Tanto se fala no Grand Theft Auto 6, que eu decidi escrever-vos do Grand Theft Auto 3. Este foi o primeiro da saga que passei todas as missões, e se bem me lembro, o primeiro jogo que comprei para a PS2. Este menino veio a reboque de outro, o Grand Theft Auto: Vice City. Na altura, o Gomes estava na sua casa nova, e com computador novo. Ele jogava muito Call of Duty 2, e jogava também, Grand Theft Auto: Vice City. Fiquei tão impressionado com o jogo que também o decidi comprar. A diferença entre os dois é abismal, mas como eu sou muito conservador, decidi comprar este título em primeiro antes de avançar para o segundo, em Platinum, e sem idade recomendada para o jogar! (Heheheheh)
Antes demais, bem vindos a Liberty City, “O pior sítio na América”, onde se passa toda a diversão. Nesta cidade intima, onde o crime e a vagabundice prosperam, as beatas benzem-se cinquenta vezes por dia e o pecado mora sempre ao lado, Claude, a nossa personagem, assalta com sucesso um banco com a namorada Catalina. No entanto, como nunca sabemos o que vai na cabeça das mulheres, ele é traído, leva uns tiros e ela foge com o gravetano todo. Num golpe de sorte, num transporte entre prisões, o carro é atacado para salvar um chinês ligado à máfia, e ele e um amigo salvam-se, o 8 Ball! Eles fogem de carro deixando para trás uma ponte toda em cacos e Claude (Pierre Françoise), é apresentado à máfia italiana. Começa o seu longo caminho para se vingar de Catalina.
Ao controlar o nosso amigo em Liberty City, percebemos que ele é mudo, e só faz uns barulhos quando se aleija. O jogo joga-se na maioria na terceira pessoa, isto porque existem algumas armas que ao disparar, como sniper ou bazoca, passamos para a primeira pessoa. No canto inferior direito, encontramos a típica bússola com o mapa assinalando os pontos interessantes de missão, e no canto superior direito a indicação de vida, do colete anti-bala, do nível de perseguição policial (medido pela quantidade de estrelas), e do dinheiro. E onde podemos gastar o dinheiro? Na Ammu-Nation, para umas armas fixes; para retirar a perseguição pelos bófias na Pay’N’Spray; no 8Ball para armadilhar uns carros. Quando mortos, aparece o ecrã de Wasted e vamos para o Hospital, perdemos o dinheiro e armas. O mesmo acontece quando somos apanhados pela polícia!
Liberty City é constituída por três ilhas: Portland, zona pobre e industrial; Staunton Island, centro de negócios e cosmopolita; e Shoreside Vale, a zona dos riquinhos. Em cada uma, somos chamados em várias missões, na medida em que nos enredamos no caminho para a vingança. As famílias do crime são variadas e separadas pela nacionalidade. Encontramos a máfia Italiana, a Jamaicana, a Mexicana, a Japonesa, a Chinesa, a Colombiana, e tudo com nomes a condizer, dos mais óbvios, (Yakuza, Triads, Leone Family, Colombian Cartel), aos mais expressivos, (Diablos, Yardies, South Side Hoods). Cada uma destas famílias, (e um político e polícia corrupto), pedem-nos todo o tipo de missões, provações, testes de habilidade. Vejamos algumas: homicídio, corridas de automóvel, roubo de automóveis, recolha de droga (SPANK), e trabalhos de motorista para membros importantes. Para tal, temos um armamento a condizer. Os nossos punhos são sempre uma opção, mas temos bastões de basebol, pistolas, metralhas, UZIs, Sniper, Bazoocas, caçadeiras, granadas, cocktails Molotov, lança-chamas, escolham o vosso divertimento. Inimigos são todos os gajos que nos aparecem com uma arma apontada a nós!
Em todos estes jogos, temos uma safe house, e neste não é exceção. Temos uma garagem para guardar o carro que mais nos agrada, e não fugirá muito do Infernus, Stinger, Cheetah ou Banshee. Com paciência, podemos ganhar ícones de vida, ou para diminuir as estrelas de polícia, ou até aumentar ligeiramente a nossa saúde através de missões secundárias. As missões são as de paramédico, polícia, bombeiro ou taxista. Parece que voltámos ao tempo do “o que é que queres ser quando fores grande?”
E escrever-vos da parte principal? O avacalhanço! O avacalhanço é o principal nestes primeiros Grand Theft Auto! No terceiro, em que os gráficos não são grande coisa, não há motas nem veículos aéreos para nos divertirmos, sempre podemos dar uns tiros a umas pessoas e explorar a vida noturna! Os gráficos parecem muito desenhados, acartonados até! Se dermos um head-shot numa personagem, a cabeça desaparece e depois parece com um repuxo de uma fonte em Itália! O sangue parece baldes de tinta por todo o lado, juntamente com a chuva, porque estamos a passar por cortinas de água. Apesar disto, o jogo não deixa de ser divertido!
Lembro-me perfeitamente da quantidade de vezes que fui à Bíblia dos Jogos sacar uns códigos para divertimento. Havia o do tanque e do carro voador. Aqui sacava o tanque, punha o canhão para trás e depois punha o segundo código. Enquanto aquela máquina de destruição maciça se estoirava toda e ouvia as explosões dos carros atrás de mim, ela levantava voo. Aquelas toneladas todas, sempre a disparar, conseguia com que chegássemos ao maior dos prédios, e entrávamos por ali abaixo. Evidentemente que aquilo dava um erro tremendo, mas não deixava de ser divertido. Outra das minhas fontes de divertimento, era apanhar o tanque e pôr o nível máximo de polícia! Eram tiros e explosões até me fartar, muitas vezes para me vingar de Wasteds estúpidos. Por fim, já cansado, existiam umas garagens espalhadas que pediam alguns carros para entrega. Já os procurava e entregava, tentando acabar as listagens. A história, a mim, comparando com as dos outros títulos que já joguei, deixa a desejar, apesar de que, as missões são divertidas e valem a pena!
Um abraço a todos!