Infinity Pool – O insustentável preço da liberdade

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Depois de Possessor em 2020, Brandon Cronenberg (filho de nem mais nem menos que de David Cronenberg) traz-nos Infinity Pool, um filme de terror alucinante sobre o turismo de luxo.

James (Alexander Skarsgård) e Em (Cleopatra Coleman) passam férias no resort de luxo Pa Qlqa Pearl Princess, na ilha fictícia La Tolqua. James é um escritor não muito bem-sucedido (até se poderia dizer falhado) e a passar por um bloqueio criativo e uma crise existencial, apenas acessível a quem não tem contas para pagar porque casou com a filha do patrão.

Inesperadamente, James é reconhecido por Gabi (Mia Goth), que se diz sua fã e convida o casal a juntar-se a si e ao seu marido a saírem do espaço protegido do resort para um piquenique bem regado a álcool numa das praias da Ilha.

Aí acontece a tragédia, que traria consequências graves a James se não fosse pela bizarra maneira como o grupo de milionários privilegiados, que o acolhe, se consegue aproveitar da pobreza da região, moldando os limites da ética aos seus caprichos e ao seu dinheiro.

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Infinity Pool é um filme é uma viagem alucinante de violência e abusos, seja de psicotrópicos ou da moralidade e que não nos deixa ficar demasiado confortáveis e de certa forma prever o rumo da história. Também é um filme que deixa claro que ali ninguém é isento de culpa, seja Em que apenas casou para desafiar o poderoso pai, James, que num esforço de querer ser reconhecido e ser aceite num mundo que não é só, é só patético e Gabi com a sua sede insaciável de… tudo.

É um filme de terror algo decadente, que cumpre a sua premissa, com uma excelente fotografia, uma pitada de ficção científica e instigação ao ódio de classe. Apesar de achar que poderia ir mais longe e de ter uma narrativa algo presunçosa e pedante, não deixa de servir para, na minha humilde opinião, cimentar o lugar de Mia Goth no cinema de terror.

No fim, só tenho a dizer… tragam a guilhotina!

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Patrícia Guerreiro
Do Baixo Alentejo para Lisboa, cresci rodeada de literatura fantásta, filmes de terror e uma obsessão nada saúdavel por Naruto. Atualmente casada com a minha outra metade geek e a limpar caixas de areia, continuo a navegar esta vida de classe operária, entre crises de ansiedade e a minha paixão por filmes de terror.

Colaboraram neste artigo

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