Março é o mês da celebração da Mulher (dia 08). Mas mesmo dentro do círculo feminino existe uma figura que continua a passar despercebida: a mulher sénior.
Na literatura, inúmeras mulheres “maduras” merecem ser celebradas por empoderarem a terceira idade e a representação feminina. No contexto mundial, é impossível não escrever sobre a nossa querida Agatha Christie, a “Rainha do Crime”. “Mãe” do famoso detetive Hercule Poirot, ela é “suspeita” de escrever mais de 100 obras. É verdade que ela começou a publicar jovem, contudo, esta escritora de “E” maiúsculo, continuou a escrever e a publicar, já depois dos 60 anos. Publicou o famoso livro “Halloween Party” (1969), com 79 anos e “Postern of Fate” (1974), a sua última obra publicada aos 84 anos.
Em Portugal, não podemos deixar de mencionar uma das mais importantes escritoras contemporâneas da atualidade, Lídia Jorge. Também com uma carreira sólida na escrita portuguesa, ela publicou o livro “Os Memoráveis” (2014), com 68 anos e o belíssimo livro “Misericórdia” (2022), quando tinha 76 anos.



Falamos de carreiras sólidas que duraram, mas também existem estreias tardias como foi o caso da escritora brasileira Maria Valéria Rezende, que só aos 59 anos lançou “Vasto Mundo” (2001) e aos 63, o seu primeiro romance e mais conhecido “O Voo da Guará Vermelha” (2005).
Mas não são só as escritoras que merecem ser celebradas. Existem também personagens ficcionais literários que marcaram várias gerações. A primeira é provavelmente a professora mais famosa na literatura contemporânea, a nossa querida Minerva McGonagall, da saga do “Harry Potter”. McGonagall prova que mesmo com mais de 60 anos, ela ainda pode transformar-se num gato, liderar uma escola de magia e enfrentar o Voldemort, provando que a idade não é um “feitiço” que a define. E para terminar e pensando nas gerações “um pouco mais velhas”, recordamos a astuta e perspicaz Ms. Marple. Interna solteirona, com grande vocação para o tricô, que resolve crimes na pequena aldeia (fictícia) de St. Mary Mead, passando a “perna” à polícia local. Mais uma personagem criada por Agatha Christie em 1930 e que apareceu em 12 romances e cerca de 20 contos curtos.


Grandes mulheres, reais ou ficcionais, que marcaram tanto as páginas dos livros como a nossa imaginação. Aos 60, elas escrevem, lideram e desvendam mistérios, provando que existe “magia” na maturidade. Este mês é para elas e para todos os leitores que elas inspiraram.