Mouse: P.I. For Hire – Um jogo bastante Brie-vertido

Mouse: P.I. For Hire é um FPS divertido e caótico que junta investigação policial, humor e muita ação desenfreada. Apesar da jogabilidade simples e de algumas armas pouco úteis, destaca-se pela excelente direção artística, personagens caricatas e enorme personalidade. A história serve de pretexto para espalhar confusão por Mouseburg, mas fá-lo com tanto charme e tantos trocadilhos de queijo que acaba por ser uma experiência bem curada.

Bem vindo, detetive! Estás à procura de começar uma nova aventura enquanto resolves um enredo caricato e disparas antes de fazer perguntas? Então podes dar a tua busca como concluída que este é o jogo ideal para ti.

Em Mouse: P.I. For Hire, seguimos a estória do rato Jack Pepper que, depois da guerra, se tornou num detetive privado. Tudo começa num pequeno caso de desaparecimento do seu camarada de guerra, o mágico Steve Bandel, no entanto, este pequeno caso adquire uma dimensão gigante que envolve políticos, polícia corrupta e gangues numa conspiração para tomar a cidade de Mouseburg. Enquanto resolvemos este mistério, pegamos nas nossas armas e andamos e disparar contra tudo o que mexe, que mais podemos querer num jogo?

O jogo é bastante simples, o que é um ponto positivo neste caso, pois o objetivo não é seguir uma estória narrativa e envolvente, nem evoluir no gameplay para nos tornarmos o melhor jogador do mundo. A premissa é apenas diversão pura. Foi o que senti a jogar Mouse: P.I. For Hire, toneladas de diversão sem parar. Não é um jogo que acho que seja fácil jogar durante muitas horas seguidas, mas entretém bastante durante 2 a 3 horas por dia. Achei também que não é um videojogo difícil, joguei na dificuldade normal e é acessível, sempre que perdia o nível era mesmo por aselhice minha e não pela dificuldade. O maior desafio foi, sem dúvida, a adaptação à mira e ao sistema de aiming. No início, o apontar parecia um pouco estranho, mas com o tempo habituei-me e, no final, já parecia quase um pro. Já a ausência de uma mira convencional foi mais difícil de engolir: esqueçam o clique no botão direito do rato porque ele não faz absolutamente nada (e acreditem, tentei vezes sem conta). Perto do fim já se tornava um hábito, mas para quem vem de FPS tradicionais, a mecânica está longe de ser intuitiva.

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Se o objetivo do jogo é diversão e disparar para todos os lados, de que serve a estória do jogo? Bem, nada mais nada menos que nos levar para o próximo nível para podermos “rebentar” com tudo à nossa frente. No entanto, isto não retira o facto de que a estória é bastante decente tendo em conta que é apenas um pequeno fio condutor. Os cenários levam-nos também a explorar todos os cantos do mapa, visto que há imensos tesouros escondidos, como dinheiro extra para apanhar, diagramas, cartas de basebol, jornais e tiras de bandas desenhadas. De que serve isto tudo? Então, o dinheiro serve para gastar em munições, mais cartas, mais jornais e mais BDs, os diagramas para evoluir as armas, a cartas de basebol para um mini jogo e os jornais e BDs são apenas colecionáveis.

Já que estamos a falar destes colecionáveis, vou falar das cartas de basebol e do seu mini jogo. É extremamente simples, têm as cartas do vosso baralho, o mini-jogo tem duas rondas (innings) em que uma são os batedores e a outras o lançadores. As cartas de batedor têm um número de poder e um número de velocidade, enquanto as cartas de lançador têm também um número de poder, mas têm um número de visão. Em cada inning, há 5 partidas, fazendo 10 totais, em que têm de jogar uma carta de modo a superar o número de poder do adversário, sem saber que carta ele vai jogar. Se fores o batedor e ganhares por pouca vantagem, corres o número de bases correspondente ao teu número de velocidade, se ganhares por muita vantagem fazes um Home Run e ganhas automaticamente 1 ponto, podendo então ganhar um máximo de 5. No segundo inning, jogamos como lançadores, onde o objetivo é o mesmo, mas já não fazemos pontos, impedimos o adversário de os fazer. Assim explicado parece complexo mas é extremamente simples e até aborrecido, o grande problema é que é necessário ganhar 20 jogos para poder desbloquear uma das armas. O mini-jogo é extremamente fácil, mas ao fim de 2 a 3 jogos fica aborrecido, mas não se preocupem, não precisam de fazer tudo seguido, podem ir fazendo entre níveis.

Em relação às armas, os conceitos, designs e concretização, estão excelentes. Adorei as suas funcionalidades, peculiaridades e a maneira como são obtidas. Em relação às suas utilidades? A maior parte delas foi inútil. Joguei a maior parte do jogo só com 3 a 4 armas, havendo 9 no total. No nível em que são obtidas, todas elas têm a sua utilidade, fora disso, muito poucas a têm. Assim que obtive a James Gun, praticamente não usei outra, só quando ficava sem munições ou para fins muito específicos. Resumindo, giras mas ligeiramente inúteis.

Possivelmente o que mais adorei sobre Mouse: P.I. For Hire foi mesmo toda, e mesmo TODA, a arte envolvida, quer dos cenários, dos inimigos, dos bosses, das animações, da UI, até ao voice acting e guião. Está mesmo fenomenal! Tudo neste jogo faz sentido consigo próprio. Se a estória e o gameplay são dissonantes? Um pouco. Mas se provavelmente foi de propósito? Acredito que sim, isto porque, desde o início, é um jogo que não se leva a sério, estão constantemente a fazer piadas, com sarcasmo e com muitos MUITOS trocadilhos de queijo, o que para mim foi de partir o cheddar a rir.

Concluindo, achei Mouse: P.I. For Hire um dos jogos mais divertidos que joguei este ano. Gostei mesmo bastante de praticamente tudo, tem os seus positivos e negativos, mas se estão à procura de um jogo super divertido, com muita ação e um estória engraçada com muitas piadas no meio, este jogo é ideal.

Mouse: P.I. For Hire

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Lançamento: 2026-04-16
Distribuição:
Estúdio:
8
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Tiago Rafael
Ávido apaixonado pelo mundo geek. Sempre um busca da seguinte aventura, seja em jogos, filmes, séries e outros meios. Sempre pronto para falar e escrever sobre tudo!

Colaboraram neste artigo

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