Tenho de começar a falar sobre este jogo referindo que não era suposto ter sido eu a realizar esta opinião, mas como acabou por cair na minha PS4, vou tentar ser o mais justo possível para com ele. Acreditem que haverá razões para ter referido isto antes de avançar e sabem porquê? Assim que entrei na minha missão senti um arrepio na espinha. Sabem aquela sensação de deja vu? Foi exatamente isso que aconteceu. Parece que regressei ao ano passado, mais ou menos por esta altura, que estava quase a desesperar por avançar mais um pouco em Sekiro: Shadows Die Twice e agora estou novamente a passar pelo mesmo. Provavelmente de forma menos brusca, mas não deixa de ser desesperante.
Jogar Nioh 2 é desafiante. É altamente desafiante e a aventura tem de ser minuciosamente calculada. Esqueçam espancar os botões do vosso comando na tentativa de matar o adversário. Esqueçam também saltar de cabeça para um monstro gigante que se encontra à vossa frente. É necessário saber quando atacar e controlar a nossa condição de esforço. Fazer um ataque mais poderoso pode não dar cabo do adversário mais ínfimo e deixa-nos vulneráveis durante alguns segundos, o tempo necessário para sermos atacados. Por isso é preciso entrar com alguma cautela em Nioh 2.
Saber quando atacar ou quando nos esquivar por um caminho paralelo, será um fator importante para a sobrevivência. Lembrem-se que o vosso personagem tem uma certa resistência e isso importará para diversas coisas, como o ataque e até esquivar de um inimigo. Tudo isto é melhorável através de uma imensa árvore de habilidades. Este é mesmo aquele tipo de jogo que quando entro nas opções tenho calafrios por quase não saber para onde me virar no meio de tanta coisa. Contudo, este formato RPG incluído no jogo torna tudo muito mais completo e principalmente mais estratégico. A arma escolhida, ou o poder sobrenatural que nos acompanha, são ferramentas importantes e que devem ser sempre muito bem consideradas.
Nioh 2 apresenta um nível de detalhe muito bom, bem dentro daquilo que seria de esperar numa PlayStation 4. Aliás, o jogo mostra as capacidades que uma consola em final de geração deverá mostrar e isso é muito positivo. Apesar de haver outro jogo do estilo agendado para daqui a uns meses e esse apresentar-se com uma qualidade gráfica que parece superar tudo o que a PS4 conseguiu fazer até ao momento, a sequela de Nioh não fica nada atrás, mostrando qualidade nos pequenos e nos grandes detalhes. Desde o personagem, até aos cenários que acompanham as missões, assim como os efeitos que dão mais vida a todas as batalhas, ou até a alguns inimigos mais complexos, tudo se alia de forma muito interessante e nos oferece um grande espetáculo visual.
Este é um jogo feito para os fãs do desafio, para os fãs de jogos como Sekiro: Shadows Die Twice, ou como Darksouls, mas de forma muito única consegue destacar o seu estilo de jogo diferenciando-se dos concorrentes diretos. A principal forma de como aqui isso é feito é através do seu estilo de combate bem mais frenético que os restantes jogos do género. O ritmo exigido acaba por ser muito diferente do visto nos outros jogos que referi, principalmente quando falamos de combate. Apesar de ser necessário calcular muito bem a forma de enfrentar um inimigo, tal como nos outros jogos, os tempos de reação e o estilo com que podemos realizar todos os nossos ataques são muito mais interessantes e tornam o ritmo de todo o jogo muito mais elevado.
Nioh 2 é um jogo obrigatório na PlayStation 4, aliás ambos os jogos da saga são um marco na consola e apesar de não oferecerem algo de extraordinariamente novo, conseguem apresentar ao jogador uma experiência muito boa e principalmente desafiante. Com o final de geração tão próximo, é interessante ver jogos de tamanha intensidade gráfica e tão completos ainda a serem lançados e ainda temos algumas aventuras pela frente nos próximos meses, mas por enquanto peguem em Nioh 2 e desfrutem.