30 Anos Depois e a saga ainda consegue surpreender.
Em 1996, nasce aquela que se iria tornar uma das maiores sagas do subgénero slasher de sempre. Criado por Wes Craven, realizador de Pesadelo em Elm Street (1984) e, produtor executivo da série Gritos: A Série (2015), e escrito por Kevin Williamson, que esteve envolvido em quase todos os filmes da saga, bem como o filme Sei o Que Fizeste no Verão Passado (1997), e séries como Dawson’s Creek (1998) e The Vampire Diaries (2009) – o argumentista escreve e dirige este filme. Está então lançado o mote para celebrar a nostalgia.

Após as polémicas em volta de Melissa Barrera (rumores indicavam que ela seria a próxima Ghostface) e a saída de Jenna Ortega como protesto, as atenções voltaram-se para aquilo que a saga sabe fazer bem – ir atrás de Sidney Prescott.
Regressa no papel principal Neve Campbell que, após se mudar para a cidade de Pine Grove com a família, tudo o que ela deseja é ser normal, ou pelo menos, que as suas filhas tenham uma vida de normalidade. Mas tal não acontece, quando uma voz muito familiar lhe liga a ameaçar a vida da sua filha Tatum (o nome é em homenagem à melhor amiga de Sidney e irmã de Dewey, uma das vitimas do Ghostface original.

Numa corrida frenética contra o tempo para salvar Tatum (Isabel May), Sidney, juntamente com Gale Weathers (Courteney Cox), procura respostas sobre os motivos e a identidade de Ghostface, questionando se a possibilidade do regresso de um velho conhecido é real. Enquanto isso, Mindy (Jasmin Savoy Brown) e Chad (Mason Gooding) reúnem-se com Tatum e os seus amigos, numa tentativa de desvendar o verdadeiro assassino.
Gritos 7 transporta-nos para Woodsboro de 1996, e dá-nos um misto de sensações, desde conforto, nostalgia, dúvida e, esperança (daquela cameo especial), começando com um cena inicial que, além de ser uma das melhores, a par com as restantes da saga, transmite algo incrível ao fãs da saga, deixando-nos a salivar por mais. Extremamente adequado para esta celebração dos 30 Anos.

Mas, Gritos 7 não é só um mural de pura nostalgia. Ao longo do filme, é fácil identificarmos alguns erros. Não me querendo alongar devido a poder revelar demasiado, o filme peca pela ligação entre atos (especialmente entre o 2º e o 3º atos), a relação/conexão com alguns personagens e, a semelhança com algumas cenas/ações com outros filmes do género.
Gritos 7 é um filme intenso, com riscos elevados e, uma enorme dose de nostalgia.
É um filme perfeito? Não!
Mas é um filme com a fórmula no lugar certo. Porque Wes Craven era um génio e criou um universo extraordinário.