Hazel Sky – Um Mundo Lindo por explorar

Todos nós já estamos habituados a jogos de Exploração e Puzzles, onde somos largados sem muita explicação do jogo e dos seus mecanismos e temos de descobrir e explorar não só o mapa mas o próprio jogo em si e como este funciona. Hazel Sky também faz isso, mas de uma forma suave e apoiada que retira toda a frustração que passas por teres de descobrir até os botões mais simples. Mas vamos por partes.

Em Hazel Sky, jogas na pele de Shane Casey, um jovem rapaz da cidade voadora de Gideon. Shane é fascinado com engenheiros e os seus trabalhos, adora construir coisas e descobrir como funcionam. Ele tem como objetivo pertencer à ordem. Para isto, ele é enviado para as três ilhas do jogo, como que numa espécie de estágio, onde tem de descobrir e arranjar três máquinas voadoras e depois voltar à cidade.

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E é assim que Hazel Sky consegue integrar o fator exploração na história. Ao contrário de muitos outros jogos do género, Hazel Sky torna a deploração mais suave e direcionada ao te dar uma missão (arranjar as naves) e um caminho (tens de encontrar as plantas com as direções das máquinas e encontrar os materiais lá descritos).

Mas não penses que o jogo é só andar a seguir plantas e procurar materiais, estas só servem para te dar um sentido de direção e orientação. Hazel Sky como todos os outros jogos do género promove a exploração livre. Muitas vezes dei comigo perdido (no bom sentido) na exploração dos cantos destas 3 ilhas maravilhosamente desenhadas e das pequenas interações com o ambiente, que todas adicionam à narrativa do jogo e à descoberta de Lore sobre a cidade, os engenheiros e até do próprio Shane.

E esse é outo ponto de grande foco em Hazel Sky. Ao contrário de muitos jogos do género, o jogo traz consigo uma narrativa muito forte que faz com que queiras continuar a descobrir detalhes sobre a mesma. Não vou deixar aqui nenhum spoiler sobre a história, mas só deixar a ideia de que nem tudo parece tão maravilhoso e atrativo como Shane e os visuais do jogo fazem parecer.

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Os visuais do jogo são outro ponto forte do jogo. Apesar de não terem o poder de estúdios AAA, a Coofee Addict Studios, um pequeno estúdio brasileiro, conseguiu trazer um mundo visualmente maravilhoso, que apesar de precisar de alguns polimentos não fica nada atrás de outo jogo do género. E, pessoalmente, até preferia que não limassem demais, visto que este estilo traz um visual específico e único para Hazel Sky.

Mas, há algumas coisas em Hazel Sky que precisam de mais trabalho, como o combate, interação com os itens e os controlos de navegação em si. Num jogo baseado muito em resolver puzzles e interagir com objetos, os controlos deveriam ser mais intuitivos e mais simples de utilizar. E para um jogo em terceira pessoa com momentos de plataformas, o movimento deveria ser mais fluído e menos castigador.

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Mas no final, Hazel Sky é um jogo claramente com muito potencial de desenvolvimento, e que vai continuar a  trazer muitas mais alegrais aos seus fãs! O jogo em si para já não é muito grande, consegues acabá-lo em algumas horas, se ignorares a exploração de todos os segredos e caça aos troféus, mas claramente a ideia é continuar a crescer para além das três ilhas e deixar-te explorar ainda mais este mundo, e quem sabe, até explorar a cidade voadora de Gideon.

Hazel Sky é uma lufada de ar fresco no género de Exploração/Puzzle, que recomendo  qualquer fã do género e que te traz tudo o que gostas em jogos de Puzzles com um visual ao estilo Breath of the Wild.

Hazel Sky

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Diogo Gomes
Milenial com mestrado em Psicologia Clínica com especialização em Sexologia apaixonado por Artes, Videojogos e Tatuagens. Auto-intitulado Rogue que constantemente se perde na sua própria imaginação.

Colaboraram neste artigo

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