Depois de ver o seu patrão e amigo de longa data ser assassinado, Charlie Swift (Pierce Brosnan), um dos mais importantes homens de uma organização criminosa do Mississipi, procura vingança contra um chefe da máfia local. Para isso, conta com a ajuda de Marcie Kramer (Morena Baccarin), a ex-mulher de uma das suas recentes vítimas.
A verdade é que, apesar de um elenco de peso, que conta com Pierce Brosnan, Morena Baccarin e de ser o último projeto em vida do fantástico James Caan, a produção de “Jogo de Assassinos” não se permitiu a muitos custos no que conta à distribuição da longa metragem e, portanto, não creio que muitas pessoas vejam esta obra no cinema. Mas a verdade é que “Jogo de Assassinos”, escrito por Richard Wenk e Victor Gischler e dirigido por Philip Noyce trata-se de puro entretenimento durante os seus honestos 90 minutos. Pierce Brosnan não parece ter a idade que efetivamente tem e entrega ao espectador uma excelente atuação, no papel de “Fast Charlie”, que consegue guiar a narrativa mesmo sendo um homem de poucas palavras. O argumento de Wenk e Gischler parece casar perfeitamente com o charme, carisma e, principalmente, o sentido de humor do ator e isso acaba por resultar em grandes momentos de comédia do filme.

Morena Baccarin consegue, sem ofuscar o protagonismo de Brosnan, “roubar” todas as cenas em que a sua personagem entra só para ela. A forma de falar, de olhar, a sua atitude… tudo resulta numa força feminina forte que faz sentido na história de Charlie. O mesmo não posso dizer dos vilões desta história. Principalmente durante o terceiro ato do filme, este parece não saber muito bem que caminho seguir para, no seu desfecho, tudo culminar num plot twist que funcione e acaba por sacrificar os antagonistas desta história, uma vez que não lhes dá nem motivações suficientes, acabando por cair em algo genérico, nem espaço no ecrã, onde poderiam criar algum tipo de conexão com o espectador.

Em suma, “Jogo de Assassinos” cumpre o seu propósito. São 90 minutos de puro entretenimento que vão fazer lembrar os clássicos do género da década de 70 e 80. Pierce Brosnan retorna ao charmoso e misterioso protagonista, que já nos havia habituado noutros tempos, e traz consigo caras novas para uma aventura simples mas eficaz.