Gunbrella

Gunbrella impressiona pela sua história, desafio e modo frenético da aventura.

Gunbrella trata-se de um jogo de ação e aventura, de plataformas em 2D, ao estilo noir-punk e steam-punk. Assumindo um papel de um lenhador (herói sem nome), a história inicial demonstra bem o sentido, quase enigmático e sombrio, de como a vingança será um papel chave para chegar ao fim da história. Logo no princípio do jogo, é nos apresentada a arma “gunbrella”, um guarda-chuva que, mais do que proteger da chuva, é capaz de disparar diferentes tipos de munição, de nos defender de remessas de tiros de inimigos e ainda dar um enorme bost aos nossos saltos ou até mesmo planar e amparar as quedas. Sem sombra de dúvidas, o tutorial, mais do que ser faseado, é nos dado quase sem que nos percebamos que estamos a fazer o mesmo. Gunbrella mostra-nos todas as capacidades de movimento, logo no início, e permite-nos explorar as mesmas para aceder a determinadas áreas do mapa “semi-escondidas”. Já passámos o tempo dos tutoriais chatos, e Gunbrella salva-nos de todo esse aborrecimento.

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Como inimigos, encontraremos vários gangsters, polícias corruptos, cultistas e monstros. A diversidade e a maneira de como os artistas e desenvolvedores do jogo conjugaram com o meio ambiente estilizado em noir-punk são pormenores deliciosos que nos fazem querer perder algum tempo só para apreciar o PixelArt do jogo. O jogo é ambientado em cinco partes diferentes da cidade, sendo que a viagem para cada área é feita através de um comboio.

Ao longo da nossa aventura, deparamo-nos com vários NPC’s que, inicialmente, até podem aparentar não ter grande expressão ou interesse, mas posteriormente são capazes de nos fornecer side-quests e que são importantes para o desenrolar da história e desenvolvimento pessoal da nossa personagem. O sentido quase “random” destas side-quests foi uma admirável supressa. Como exemplos. Para um NPC, a nossa tarefa foi de recolher ratos para lhe dar como alimento. Noutro, um NPC pediu-nos para viajar até à outra cidade, de maneira a saber se a sua amada estaria ou não viva. Foram estes pequenos grandes pormenores que nos deram a sensação de o jogo ser um modelo “vivo” e que respira com história.

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Outro aspeto interessante foi a maneira de como os bosses de cada área se interligam direta e indiretamente com a história. Mais do que desafiantes, mesmo a jogar no modo fácil, cada um tem uma forma específica de ser derrotado, obrigando-nos a dominar bem os movimentos e ataques com o guarda-chuva de modo a superar o nível.

A aquisição do jogo, na versão digital, é ainda acompanhada de um pequeno guia, feito ao estilo dos antigos guias de jogos para a SNES. Mais do que repleto de piadas engraçadas como “Não deites isto fora, pois quando o jogo se tornar um item raro de colecionador e valer milhões, vais ficar brutalmente arrependido” ou “Se o jogo não estiver a funcionar, tenta soprar no cartucho, ouvimos dizer que pode ajudar ou coisa parecida”. Contudo, devemos ainda apontar para algumas palavras proferidas por Cullen Dwyer, um dos representantes da Doinksoft, que estão nesse guia.

Este jogo foi, na grande parte, desenvolvido durante a pandemia COVID-19 o que foi frustrante para nós. Tentamos passar essas frustrações para o jogo – lidar com o desastre mundial, a polícia, o isolamento, monstros (etc.) – tendo sido uma boa base de inspiração que esperamos que vocês gostem. Por outro lado, nos desenvolvemos este jogo em Oregon, lugar onde está sempre a chover, e foi por isso que surgiu a ideia do guarda-chuva para o jogo.

Cullen Dwyer, representantes da Doinksoft
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Gunbrella inspira-se direta e indiretamente de outros jogos desenvolvidos pela Doinksoft, tais como Gato Roboto (2019), Devolver Bootleg (2019) e Demon Throttle (2022).

Como aspetos menos positivos do jogo, podemos apontar alguns elementos, como o caso da utilização de elementos para curar a nossa vida (HP da personagem). No modo frenético de batalha, para uma Nintendo Switch, é complicado saltar e usar os recursos, ao mesmo tempo que nos estamos a desviar de várias balas ou a usar o guarda-chuva para planar. Por outro lado, apontamos ainda para o sentido quase repetitivo da música. Em alguns lugares, são necessárias conversas longas com os NPC’s e, por vezes, a música por ser repetitiva, fez-nos desligar da história, ficando até mesmo incomodados.

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Se és um jogador que adora um bom desafio de jogo de aventura de plataformas, recomendamos fortemente experimentar Gunbrella.

Gunbrella

Gunbrella
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Lançamento: 2023-09-13
Distribuidora:
Estúdio:
Plataformas:
8
Picture of Francisco Costa
Francisco Costa
Um apaixonado pela cultura Geek que adora tecer comentários e criticas às mais novas formas de arte! Sou uma pessoa um pouco reservada, mas sempre pronto para debater, por largas horas (ou em escassos minutos) qualquer assunto!. Tenho como hobbies favoritos o desenho e a fotografia de rua.

Colaboraram neste artigo

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