Monster Hunter Wilds

Uma evolução cuidadosa, mas ainda familiar

Monster Hunter Wilds é a mais recente entrada na icónica série da Capcom, trazendo consigo promessas de inovação e evolução dentro da fórmula consagrada da franquia. Com um mundo mais vivo, mecânicas refinadas e melhorias na experiência do jogador, o título chega com grandes expectativas. No entanto, à medida que nos aprofundamos na experiência, surge a questão: Wilds revoluciona a série ou apenas a aprimora de forma incremental?

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Narrativa – Um passo em direção ao Mundo Vivo

Diferente de alguns dos seus predecessores, Monster Hunter Wilds aposta num enredo mais estruturado, oferecendo aos jogadores um contexto mais envolvente para as suas caçadas. A história acompanha uma expedição às misteriosas “Terras Proibidas” (Forbiden Lands), adicionando uma camada narrativa mais presente. Embora não seja o foco principal do jogo, essa tentativa de dar mais profundidade ao universo da série é bem-vinda. No entanto, a linearidade da trama e a previsibilidade de alguns eventos podem fazer com que jogadores mais exigentes não se sintam totalmente imersos. Ainda assim, é um avanço na construção narrativa da franquia e uma excelente forma, a nosso entender, de captar a atenção de novos jogadores à franquia.

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Personalização ao melhor estilo da CAPCOM!

Fiel aos jogos anteriores da saga Monster Hunter, antes de iniciarmos o jogo, somos obrigados a criar um avatar que será a personagem principal do jogo, conhecida como “Caçador” (Hunter) pelas personagens da história. A caracterização é demonstradora do cuidado e do detalhe que a CAPCOM foi demonstrando nos seus jogos, ao longo das últimas décadas. Em vez de um avatar pré-definido, podemos escolher a altura, a robustez física, identidade de género (e devida designação à qual queiramos ser chamados), assim como outros aspetos da fisionomia humana. Ficamos surpreendidos com a possibilidade de adicionar diferentes detalhes, tais como cicatrizes com as quais podemos escolher a sua localização, cor ou até mesmo profundidade. Por outro lado, foi também adicionado um sistema de 4 vozes cujo jogador pode escolher os tipos de tom de cada, em 20 escalas diferentes. Tal aspeto não só serve para efeito de imersão no jogo, como também se assume como o tom da voz que a nossa personagem vai assumir, uma vez que a mesma não é muda e fala consoante a nossa escolha de diálogos!

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Por outro lado, mais do que a nosso avatar, somos também obrigados a definir a personalização do nosso companheiro Palico (Amigato). Os Palicos são, sem sobra de dúvidas, as verdadeiras estrelas do jogo. A CAPCOM sabe muito bem que os seres humanos guardam um lugar especial no coração para coisas fofinhas, e estes gatinhos são exemplo disso. Vimos diversos jogadores, nas redes sociais, a partilhar a experiência de terem caracterizado os Palicos tal e qual como os seus gatos na vida real, e os resultados ajudaram, e muito, a dar visibilidade ao detalhe que a desenvolvedora exerceu ao criar estes companheiros de duas patas. Com expressões faciais complexas e movimentações únicas, durante a jogabilidade, fazem dos Palicos elementos que acrescentam imenso ao jogo. Atrevemo-nos até a afirmar que Monter Hunter Wilds não teria o mesmo impacto sem os Palicos!

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Refinamento e Fluidez

A essência da jogabilidade continua inalterada, o que é uma vantagem para os veteranos da série, mas pode parecer conservadora para quem esperava mudanças radicais. A grande novidade está na montaria Seikret, que permite uma exploração mais dinâmica e um combate mais fluido. Além disso, as transições entre áreas são mais naturais, eliminando algumas barreiras que existiam nos títulos anteriores. A IA dos monstros também recebeu ajustes interessantes, tornando-os mais imprevisíveis e dando um maior desafio aos caçadores. No entanto, consideramos que a curva de aprendizagem continua acentuada para novos jogadores, pode afastar aqueles que procuram uma experiência mais acessível e que não gostam de mecânicas um pouco mais complexas que os típicos RPG’s na terceira pessoa de mundo aberto.

O conjunto de diferentes armas possíveis de se utilizar (desde espadas grandes, duas espadas pequenas, martelo, bestas, arco e flecha, entre outros.) mantêm a tradição da franquia Monster Hunter, tendo sido melhorados alguns dos move set’s das armas e de como estas são utilizadas nas diferentes lutas contra os monstros. Por exemplo, um martelo consegue dar knock out a um dragão, mas ao usarmos duas espadas, não conseguimos fazer o mesmo. Deste modo, cada arma exige uma abordagem diferente, requerendo a que cada jogador experimente e escolha a que melhor se adapta ao seu estilo de jogo.

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Gráficos e Ambiente – Beleza e Vida nos detalhes

Visualmente, Monster Hunter Wilds é um espetáculo! O nível de detalhe dos ambientes, a fluidez das animações e os efeitos climáticos dinâmicos criam um ecossistema mais crível e imersivo do que nunca. As criaturas, como sempre, são o grande destaque, com designs impressionantes e comportamentos mais naturais. Apesar dessa riqueza visual, algumas quedas de performance pontuais podem prejudicar a fluidez do jogo, especialmente em plataformas menos robustas. A Capcom fez um trabalho ambicioso, mas há espaço para otimizações futuras.

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Trilha Sonora e Design de Som – Acompanhamento eficiente

A trilha sonora de Monster Hunter Wilds acompanha bem a ação, variando entre momentos de calma e tensão. Embora cumpra o seu papel, não apresenta composições particularmente memoráveis quando comparada a títulos anteriores da franquia. Já o design de som brilha nos detalhes: os rugidos dos monstros, o som do impacto das armas e o ambiente ao redor contribuem para uma experiência imersiva. Perdemos a conta às vezes em que nos arrepiamos com os gritos agudos ou rosnares gorgolejantes dos monstros. A sonoplastia é um dos pontos altos do jogo e reforça a sensação de estar dentro de um mundo selvagem ou perigoso.

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Multijogador – Cooperativo ainda essencial

O modo multijogador continua a ser um dos pilares de Monster Hunter Wilds, oferecendo a possibilidade de caçadas cooperativas para até quatro jogadores. A conectividade melhorada e as opções de assistência facilitam a interação entre caçadores, tornando a experiência mais acessível para novatos e mais dinâmica para veteranos. Ainda assim, o sistema de matchmaking poderia ser mais intuitivo e robusto, uma vez que para abrir uma missão cooperativa ou entrar num grupo são necessários vários passos e informações como se estivéssemos a preencher um inquérito de 2 páginas online. Acreditamos que uma mudança simples, com um sistema dividido entre matchmaking rápido e personalizando, garantia partidas mais equilibradas entre jogadores, com níveis de experiência semelhantes, e menores frustrações dos tempos de espera.

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Conclusão – Um passo em frente, mas dentro do familiar

Monster Hunter Wilds é uma evolução natural da franquia, refinando e expandindo as suas bases sem romper com a sua identidade. Os visuais impressionam, as mecânicas são mais polidas e a experiência de jogo é mais fluida e envolvente. No entanto, para aqueles que esperavam uma revolução completa, o jogo pode parecer um aprimoramento cuidadoso em vez de um salto ousado. Ainda assim, os fãs de longa data encontrarão aqui um título sólido, repleto de conteúdo e momentos memoráveis de caça. No fim, “Wilds” mostra que a Capcom continua a saber equilibrar tradição e inovação, mesmo que ainda haja espaço para ousar um pouco mais.

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Monster Hunter Wilds

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Lançamento: 2025-02-28 Ano: 2025
Saga/Série: Monster Hunter
Estúdio:
9
Picture of Francisco Costa
Francisco Costa
Um apaixonado pela cultura Geek que adora tecer comentários e criticas às mais novas formas de arte! Sou uma pessoa um pouco reservada, mas sempre pronto para debater, por largas horas (ou em escassos minutos) qualquer assunto!. Tenho como hobbies favoritos o desenho e a fotografia de rua.

Colaboraram neste artigo

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