Quando o arcanjo Gabriel aparece completamente despido à porta da livraria de Aziraphale, um anjo renegado, sem memória de quem é ou de como ali chegou ameaça o status quo das vidas de Aziraphale e de Crowley.
E enquanto o Céu e Inferno procuram, desesperadamente, pelo arcanjo desaparecido, Crowley e Aziraphale tentam promover um romance humano, mas a situação fica cada vez mais insegura, no passado e no presente.
Depois de uma primeira temporada absolutamente brilhante e que tomou o mundo e deliciou os fãs do livro escrito por Terry Pratchet e Neil Gaiman, chega-nos uma segunda temporada que segue a história baseada no livro Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch (em português “Bons Augúrios”).


Enquanto a primeira temporada adaptou na totalidade o conteúdo do romance, esta segunda temporada conta uma história completamente nova que utiliza ideias que não foram utilizadas por Pratchett e Gaiman, que desta vez, escreve todos os seis episódios, mantendo bem vivo o espírito caótico do livro, e ao mesmo presta uma justa e bonita homenagem a Pratchett.
Michael Sheen e David Tennant regressam como Aziraphale e Crowley, respetivamente, com uma química absolutamente brilhante, provando mais uma vez que os papéis lhes assentam que nem uma luva.
Depois de terem evitado o apocalipse na temporada anterior, Aziraphale continua a sua vida pacificamente entre os seus livros e idas à loja de discos de Maggie (Maggie Service), até que um arcanjo Gabriel (Jon Hamm), aparentemente amnésico, lhe aparece à sua porta, totalmente nu e apenas com uma caixa de papelão nas mãos.

Enquanto isso, Crowley é atormentado por Shax (Miranda Richardson), que pretende que utilize a sua proximidade com Aziraphale, para descobrir onde está escondido Gabriel e assim o Inferno obter finalmente uma vantagem sobre o Céu.
O que dá início a uma corrida entre o “Bem” e o “Mal” para encontrar Gabriel, recorrendo a truques e subterfúgios e com a indicação nem sempre subtil de que nem tudo é preto ou branco.

Good Omens continua com a mesma energia cómica da primeira temporada, continuando a mostrar o presente e passado de Crowley e Aziraphale, enquanto critica de forma relativamente leve a fé cega, e em como a curiosidade pode ser vista como afronta às ações e ordens de um Deus que não permite questões.
Confesso que as minhas expectativas eram relativamente altas, e não fiquei desiludida!
Com seis episódios de cerca de 45 minutos, mal se dá pelo tempo passar com o ritmo dinâmico da ação e imagens fascinantes, além do sentido de humor que nos habituou já na primeira temporada.