Quando fui convidado a jogar Nelson and the Magic Cauldron: The Journey, desenvolvido pelo pequeno estúdio Manuel Schenk Games, não sabia o que esperar. Nunca tinha ouvido falar deste jogo mas, no final, surpreendeu-me com o seu charme e humor, dentro de todas as limitações do estilo.
Nelson and the Magic Cauldron: The Journey é um jogo clássico 2D Point and Click, que serve como sequela e conclusão das aventuras de Nelson que começaram no primeiro jogo da Franquia. Nelson é um wannabe feiticeiro que ouviu falar de uma competição de poções mágicas e quer provar o seu potencial ao ganhar essa competição. Sem qualquer dinheiro ou verdadeiro conhecimento de magia, teve de recorrer à ajuda do seu tio Sid e da feiticeira Ludmilla.
E é aí que começamos esta conclusão da jornada de Nelson. A ele junta-se o seu tio, a feiticeira e um coveiro obcecado em seguir Nelson até o poder enterrar, num barco pirata modificado para poder voar pelos céus, enquanto procuram os ingredientes para a poção de Nelson.

Uma bizarrice que faz sentido
Se tudo isto te parece bizarro, então já estás a perceber como funciona o jogo. Nelson and the Magic Cauldron: The Journey nunca se leva a sério e com um sentido de humor alemão completamente seco e negro, o jogo nunca pára de te divertir com os seus personagens sem sentido ou os seus diálogos tão divertidos como bizarros.
O jogo é bastante simples de jogar e foi claramente feito com o objetivo de divertir e não de ser complicado, apresentando-te com puzzles que qualquer pessoa habituado a videojogos consegue facilmente resolver. Mas é aí que está o charme de Nelson and the Magic Cauldron: The Journey. O jogo nunca tenta ser mais do que é, uma aventura divertida para passares um bom par de horas com estes personagens cínicos e sarcásticos.
Um jogo feito para diversão e não para dificultar
O jogo está dividido em 4 arcos, sendo que no primeiro tens de explorar uma ilha e falar com os seus habitantes para descobrir os ingredientes da poção de Nelson. No segundo, tens de descobrir o que é suposto ser uma colher mágica que te vai ajudar a criar a poção vencedora. No terceiro, tens de investigar um pântano para conseguires escapar de uma ilha na qual estás encalhado, depois de um acidente do navio onde voavas. E no quarto, tens de novamente (tal como no primeiro jogo) escapar do mundo de 8-bit onde o Barão (vilão do primeiro jogo) te volta a prender.

O jogo pode ser concluído em 2 horas no máximo, podendo até ser concluído em muitos menos se ignorares as conversas com os NPC, mas onde estaria a diversão? O sentido de humor, as personagens e o mundo completamente estranho em que Nelson and the Magic Cauldron: The Journey se passa são o que de melhor este tem para oferecer. Por isso, se quiseres experimentar o jogo, não o faças para o acabar mas para o saborear.
O jogo tem os clássicos mecanismos de point and click que se tornam repetitivos, e o diálogo não é o melhor, mas tudo isso é desculpado num jogo que tenta ser divertido e não ser nada muito sério.
Por isso, se quiseres passares um bom par de horas com personalidades que raramente vemos em videojogos, Nelson and the Magic Cauldron: The Journey é um jogo que definitivamente te recomendo. Vai preparado/a para muito humor Negro!