Luna Abyss – A grande surpresa indie do ano

O indie Luna Abyss surpreendeu ao misturar uma história profunda sobre identidade, plataformas na primeira pessoa e combate bullet hell. Descobre por que é um dos meus favoritos do ano!

O indie Luna Abyss surpreendeu-me e é um dos meus videojogos favoritos deste ano. Falo em surpresa porque quando lhe peguei sabia pouco sobre ele e os primeiros níveis não foram, para mim, assim uma apresentação fantástica do que viria a descobrir depois.

Mas deixem que vos explique porquê.

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créditos: Kwalee Labs / Luna Abyss

A história

Luna Abyss traz-nos um conto sobre identidade e o ser quem somos. Falar demais sobre isto entraria em terreno de spoilers. Ao começarmos, diz-nos uma voz: “Não tenhas medo, pequeno errante. Só precisas de ir mais fundo, para que melhor possamos ver-te. Tudo aquilo de que precisamos és tu.”

Nós apenas sabemos que a nossa personagem é uma prisioneira condenada a explorar uma megastrutura abandonada que se estende pelas profundezas da superfície da lua Luna. A nossa missão é recuperar tecnologia esquecida no interior do Abismo e da colónia perdida que este consumiu. Cada movimento nosso é vigiado pela nossa carcereira artificial, chamada Aylin (a cabeça gigante na imagem ali em cima). E é ela quem vai ajudar-nos a desvendar alguns mistérios do Abismo.

O que mais gostei na narrativa foi mesmo a forma como vamos descobrindo e ligando pontas soltas, que não só nos causam um fator surpresa, mas que também nos fazem refletir sobre a identidade humana. Como nos apresentamos, como dizemos quem somos, como nos vemos, tudo isso é lenha para a fogueira de Luna Abyss.

A somar a isso tudo, o seu mundo é denso e dramático, repleto de metáforas e personagens peculiares que trazem consigo um voice acting no ponto e diálogos de excelência.

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créditos: Kwalee Labs / Luna Abyss

A jogabilidade

Esta podia ser mais variada, é verdade. Mas quem dá o que pode, a mais não é obrigado. Entendam-me. São claras as limitações do estúdio. Estou a exagerar ao desculpá-los por isso? Talvez. Ainda assim, diverti-me muito a correr, saltar e avançar com o dash pelos cenários desta brutalista estrutura alienígena. Ao longo do caminho vamos desbloqueando novas formas de nos movermos e arranjando novas armas para lutarmos contra as almas corrompidas do Abismo.

Para além disso, a experiência de plataformas na primeira pessoa é fluida e funciona bem no mundo aqui entregue, o que nos permite então ignorar algumas das suas fraquezas. Mais aborrecida achei a parte dos disparos, quando Luna Abyss se aproxima mais do modo bullet hell. O shooting diverte, mas nunca chega verdadeiramente a empolgar.

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créditos: Kwalee Labs / Luna Abyss

Variedades

Luna Abyss parece trazer um pouco de tudo nos géneros em que se infiltra. Tem cenários incríveis e que ajudam a fomentar a ideia deste mundo desolado pelo Abismo, fazendo frente a muitos designs de jogos AAA desta indústria.

A banda-sonora, a cargo de David Housden (Disney Illusion Island), é muito bonita e traz aquelas vibes de mundo cyperbunk misturado com coros de igreja que os níveis do jogo pediam mesmo.

A jogabilidade fez-me lembrar Metroid algumas vezes, o que será um estrondoso elogio. Algumas lutas com os bosses são divertidas e elevam o tom do desafio.

Quando perguntei aos membros do pequeno estúdio Kwalee Labs o que era Luna Abyss, eles responderam-me isto: “Luna Abyss é um jogo de ação e aventura single-player, com foco na história, plataformas e combate bullet hell frenético”.

Eu gostaria de lhes dizer que Luna Abyss é muito mais do que isso e que espero que este mundo de Luna não fique por aqui. Com o polimento necessário, afinações na jogabilidade, e desenvolvimento mais profundo dos personagens já muito carismáticos e inesquecíveis, não duvido de que podemos ter aqui um dos novos IPs mais intrigantes e valiosos dos próximos anos.

Há ainda muitos mistérios para desvendar no Abismo.

Luna Abyss

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Lançamento: 2026-05-21 Ano: 2026
Distribuição:
Estúdio:
9
Picture of Filipe Branco
Filipe Branco
Fã de cultura geek em geral, mas é nos livros, videojogos e cinema onde mais me perco. Adoro escrever sobre o que me apaixona e eventos de gaming é comigo. Podem encontrar-me online ou à deriva num dos extensos corredores da próxima Gamescom.

Colaboraram neste artigo

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