Tenho a certeza que todos já parámos para nos perguntar: Qual seria o resultado de uma fusão entre um filme de Super-heróis e Riverdale? Só que não. Mas aparentemente uns tipo da The CW sim.

Na minha ótica, esta é a premissa de Gotham Knights. Trazer o mundo e o estilo dos Super-heróis para as séries adolescentes. Admito que a proposta não é má e até certo ponto é inovadora, só é uma pena que não funcione, pelo menos não a cem por cento.
Este artigo é relativo aos três primeiros episódios da série, disponíveis na HBO Max e não vou mentir, depois do segundo episódio estava pronto para desistir da série e vir aqui dizer o quão horrível tinha sido a experiência de a assistir, mas as coisas melhoraram no terceiro episódio.
Gotham Knights acompanha a história do filho do Batman a ser incriminado pela morte do pai, acabando por se juntar a um grupo de criminosos adolescentes de Gotham na busca pela verdade.

Senti que nos dois primeiros episódios a produção não fazia a menor ideia do que queria entregar, sendo perturbadora a forma como metade das cenas são conduzidas como um filme DC e a outra metade ao estilo Riverdale, sem nunca conversarem realmente entre si no que toca à vibe.
Mas é no terceiro episódio que as coisas começam a ganhar forma, permitindo-me sonhar com o potencial que isto pode ter. O enredo deixa de ser tão aborrecido e começa a tornar-se mais interessante e viciante ao mesmo tempo que os personagens abandonam o aspeto plano e ganham uma nova tridimensionalidade.
Esta junção de fatores leva-me a pensar que finalmente encontraram o tom certo para esta produção. Uma base de universo DC no enredo, mas com um target adolescente e uma pegada Riverdale / Shadowhunters.
Acertaram na ação e no mistério que é empolgante, mas a grande lacuna é as relações entre as personagens, o desenvolvimento do ambiente escolar e até das próprias personagens. A título de exemplo, a filha do Joker, tem imenso potencial para ser explorado e pode vir a ser uma das personagens mais interessantes da série, só é preciso que deixem a loucura dela manifestar-se, em vez de manterem o cenário atual onde ela parece só uma adolescente numa fase de rebeldia.
De resto fica também a faltar uma direção de arte de jeito. Os episódios são demasiados escuros e com falta de cor, gostaria de ter visto uma coisa mais ao estilo Esquadrão Suicida, um ambiente dark, mas com apontamentos de cores e luz nos sítios certos. A maior parte do tempo senti que a série era um borrão preto a nível estético.

Em conclusão, vou continuar a ver a série e estou curioso para vos trazer uma análise final. Se estiverem dispostos a sofrerem nos dois primeiros episódios ou se como eu forem secretamente mega fãs de trashy tv shows da The CW, deem uma oportunidade.