Há pouco mais de dois anos, falávamos aqui de Nocturnal, o primeiro jogo da Sunnyside Games. Na altura, foi uma boa forma de ficarmos a conhecer o ADN do estúdio e daquilo que tinham para oferecer dali para a frente.
A experiência que haviam criado era algo mais experimental, consideravelmente curto. Na minha opinião, até deve ter servido mais para os ajudar a delinear bem o caminho que queriam seguir, do que propriamente causarem um grande impacto na indústria e ficar imediatamente reconhecidos por este trabalho.
Ainda assim, acho que não esperava um regresso a este título para uma segunda aventura. Claro que algo reminiscente às origens de Prince of Persia é sempre bem vindo. Eu não me importo de pagar para ter um novo estímulo que me liberte endorfinas, via nostalgia.
Foi assim com alguma curiosidade que volto a este universo consumido pelas sombras e ver o que têm para nos contar desta vez.

Se houve algo que deu para perceber logo nos primeiros minutos, foi que os criadores estavam bem mais à vontade e reforçaram ainda mais a identidade de Nocturnal. Aliás, toda a imagética à volta deste título, que vai buscar forte inspiração à Pérsia, estava bem mais demarcada e com personalidade.
Isto deixa-me até bem entusiasmado com o que poderá vir no lançamento de Nocturnal 2, pois se tiveram uma evolução tão clara a nível visual e esse era dos pontos fortes do título anterior, o que é que isto significa para tudo o resto que tinha muito mais para evoluir?
Outro aspeto que responde a isto mesmo acaba por ser a exploração, que do pouco que já observei, vai estar bem mais desenvolvida. Ou melhor, vai existir!
Deixaram de lado o percurso linear para agora se aventurarem num modelo metroidvania. Ainda que só tenha acesso a um espaço mais delimitado, dei por mim a voltar a locais já visitados para explorar novas zonas depois de ter desbloqueado uma nova habilidade. E fui bem recompensado por o ter feito!
Nunca me senti aborrecido por o fazer, já que o movimento, combate e visual foram muito melhor desenvolvidos.
O fogo assume agora um outro papel, ainda que tenha a ideia que continua a ser uma pedra basilar de Nocturnal, mas provavelmente com algumas diferenças em relação ao antecessor.

Ficou por descobrir como é que vão conseguir dar a volta a isto, porque anteriormente ter fogo na arma era uma privilégio, não uma certeza. E era essa mecânica que conduzia o jogo todo, em que a sua ausência (ou presença) tinha influência direta na exploração, puzzles e combate. Isso ainda acontece, mas tendo em conta a evolução passada de Ardeshir, o nosso personagem, não fazia sentido agora haver um retrocesso. Daí que estou curioso por ver como vão estender isto por um longo prazo.
Parece-me que esse “prazo” também será outro, nem que seja pelo facto de ser um metroidvania. Duvido seriamente que após uma demonstração de uma hora, esta sequela siga o mesmo caminho do primeiro e se mantenha por duas horas de duração. E isto é bom, se conseguir contar com pelo menos umas quatro a cinco horas, já fico satisfeito.
Há ainda muitas incógnitas, muito por descobrir, mas é isto também que me faz ficar entusiasmado e ansioso pelo lançamento de Nocturnal 2, que agora tem muito mais para provar.