Killer Instinct foi criado pela Rare e lançado originalmente em 1994 pela Midway nas Arcades, com lançamento da Nintendo na Super Nintendo e Game Boy em 1995.
E eis o número três. Para mim deixei o melhor para o fim, e não conhecia este jogo de lado nenhum! Eu experimentei-o e vi que era um jogo de porrada e da dura!
A história não me é nada apresentada no Gameboy nem no livro de instruções, e lá tive de ir à velha Wikipédia ver o que é que se passava. A pista que tenho é que este belíssimo exemplar segue a história do original que saiu na Arcada!
Então, isto parece o Mortal Kombat, Killer Instinct é um torneio criado por uma empresa chamada Ultratech, que lhe serve para experimentar criaturas de combate e tecnologia.
Os lutadores têm todos um intuito neste torneio, e aqui passo a parafrasear o que diz o jogo sobre cada lutador: Jago um guerreiro tibetano que vai para destruir o mal no torneio; Fulgore, um guerreiro cyborg para ser testado no torneio; Sabrewulf, um lobisomem que entra no torneio na promessa da cura; Chief Thunder entra no torneio para encontrar o irmão desaparecido desde o último torneio; Orchid, uma espia para recolher informação da Ultratech; T. J. Combo, um ex-campeão de boxe que entra no torneio porque gosta do dinheirinho; Spinal, ressuscitado pela Ultratech gosta de andar à porrada, simplesmente porque sim; Glacius, um alienígena que luta pela sua liberdade.

Na dança da chapada, este jogo é mais negro e bruto que o Mortal Kombat, e se calhar por isso não teve tanta adesão e hoje esteja para alguns esquecido. A luta é uma e não existem rounds. O primeiro a vencer é quem consegue derreter a barra dupla de vida. Muito simplista, para quem está a começar, temos um murro e pontapé, ambos de força fraca ou forte, mediante a estratégia do jogador. Mais interessante são os movimentos especiais e os combos. Para cada lutador são únicos estes movimentos e muito difíceis de conseguir, mas também quando conseguidos muito difíceis de parar.
O lutador é fácil de controlar e de novo, uma grande característica dos jogos de Gameboy desta época. Ao jogar no nível normal, como o jogo deve ser jogado, achei muito equilibrado passar o joguinho, e foi muito satisfatório vencer o torneio com o meu amiguinho Glacius.
Graficamente, o desenho dos lutadores não deixa nada a desenhar, dada a complexidade incutida pelos programadores do jogo, e pelo objetivo de fazerem um port da Arcada. Os fundos já estão bem melhores, com um grafismo brutal, seja numa masmorra, num ambiente asiático, numa ponte de madeira, num salão de um castelo, ou numa muralha.
Os efeitos sonoros são brutais, extremamente adequados para o tipo de jogo que é.
Diverti-me imenso, e com a minha personagem favorita, o Glacius, foi bastante desafiador passar o jogo, mas depois de se dominar uma personagem é a andar de mota!
Vale muito a pena jogar este título, e aconselho-o a todos a terem este cartucho na vossa colecção!
Um abraço a todos!