Ghost Of Tsushima

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Seek and you shall find

Olá pessoal! Espero que estejam a aproveitar todo o conteúdo novo que a Playstation tem introduzido nestes últimos tempos, nomeadamente, o The Last of Us 2 (título que também por nós foi analisado). Confesso que nunca fui uma pessoa ligada ao mundo da Playstation e da Xbox, considerando que, muitos dos jogos, dão demasiada importância aos visuais, deixando a desejar noutros pontos muito mais importantes, na minha opinião. Atualmente, não precisamos de um jogo realista ou demasiado detalhado graficamente para ter um grande jogo à nossa frente. Um grande exemplo disso é The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Não me interpretem mal, considero o jogo muito interessante e apelativo em termos de gráficos. Adoro o que eles fizeram com as capacidades gráficas da Nintendo Switch e da Wii U. Porém, temos de admitir que comparado com Horizon Zero Dawn, que saiu na mesma altura, graficamente, o jogo fica um pouco aquém. Não quer isto dizer que o jogo seja melhor ou pior por isso, aliás, por alguma razão ganhou o jogo do ano em 2017!

Em face do exposto, não me considerava um “sortudo” por ter, à minha disposição, uma PlayStation 4 recheada de jogos porque eram apenas isso, bonitos.

Tudo mudou este ano pessoal. Sekiro foi lançado em 2019, mas só agora é que fiquei completamente colado no jogo. The Last of Us 2 foi também um grande lançamento e agora Ghost of Tsushima, foi a cereja no topo do bolo. Todos os dias tenho aproveitado cada minuto que tenho disponível para descobrir um pouco mais do jogo, da história, de todos os momentos épicos e dos cenários incrivelmente bonitos e realistas que o jogo tem para oferecer. Há pouco falei-vos de Breath of the Wild e bem, na minha sincera opinião, isto é um Breath of the Wild se fosse baseado em factos verídicos. Tsushima existe e foi alvo de uma invasão Mongol em 1274.

Com isto, resta-me justificar o porquê de o jogo ser tão bom. Começando pelo básico, os gráficos. Mais uma vez, tanto a Playstation como a Xbox são conhecidas por recriarem os jogos mais apelativos visualmente, criando verdadeiras obras-primas em cada título que lançam. The Last of Us 2 foi um grande exemplo disso mesmo. No entanto, Ghost of Tsushima bate qualquer título na minha opinião. Infelizmente não tenho oportunidade de jogar este título em 4K mas imagino o quão bom será jogar em tal painel. Se, numa Slim, a qualidade é de tal forma elevada, como será numa PlayStation Pro! Bem, sonhar é de borla! Campos cheios de flores abraçam o jogador a cada canto, assim como florestas mágicas ou penhascos enormes acompanhados de lugares míticos e sagradamente protegidos.

Honra é palavra-chave para qualquer coisa que façam neste jogo, seja encontrar um lugar novo, seja destruir um campo inimigo, seja matar um boss. Tudo é feito com um princípio em mente, princípio esse que, graficamente, foi muito bem representado pelos criadores deste título. Desde as várias técnicas de combate que podemos obter a cumprimentos que podes fazer por tua livre iniciativa. Simplesmente, fantástico. Parece que estou meramente a enumerar coisas que podemos fazer no jogo, mas acreditem, é tanto conteúdo, tanta variedade para avaliar que ao falarmos do aspeto do jogo, forçosamente, temos de falar de outros pontos que complementam ou completam a nossa ideia. Também os acessórios como bandas para a cabeça ou chapéus são tal e qual o que nós imaginamos quando pensamos como seria no Japão antigo.

Em termos musicais, os criadores foram inteligentes ao ponto de não colocar demasiada música ou sons desnecessários para distrair o jogador do que realmente importa: apreciar a obra que foi criada. Novamente, imensos tributos foram prestados às origens da comunidade de Tsushima, mantendo como opção, por exemplo, uma flauta para o jogador tocar e são, também, deixados vários músicos ao longo de toda a ilha, demonstrando assim respeito pelo legado deixado por esta época.

Com tudo isto, continuo a achar que o melhor que o jogo tem para oferecer é o sentimento de progresso e o estilo de combate. Existem imensas possibilidades de matar inimigos, quer queiramos ter um estilo mais ninja e assassinar toda a gente sem sermos vistos ou um estilo mais samurai, onde damos hipótese ao adversário de nos enfrentar. Tanto podemos matar pelas bombas de fumo, como por dardos envenenados, como por setas ou, simplesmente, à katanada. O leque é tão grande que a única coisa que impede o jogador de explorar é a sua própria criatividade. Pessoalmente, sou mais fã do combate corpo a corpo. Cada golpe disferido por Jin (personagem principal) parece tão realista como se fossemos nós a estar ali, em Tsushima, a escorraçar os mongóis. Para além disso, evoluí a minha personagem de forma a que esse tipo de combate seja mais fácil e versátil, tendo assim acesso a mais técnicas. No entanto, as minhas setas são fracas, aspeto esse que não me importo de abdicar, uma vez que lhes dou pouco uso. No entanto, percebo que cada um goste de explorar as vertentes do jogo que mais gosta.

Porém, nem tudo são rosas e nada é perfeito. Diria que o pior aspeto de Ghost of Tsushima é a variedade de atividade que temos para fazer ou, de certa forma, a falta delas. Existe uma grande quantidade de missões que se justifica pela dimensão do próprio mapa e o tempo que perdemos a explorar, mas as missões, em si, não deixam de ter o mesmo objetivo: matar mongóis. Seja testar uma arma – para os matar – seja ir para um sítio em específico – para encontrar e matar – seja salvar uma personagem essencial para a história, o fator matar mongóis está sempre lá, em qualquer missão. Das mais simples às mais complexas, tudo é justificação para o genocídio daquela nação. Percebo o porquê de assim acontecer e o porquê da história nos levar para essas instâncias, no entanto, não deixa de pecar pela repetição. A meu ver, o que mais me motiva a continuar a jogar não é tanto a novidade do combate e das missões, mas sim a descoberta do mapa e das técnicas que Jin aprende à medida que avança nas suas conquistas.

E para não falar nos acessórios de moda que vamos encontrando!

Em suma, existe muita coisa para fazer em Ghost of Tsushima, muito conteúdo de qualidade ao nível gráfico e histórico, com uma grande rede e transmissão de valores e princípios, que envolvem o jogador de início ao fim sem qualquer problema. No entanto, os jogadores que procuram diversidade de atividades talvez fiquem um pouco desiludidos, pois é um título que repete imenso o conteúdo das missões principais (e não só).

Ghost of Tsushima

Lançamento: 2020-06-17
Plataformas:
8.5
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Joel Henriques
A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!

Colaboraram neste artigo

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