto, por outras palavras, com uma namorada ao ombro.

Gráficos e Características Técnicas

O jogo tem duas modalidades: Dia e Noite.

Joga-se essencialmente durante o dia, num mundo colorido e realmente bonito e reconfortante. A simplicidade dos cenários é familiar, relembrando-nos um pouco d’um Legend of Zelda, ou de algo saído do Estúdio Ghibli, (em especial os desenhos do booklet). Ao mesmo tempo, quando se joga durante a Noite, apesar de não ser um completo oposto, acaba por dar um certo sentimento de estranheza ao jogo, que o torna um pouquinho assustador.

Enquanto a glitches, experienciamos somente um durante toda a walkthrough do jogo. No entanto, para o jogador que pretende passar o jogo o mais depressa possível, em speedrun, é capaz de encontrar mais alguns. Mesmo assim, na defesa do jogo, não parece ser um jogo cujo objetivo seja passá-lo o mais depressa possível, visto que a sonoridade e, até mesmo, os cenários são para ser apreciados.

A Jogabilidade

A jogabilidade é natural. Fácil de se aprender, mas também evolutiva. Ao longo do jogo, o jogador, a partir do herói sente que também está a evoluir, que a personagem está mais forte, que há mais truques, que o herói torna-se mais capaz como lutador, e, ao mesmo tempo, para o jogador as funcionalidades do jogo tornam-se mais fáceis. Porém, para masterizar, isto é, para se tornar pro, é mais difícil. Portanto, comparamos em termos de jogabilidade a um Dark Souls, é díficil, com tempo habitua-se.

Banda Sonora

É na musicalidade onde este jogo torna-se universalmente apreciável, quer para quem joga, quer para quem vê. A música é um constante variável, que acompanha o herói e que vai mudando de acordo com as necessidades do momento. Felizmente nunca é exageradamente diferente, mas também não é repetitiva ao ponto de enjoar. O jogo utiliza o som como o seu maior aliado, tornando os ambientes por onde passa a nossa adorável personagem ou mais assustadores, ou mais reconfortantes.

O Preço

O jogo foi lançado em 2022, tem 4 anos, o que significa que o encontrará a um preço não assoberbante. No mercado, encontra-se por cerca de 30€ aqui e ali, sem descontos, e ligeiramente mais barato a partir da Steam. Porém se acha este preço caríssimo, encontrará sempre alguns cheat-codes que lhe darão acesso ao jogo de forma mais barata. Mas antes de os considerar, não se esqueça, antes de mais, que é um indie-game, e depois arranje lá o seu desconto, que se vive uma crise.

Tunic

Lançamento: 2022-03-16 • Ano: 2022
Duração: 2400 min
Distribuidora:
Picture of Isabel Rezende
Isabel Rezende
Descrever-me-iam em poucas palavras, antissocial, com cara de rufia, cabelo curto, esquisita e com uma atitudezinha de mosca. Escrevo desde os 13 anos, mas só comecei a ler seriamente aos 17 anos. No meu primeiro ano de licenciatura li dois dicionários, curou-me o ódio pelos livros. Sou uma alma velha num corpo de criança, tudo me surpreende ou me enfurece.

Colaboraram neste artigo

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