O que acontece quando se sopra um artefacto asteca? É a resposta do novo filme de Corin Hardy “O Som da Morte“, um thriller cativante que peca na previsibilidade. O filme estreia a 19 de fevereiro nos cinemas portugueses.
Um plot baseado nos thrillers da década de 90
O filme conta a história da Chrysanthemum (Chrys), uma rapariga que se muda para uma pequena cidade onde mora o primo, Rel. Na escola secundária, vai descobrir um artefacto asteca no antigo cacifo de um estudante falecido, cujo sopro antecipa a morte de quem o ouvir. O grupo de amigos vai descobrir as repercussões deste assobio, enquanto Chrys se apaixona pela estudante impecável, Ellie. No início, o ambiente do filme relembra a trilogia Fear Street de 2021, da produção de Leigh Janiak. Contudo, o filme atual preferiu uma narrativa simplificada e com mais previsibilidade.
O elenco ajuda na progressão da história
O filme conta com um elenco talentoso, combinando atores conhecidos com desconhecidos. A personagem principal, Chrys, é interpretada pela Dafne Keen, conhecida por interpretar Laura no filme Logan, de 2017. Esta atriz teve sucesso a interpretar uma adolescente apática com traumas do seu passado. Outro grande nome do thriller é a Sophie Nélisse, a conhecida Shauna Shipman da série Yellowjackets. Sophie mostrou versatilidade ao interpretar uma personagem mais afável comparativamente à série de terror psicológico. As duas atrizes mostraram química e capacidade de desenvolvimento na narrativa.

O filme conta ainda com nomes como Michelle Fairley, a Catelyn Stark de Game of Thrones, e Percy Hynes White, o Xavier Thorpe da primeira temporada de Wednesday.
Banda sonora como ponto principal do filme
A música desempenha o papel de consolidadora da narrativa. Com bandas de indie rock e rock alternativo (Divinyls, The Prodigy, Tiger Army), artistas de jazz (Cab Calloway) e até uma música de Olivia Rodrigo (ballad of a homeschooled girl), a banda sonora é desenvolvida como uma ferramenta contra traumas e sentimentos de culpa.
É recomendável ver o filme?
Sim, principalmente para quem procura um filme leve com um terror calmo. Não é, contudo, um filme perfeito para quem gosta de escrita complexa e plot twists.
É um filme perfeito para uma noite de Halloween ou de outono, por causa das suas características outonais e os aspetos de terror.
Quem é o público-alvo?
Sobretudo adolescentes e jovens adultos. Mas também pode abrir a curiosidade de fãs de thrillers dos anos 90, sendo que o filme atual usa a mesma receita que os filmes dessa década, com uma pitada de modernidade.