Nintendo DS
Migh & Magic: Clash of Heroes
Publicado a 12 Fev, 2021

Nem sei por onde começar para falar neste jogo, ou da sua afamada série, ou do divertimento que me deu passá-lo, ou da forma inteligentíssima como foi desenvolvido.

Do início, a caminho de Leiria com um “carecóide” que muito prezo, fui à caça de novas gemas para poder colecionar e jogar. Como tinha comprado uma Nintendo DS, decidi explorar a esta possibilidade e deparei-me com esta pérola, que me era mais ou menos desconhecida.

Ao nível de PC, sempre fui adepto ou de jogos de tiros por causa do rato e do ASDW ou de estratégia, e como na altura tínhamos um serviço social de educação gaming por serventia de revistas como a Bgamer, Playgames ou a Megascore, e numa destas vinha um Demo desta série. Sou sincero que não me lembro muito bem do que senti na altura ao jogar aquilo, mas lembro perfeitamente o estilo muito particular de se jogar. O que caracteriza este jogo foi o estilo intrigante do desenho do mapa para exploração, com caminhos pré-definidos onde a nossa personagem se move por estações identificadas como um pequeno circulo no solo. Mais de resto, este é uma diversão.

Antes de mais, bem vindos à adolescência, às hormonas aos pulos e borbulhas na cara. Não temos uma personagem mas cinco, todos reunidos à noite à volta da fogueira. É mais ou menos assim que tudo começa: nas longínquas terras de Ashan, nas terras controladas pelos Elfos, juntam-se líderes das fações humanas, outros de orelhas bicudas e de magos de turbante com o penacho na testa, reúnem-se por ataques de demónios nas suas terras. Por forma a garantir a paz trazem também os seus filhos, as futuras gerações para estes começarem a interiorizar a responsabilidade que é a garantia da paz. No entanto os diabretes atacam estas nações unidas e os adolescentes são separados pelos reinos de Ashan. Apesar do rabito apertado, vão ter de arranjar coragem para salvar o povo dos vários reinos de uma personagem sinistra de expressões bastantes sombrias.

Agora é que é a parte interessante, isto não é somente um jogo de estratégia mas um puzzle game. Quem é que se lembra de jogar com um amigo o “Cinco em Linha”? Aqui é quase a mesma coisa. Ao controlarmos fações dos Elfos, Humanos, Mágicos, Demónios ou do Mortos, temos de fazer linhas de três, verticais para atacar ou horizontais para criar muralhas e defender, no nosso turno. Os bonequinhos são colocadas aleatoriamente no cenário, e é através da eliminação de um bonequinho, ou pedir para colocar outros, que conseguimos ganhar vantagem sobre o adversário. Para a coisa aquecer um bocadinho, cada fação tem unidades especiais, as de Elite e os Campeões, as mais poderosas. Estas exigirão mais unidades de batalha para poderem atacar, e normalmente com um tempo de espera maior. Todas as unidades de cada fação têm um tempo de espera antes de atacar, também expressa em turnos com um número que lhes aparece junto à cabeça, como também podem trazer bónus especiais aos jogadores. Estas unidades todas diferenciadas pelas fações e dentro delas, dão-nos uma belíssima componente de estratégia, mas não nos ficamos por aqui.

Para alguns que falam muito que a história e personagens com carisma é que são interessantes, também é adicionada uma grande componente de role-playing. Aqui enfrentamos numerosas batalhas para ganhar experiência e evoluirmos os nossos borbulhentos amigos e as suas baterias de guerra, ganhamos dinheiro e gemas nas batalhas e descobrimos baús para pilhar e comprar revistas de adolescente, ou ainda até explorar caves e descobrir segredos, que nos possam dar amuletos para termos ainda mais vantagens sobre aqueles que terão o seu fim irredutível em joelhos, carpindo a inevitável e dolorosa derrota.

Para cada exército vislumbramos cenários diferentes, todos eles extremamente bem desenhados. Seja na húmida e esverdeante floresta élfica, na metrópole medieval de cor cinzenta e azul, ou no avermelhado e acalorado Inferno, a pauta de cores é extremamente bem utilizada para o desenho escolhido, quase de cartoon! Também a forma como são aproveitados os dois ecrãs da Nintendo DS é interessante, pois aqui ninguém se fez de rogado em ambiente pacifico, ter um mapinha em cima e a movimentação da personagem no debaixo.

Este é um jogo que não cansa, que para quem tempo e gosta de acumulação de recursos e experiência, ou joga também como passatempo é o ideal. Levei umas estonteantes 36 horas de jogo para o acabar, não achei difícil mas sim bastante desafiante, nos intervalos de tarefas domésticas como passar a roupa a ferro que a esposa tanto aprecia aqui do maridão! No fim existe um grande sentimento de satisfação, especialmente após vencer os bosses deste jogo. Os Bosses são um evento especial, alguns mais difíceis que outros como é normal, e a nossa barrinha de vida é finita, e muitas vezes temos um objetivo especifico como acertar em dois cantinhos ao mesmo tempo ou realizar um combo dificílimo para obter uma recompensa, e no meio da aleatoriedade… Ui Ui…

Um abraço a todos!

Might & Magic: Clash of Heroes
Distribuição:
Estúdio:
Lançamento: 1 de Dezembro de 2009
  • Positivo
  • Estratégia impressionante
  • Variedade de tropas
  • Entretenimento garantido
  • Negativo
  • Demónios vermelhos e maus
  • Bloodcrown, is that you?
  • Surprise
Escrito por:
Armando Mateus
Tudo se resume a uma simples forma de estar, uma boa e velha sessão de jogos! Explicar todo um conjunto de experiências passadas com a família, os amigos e simples estranhos, nas situações mais casuais como as mais caricatas para constatar a mais óbvia conclusão: Tudo é mais que um Jogo!