Pokémon Legends: Z-A

Hoje trago-vos uma das análises mais aguardadas pelos fãs da Nintendo e, principalmente, pelos fãs da saga do Pokémon: Pokémon Legends Z-A!

Nada é melhor do que voltar para onde fomos felizes. Dia 12 de outubro de 2013. Fazia um mês que perfazera os meus 19 anos e, estando na faculdade, tinha tempo para tudo e mais alguma coisa. Nesse dia, foi lançado o jogo original e a razão pela qual estou agora a escrever: Pokémon X e Y. Para muitos, estas versões do Pokémon não trouxeram muito mais do que as Mega Evoluções que foram introduzidas com aqueles títulos, sendo muitas vezes criticadas pela sua facilidade inquestionável ou pela pequena quantidade de novos Pokémons originais que adicionou.

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Para mim, no entanto, nada fez com que a experiência de explorar um novo mundo Pokémon desviasse o meu foco: descobrir o jogo, independentemente dos problemas ou das críticas. Além disso, fiquei extremamente agradado, na altura, com as Mega Evoluções de alguns Pokémons, marcando o meu primeiro passo (e curto, diga-se), no mundo do VGC.

Dito isto, volvidos aproximadamente 12 anos, cá estamos, novamente, em Lumiose City, em Paris dos Pokémons. E, desta vez, exclusivamente aqui.

Passado todo este tempo, com tantos jogos novos e com uma pitada das mecânicas introduzidas num dos meus spin-offs favoritos da saga (Legends), nasce um novo jogo para explorar e novas ideias para integrar, esperamos, em futuros jogos. Espero, todavia, que estas ideias não se sobreponham ao estilo de jogo original, tendo em conta que a estratégia básica do Pokémon, na minha opinião, continua a ser o combate por turnos.

A Magia de uma Cidade

Paris é, para muitos, uma das cidades mais bonitas da Europa ou, quiçá, do mundo. Na primeira versão do jogo, as limitações da 3DS não permitia que o mundo de Kalos fosse representado tal como merecia. No entanto, tal como todos os outros jogos de Pokémon, este não se centrava, apenas, numa localização do mapa, abrangendo, não apenas, várias cidades, como também vários outros locais – florestas, ruas, prédios abandonados e/ou assombrados.

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Desta vez, infelizmente, o nosso mundo fica restringido a Lumiose City. Neste jogo, o tema “cidade” está em todo o lado e não saí assim tão facilmente. Esta imagem que temos de Lumiose City é, exatamente, aquela que temos de Paris: muitas ruas, muitos prédios, muitas pontes e muitos cafés. A meu ver, é, provavelmente, a imagem mais fidedigna de um pais representado num jogo.

Os criadores deste jogo souberam distinguir, de forma quase drástica, dois mundos distintos em dois momentos diferentes da experiência: durante o dia, o jogador é convidado a explorar novas áreas e a capturar os Pokémons que nelas encontra (ainda que essas áreas sejam concretas e delimitadas por barreiras verdes); já durante a noite, embora as mesmas possibilidades permaneçam, o objetivo principal passa a ser derrotar outros treinadores, acumulando pontos para subir na “tabela” e alcançar o topo dos treinadores da região. Este contraste leva-me inevitavelmente a refletir sobre as batalhas, tema ao qual dedicarei um espaço próprio mais adiante.

Ainda sobre o novo mapa que agora Legends Z-A oferece, vejo-me obrigado a dizer que, muito embora seja uma representação muito fiel de Paris, confesso que não era bem isto que esperava. O mapa é muito repetitivo e, mesmo com as melhorias da versão da Nintendo Switch 2, parece um mundo vazio e com pouco para fazer e/ou interagir. Mesmo considerando as sidequests e os centros comerciais. As ruas são parecidas e as zonas onde os Pókemons se encontram para serem apanhados são também muito semelhantes. No fundo, é uma cidade enorme e cheia de parques, mas parecem todos iguais. Aquilo que é mais divertido é, naturalmente, descobrir o que cada área pode oferecer em termos de Pokémons. Além disso, ao revisitar cada uma das áreas, podemos encontrar algum novo que nos tenha escada ou que, de todo, não estava lá da primeira vez que entrámos.

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As Mega Evoluções

Cada geração ou título da série Pokémon tem introduzido uma mecânica que redefine não apenas a experiência de jogo, mas também o cenário competitivo (VGC). No lançamento de Pokémon X e Y, as megaevoluções inauguraram uma nova era para os jogadores, sendo uma funcionalidade cuja ausência se fez sentir ao longo dos anos, desejada tanto pelo impacto no competitivo quanto pela revitalização de Pokémons outrora esquecidos. Este novo jogo veio, sem sombra de dúvida, reacender essa memória.

As novas mega evoluções são, quase todas elas, introduzidas por um treinador mais forte (quase como se fosse um Líder de Ginásio) e, muitas delas, são muito interessantes e criativas. Outras, nem tanto, mais é impossível agradar a gregos e a troianos (estou a olhar para ti Falinks).

Os combates circundam muito a ideia da mega evolução e, aliás, foi criada uma tentativa de simulação de Raid, onde o objetivo é, juntamente com um NPC, derrotar um Pokémon mega evoluído que foi possuído por essa energia maligna e que tem de ser domado. Ideia essa que aprovo, sendo muito melhor assim do que ter de recolher imenso dinheiro ou recursos, tornando a ideia mais dinâmica e simples: derrotamos o Pokémon e temos uma nova mega evolução desbloqueada.

Os combates em tempo real

Este, na minha opinião, é o ponto principal da minha análise. Nunca, em outro jogo, foi desenvolvido algo semelhante e, se foi, não me recordo que tenha sido tão bem elaborado como está em Legends Z-A. O Spin-off de Pokémon Legends já é conhecida por se afastar da norma dos jogos tradicionais, arriscando nas mecânicas e na forma como o jogo se desenrola. Este título não deixa essa ideia para trás. Muito pelo contrário.

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Em Legends Arceus, o jogador foi introduzido ao treinador na terceira pessoa dentro do combate, podendo sofrer danos com o próprio Pokémon ou até “desmaiar” por levar um dano critico. Neste novo título, a seleção de ataques em turnos é, completamente, removida, pelo que o jogador tem de controlar a personagem para melhor posicionar o seu Pokémon para atacar. Para além disso, o Pokémon pode utilizar os típicos 4 ataques, não de uma forma pausada, mas dinâmica, sendo inserido um cooldown em cada ataque para impedir o spam dos ataques mais fortes. Embora completamente “abusado”, é super divertido: posicionar o jogador, trocar de Pokémon a meio do combate, os ataques, a forma de interagir. Wow!

Reitero que não será uma mecânica que fique para os jogos principais, mas, sem dúvida, uma que ficará, sempre, num merecido segundo lugar ou, para os jogadores puramente casuais, pelo menos, equivalente (ou superior) à fórmula original.

Simplesmente, brilhante!

Lumiouse City é a melhor versão da cidade da luz no mundo do Pokémon. Pessoalmente, repito, não aponto o dedo aos últimos lançamentos da GameFreak como sendo pouco originais ou que, de certa forma, tenham estagnado. Legends Z-A é prova disso mesmo: é um jogo super divertido, que, muito embora não esteja colocado no melhor mapa (uma vez que é, praticamente, só cidade), é super viciante, não apenas, para descobrir tudo e mais alguma coisa, mas, sobretudo, para apanhá-los todos!

Pokemon Legends: Z-A: Nintendo Switch 2 Edition

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Lançamento: 2025-10-16 Ano: 2025
Saga/Série: Pokémon
Distribuição:
Estúdio:
8
Picture of Joel Henriques
Joel Henriques
A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!

Colaboraram neste artigo

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