Mario Tennis Fever surpreende onde menos esperava

Nunca fui grande adepto dos spin-offs do universo Mario, mas Mario Tennis Fever revelou-se viciante, equilibrado e surpreendentemente estratégico. Uma entrada que merece mais atenção do que imaginava.

Nunca fui muito de ligar às entradas mais “exóticas” do universo Mario, e das vezes que tentei não posso dizer que tenha ficado particularmente agradado. E quem diz Mario, diz Wario, Luigi, Peach e todos os demais que possam ter direito a um título em nome próprio. Não que esteja a tirar mérito a esses títulos, mas acabam por ser tantos e haver mais para jogar e tanto para se fazer, que é preciso fazer escolhas. Lá surge um Mario Kart ou Mario Party com amigos mas acabo por estar muito limitado aos títulos principais, que adoro!

Mario Tennis nunca acabou por ser uma das escolhas quando há ajuntamentos por casa de alguém, ainda que variadas vezes ele tenha estado presente. Mas depois do que vi deste Fever e sendo ténis um dos poucos desportos que até tenho interesse, pensei “porque não?”. E já sei porque é que até hoje tinha dado sempre “não”. 

Inicialmente, estranhei um pouco a forma como rapidamente nos encaminham para o modo aventura, pois estava à espera que o foco estivesse mais nos jogos contra outros jogadores e não tanto na história que queriam contar. 

Não é aqui, de todo, que está o grande valor de Fever. Há ali algo que nos vai guiando, mas acaba por ser mais uma chatice, que temos de lidar entre partidas, do que propriamente o que nos comanda a continuar a jogar. E sendo isto apenas um tutorial em esteroides, chega perfeitamente para o gasto mas poderia facilmente ser algo mais curto.

Mas já aqui, no modo aventura, deu para perceber a razão pela qual eu deveria estar a afastar-me de Mario Tennis anteriormente. Assim sem dar por isso, de forma bem sorrateira, comecei a dizer a mim mesmo “é só mais um jogo e depois desligo” e devo tê-lo repetido durante umas boas horas! Viciante não chega para descrever aquilo que Mario Tennis Fever é! 

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Claro que rapidamente avancei no modo aventura e quando dei por mim já andava a experimentar os outros modos. Esses sim, a verdadeira nata deste jogo. 

Não consigo de todo dizer quais deles são novidade ou se já faziam parte da vertente Tennis de Mario, uma das consequências de nunca ter jogado outros títulos. Numa pesquisa rápida vejo que os modos Adventure, Tournament, Free Play, Co-op e Swing já existiam em Aces, e aqui continuam a estar presentes. Além disso, em Fever podemos contar com o modo Trial Towers e o Mix It Up

Há de tudo um pouco para agradar a todos, mas se quisermos ser surpreendidos podemos optar pelo Mix It Up que coloca em campo coisas como as Piranha Plants que comem as bolas que vão sendo usadas em jogo, ou ainda parecer que estamos numa mesa de Pinball, só para mencionar algumas dessas variações. O que varia consideravelmente do modo Free Play, já que aí as regras somos nós que as fazemos, podendo ir desde um jogo de ténis simples a algo com regras mais complexas. 

Mas foi o modo Trial Towers e Swing que me chamaram mais a atenção. O primeiro porque mostrou ser bastante divertido e desafiante. Vamos subindo em vários níveis até derrotar o grande adversário no topo da torre, mas até lá vamos encontrando desafios cada vez mais complicados. O segundo porque me surpreendeu o quão responsivo os controlos de movimento eram. Deixamos de controlar diretamente o posicionamento do personagem para decidir com a nossa mão e braço como é que a próxima jogada vai ser feita no ecrã. Dei por mim a ficar mais e mais investido com o passar do tempo de jogo e o meu braço começou a sentir isso mesmo. Mas ainda assim, bem divertido! 

Também fiquei bastante agradado com o nível de complexidade que existe nas partidas em si. Não é apenas atirar a bola para o outro lado da rede e já está, há mesmo estratégia envolvida, mas não ao ponto de ser tão exagerada que começamos a sentir-nos assoberbados. E algo que me preocupava, as habilidades especiais das raquetes, acabou por se mostrar algo bastante equilibrado (pelo menos, por enquanto!).

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É que após ter experimentando o Mario Strikers, em que coloca os personagens do universo Mario num campo de futebol, e não ter gostado nada do quão desequilibrado eram os poderes que cada um tinha, estava com receio que o mesmo acontecesse aqui, mas não. No geral, senti que o meu adversário ter uma raquete com um poder diferente do meu não o colocava imediatamente num nível acima do meu. Isso é bastante positivo. 

E tendo em conta que existem mais de 30 raquetes diferentes, cada uma com o seu poder específico, é bom ver que tudo foi bem pensado. Claro que isto pode mudar com a evolução do jogo e mesmo com o encontro de jogadores mais capazes, mas por enquanto é aproveitar! 

Outra coisa que adorei ver é a fidelidade gráfica que conseguiram alcançar em Fever. Seria esperado, tendo em conta que estamos numa nova consola, mas a minha cabeça salta imediatamente para as possibilidades que podem vir a existir com um novo título principal na saga Mario! 

A única coisa que tenho pena, e fico com essa sensação de variados títulos mais competitivos de Mario, é que não há nenhuma exploração posterior ao lançamento do jogo. A Nintendo lança o jogo, o público joga, mas tirando Mario Kart, não se vê muito, ou nada mesmo, a acontecer na cena competitiva por esse mundo fora. Até é capaz de existir quem os faça, mesmo por cá existem pequenas competições que não são transmitidas, mas gostava que houvesse uma aposta mais marcada destes títulos. 

Mas isso são outros quinhentos, que em nada afetam aquilo que Mario Tennis Fever é. Um jogo divertido, viciante, muito bem afinado no que diz respeito à competitividade e desafio e que a solo, duo ou a quatro, vai de certeza proporcionar muitas e boas horas de diversão.

Mario Tennis Fever

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Lançamento: 2026-02-12
Distribuição:
Estúdio:
Plataformas:
8.5
Picture of Marco Almeida
Marco Almeida
Viciado em tudo o que conte uma boa história, desde cinema a videojogos, séries a banda desenhada, e até um bom jogo de tabuleiro. Tudo é motivo para me atirar de cabeça a universos alternativos. E já agora, o Scorsese está errado; o MCU é o pináculo da sétima arte! Quem respira, concorda!

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