Reacher Temporada 2

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Depois do sucesso da primeira temporada de Reacher, a maior série de crime da Prime Video está de volta, quase dois anos depois da primeira temporada. O protagonista Alan Ritchson regressa no papel de Jack Reacher, o gigante pseudo-detetive dos policiais de Lee Child, numa adaptação do 11º livro: Má Sorte e Complicações.

Nesta temporada, encontramos Reacher, uma vez mais, a vaguear por pequenas cidade e vilas nos Estados Unidos, a viver de poucas posses materiais e com ainda menos contacto com os seus amigos e colegas. É num destes sítios recônditos que Reacher recebe uma mensagem codificada da amiga Neagley, interpretada uma vez mais genialmente pela Maria Sten, com uma emergência. Os antigos amigos da 110ª Unidade de Investigação Especial estão a ser executados um a um, atirados de helicópteros e com visíveis sinais de tortura. Sem demoras e pronto para espancar os culpados, o gigante, encontra-se com Neagley, Dixon interpretada por Serinda Swan e O’Donnell de Shaun Sipos, os membros sobreviventes dos Special Investigators. Infelizmente para os que que esperavam ver mais de Roscoe e Finlay, Neagley e Reacher são as únicas personagens que retornam nesta temporada (excetuando um ou dois cameos curtos).

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Com este setup, seria de esperar um mistério interessante, cheio de intriga pessoal e alto risco. No entanto, a narrativa desta temporada deixa um pouco a desejar, com mais uma vez uma história que parece pouco mais que um longo episódio especial de NCIS:LA. Para além de pouco original, a ameaça nunca parece verdadeiramente real e que nunca nada está verdadeiramente em perigo. Em termos temáticos, o que era a oportunidade perfeita para explorar amizade, compatriotismo e vingança, nada é verdadeiramente explorado. A exceção é o pequeno arco do polícia Guy Russo, trazido ao ecrã por Domenick Lombardozzi, sendo a personagem mais interessante e cativante, permitindo ao argumento explorar temas como o suborno policial e a integridade. Para piorar, o argumento está cheio de diálogo que deixa muito a desejar. É comum as cenas acabarem com oneliners foleiras com closeups da cara de Reacher ou com o protagonista a olhar para o horizonte. Aliado a isto, em termos técnicos, o trabalho de câmara, fotografia, banda sonora, e até efeitos especiais, nada se destaca, sendo tudo mais do que o que estamos habituados do género.

E para os que não veem este tipo de séries, especificamente pela história mas pela ação e pancadaria, nem aí esta temporada surpreende. Na primeira temporada, Reacher impressionava com sua a fisicalidade e brutalidade, oferecendo coreografias originais e emocionantes. No entanto, desta vez, a ação é predominantemente caracterizada por cortes rápidos, difíceis de acompanhar, e tiroteios aparentemente sem propósito, onde apenas as balas dos heróis encontram o alvo. Apesar disso, todos os episódios são repletos de ação, mantendo o ritmo da série dinâmico. A combinação de episódios relativamente curtos impede que a narrativa se torne monótona, e em alguns casos, até proporciona entretenimento.

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De maneira semelhante à primeira temporada, o que impulsiona esta temporada são as personagens e as suas interações. Especialmente a química entre os quatro ‘Investigadores Especiais’ é cativante e autêntica. Cada um deles passa por um desenvolvimento suficiente para manter o nosso interesse nos seus destinos, mantendo os nossos olhos na tela, mesmo diante de uma trama que deixa a desejar. No entanto, Reacher, em vez de permanecer como o bruto incompreendido, heroico e até um tanto amável, transformou-se numa máquina de vingança e violência, sem remorso ou consequências. Embora isso se encaixe nas circunstâncias da narrativa, torna o protagonista menos envolvente de acompanhar. Felizmente, a leveza dos outros três equilibra um pouco a situação.

Ao longo da temporada, recebemos pequenas visões do passado destes amigos na sua Unidade, servindo como mecanismo de conhecermos a intimidade e camaradagem do grupo. No entanto, estes flashbacks falham miseravelmente em revelar estas relações e personagens. Ao invés de ganhar apreço por estas personagens que foram brutalmente assassinadas, chegamos ao fim da temporada com alguma dificuldade em ainda distinguir o nome de cada um dos elementos.

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Com um argumento que deixa a desejar e um protagonista desagradável, a segunda temporada de Reacher não deixa de ser algo que entretém, com ritmo rápido e bastantes tiroteios e cenas de ação. As personagens e a sua química são a redenção desta temporada que é perfeita para quem procura algo simples e sem grande profundidade para meter num domingo ao fim do dia.

Reacher

Reacher
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Lançamento: 2023-12-14
Criador:
Temporada: 1
Distribuidora:
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Rodrigo Fernandes
Biólogo em ascensão que usa a ficção como escapatória aos aborrecidos artigos científicos. Sou o clássico geek de óculos que adora ler sobre feiticeiros e guerras em mundos imaginários. Se não estiver agarrado a um livro de fantasia épica, estarei com certeza colado à mais recente série de TV ou com a mão no comando da PS. Ocasionalmente também me aventuro pelo mundo das animes e mangas. A minha missão de vida é forçar toda a gente a ver e adorar Avatar: A Lenda de Aang e estou sempre aberto a discutir porque é que os Lannister são a melhor casa de Westeros.

Colaboraram neste artigo

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