Descobri algo que não sabia que precisava
Não sei se vocês são assim, mas eu adoro periféricos que me permitam vivenciar os videojogos de forma muito próxima da realidade. Sempre fui fã de jogos de Rally. Tive um volante muito simples na PS1, ainda o tenho. Tive um relativamente mais complexo na PS2. E agora, mais recentemente, adquiri um T150, que para mim é mais do que suficiente para me aventurar em WRC ou em DiRT.
Mas há um estilo de jogos que sempre me disse muito. Simuladores ou jogos de voo. Desde o meu primeiro PC que jogo este tipo de experiências. Na altura, olhava para as revistas com a ânsia de um dia ter um daqueles joysticks cheios de botões. Nunca aconteceu. E esse bichinho foi ficando.
Entretanto, os simuladores tornaram-se mais populares. Os acessórios também. E apesar do seu preço sempre elevado, tornou-se difícil justificar um investimento desse nível para alguém que só quer desfrutar de jogos de aviação sem ter de dominar todos os sistemas de um avião. Não preciso desse nível de detalhe, mas como devem imaginar, sempre me tirou algum entusiasmo jogar com um comando Xbox ou com teclado e rato.
Faltava um meio termo. Algo mais do que um simples joystick, mas bem menos do que aqueles setups complexos que ocupam uma divisão inteira. As minhas preces foram ouvidas, porque o Honeycomb Echo Controller é exatamente esse híbrido que eu queria e nem sabia.

Setup e começar a jogar
O comando foi extremamente fácil de configurar. Graças à pen incluída, a ligação ao computador é praticamente instantânea. No Microsoft Flight Simulator foi igualmente simples começar a jogar, já que, assim que o sistema reconhece o comando, o jogo faz o mesmo.
Em termos de instalação, não há muito a fazer. É ligar e jogar.
Na configuração, a história já é diferente. Há uma enorme quantidade de opções e é preciso algum tempo para mapear tudo como queremos. E o comando tem botões mais do que suficientes para isso. Fiz uma configuração básica para começar, mas rapidamente percebi que havia espaço para muito mais.
As potencialidades ficam claras logo aí. Mas é em jogo que tudo ganha outra dimensão.
Pronto para descolar
Assim que entrei no avião pela primeira vez, com tudo configurado, fiz táxi até à pista. Preparei a descolagem. Travão desligado. Aceleração nos motores. E aquele momento em que o avião começa a levantar…
Foi mágico.

Claro que não é uma simulação total, mas ter as funções essenciais num comando portátil e fácil de usar parece quase irreal. E, no entanto, está ali.
Por muito estranho que pareça ao início, este comando faz exatamente aquilo que eu esperava e até mais. Dá-me uma sensação muito mais próxima do simulador, de forma prática, sem complicações. E isso tem um valor enorme.
É uma forma de elevar a experiência sem ocupar metade da secretária. E sim, posso repetir isto várias vezes, mas é mesmo um dos pontos mais fortes de tudo isto.
Confortável para qualquer viagem
Apesar do seu design particular, o comando é surpreendentemente confortável. Rapidamente as mãos se adaptam à sua estrutura e ao posicionamento dos botões.
Nem tudo está no sítio perfeito. Talvez fizesse sentido existir um segundo analógico para controlar a câmara. Mas será mesmo necessário? Depois de algum tempo a jogar, deixei de sentir essa falta. E com o rato ali ao lado, a solução é imediata.

No meio de tantos botões, apenas alguns são familiares à primeira vista, como o analógico esquerdo e os triggers superiores. O resto exige alguma adaptação, mas está bem pensado. Os movimentos acabam por se tornar naturais dentro daquele formato.
É estranho ao início. Mas acaba por ser muito mais confortável do que eu esperava. E em qualquer voo, curto ou longo, a experiência manteve-se sempre sólida e prazerosa.
Fiquei fã e, finalmente, satisfeito
Aquela vontade de ter um simulador completo para jogar ocasionalmente começou a perder força. Não desapareceu por completo, mas deixou de ser essencial.
O Echo da Honeycomb não é um cockpit completo. Não pretende ser. E é exatamente aí que acerta.
A empresa conseguiu criar algo difícil de encontrar neste segmento. Uma experiência imersiva, acessível e prática, num formato compacto e sem exageros.

E no meio de tudo isto, percebi algo simples.
Durante anos achei que precisava de mais. Mais botões, mais realismo, mais complexidade.
Mas afinal, só precisava disto.
De algo que me deixasse voar, de forma natural, sem transformar o jogo numa obrigação.