Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó

Dia 3 de agosto, chega-nos a saga da família Bourbon de Linhaça e do seu bem mais valioso: o Colar de São Cajó, que está na família há mais de 3500 anos, e esconde segredos, maldições e uma lendária receita de bacalhau.

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Após uma primeira temporada cuja popularidade superou todas as expectativas, e uma segunda temporada que foi três mil e quinhentas vezes mais épica que Guerra dos Tronos, Pôr do Sol apresentou-nos duas temporadas cuja popularidade ultrapassou em larga escala as expectativas e uma tour por Portugal e arredores da melhor banda fictícia do momento, Jesus Quisto, que esgotaram salas de espetáculo e ainda marcaram presença no NOS Alive de 2023.

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O filme começa como se conta uma história: de noite, à volta de uma fogueira, sob as estrelas e por um velhinho, levando-nos numa viagem no tempo até à origem da criação do colar de São Cajo, que ainda não estava na família Bourbon de Linhaça, e dá-nos a conhecer os antepassados de algumas das personagens da série.

São quase duas horas que passam mais rápido que uma aleijadinha a fugir a um apalpão de um camone, e que nos deixa a pedir por mais. O filme mantém o coração e a essência da série, e ao mesmo tempo preserva o humor nonsense a que já fomos habituados, sem falar dos diálogos caricatos entre personagens, carregado de influências do imaginário popular português e com vários piscar de olhos aos acontecimentos da série.

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O Mistério do Colar de São Cajo funciona assim como uma prequela aos acontecimentos da série, que não só nos permite espreitar a origem dos personagens que já conhecemos, como o ícone bissexual Simão (Rui Melo), as trigémeas, que ainda não  sabem que existem na vida umas das outras (pela maravilhosa Gabriela Barros), Narciso (Paulo Calatré) ou o Padre Vitó (Vítor d’Andrade), e conta ainda com nomes como Diogo Infante, José Raposo ou Patrícia Tavares, que nos dão a conhecer novas personagens e ainda nos permitem dar cara a personagens de que anteriormente só conhecíamos o nome.

Com um elenco de luxo, e um argumento brilhante, é um filme maravilhoso em jeito de prenda de despedida para os fãs da série e que nos põe a chorar a rir do início ao fim.

Queria só ser como o Testículo e andar para trás, desta vez no tempo, para ver novamente o filme como se fosse a primeira vez, porque isto, é cinema português de qualidade!

O Mistério do Colar de São Cajó

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Patrícia Guerreiro
Do Baixo Alentejo para Lisboa, cresci rodeada de literatura fantásta, filmes de terror e uma obsessão nada saúdavel por Naruto. Atualmente casada com a minha outra metade geek e a limpar caixas de areia, continuo a navegar esta vida de classe operária, entre crises de ansiedade e a minha paixão por filmes de terror.

Colaboraram neste artigo

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