Red Dead Redemption

O bom, o mau e o feio

O porte de Red Dead Redemption é um excelente exemplo da qualidade pretendia para reavivar a memória de um excelente jogo na nova geração de consolas, apesar da enorme polémica envolvida.

Quando a Rockstar Studios anunciou o porte do aclamado jogo Red Dead Redemption (2010), anteriormente lançado para a PS3 e Xbox360, para a nova geração de consolas, a comunidade gamer ficou muito dividida no que toca à decisão da empresa. Por um lado, a Rockstar já lançou três vezes o GTA5 para as três gerações de consolas. Há poucos anos decidiu fazer um porte – profundamente miserável e deplorável – dos três jogos mais queridos dos fãs de GTA, completamente sem sabor e recheado de problemas graves. O medo era o mínimo que se esperaria por parte dos fãs. Por outro lado, não nos devemos esquecer que o preço para o novo porte de Red Dead Redemption seria de 49,99€, algo que perturbou imenso a comunidade.

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Contudo, após 10 horas de jogo numa Nintendo Switch, confiramos que o porte está em excelentes condições, sem grandes problemas a registar. Tal fator já justifica o preço do jogo em si. É ainda de salientar que jogamos numa Nintendo Switch Lite, tendo o jogo corrido sem a mínima quebra de FPS (30 nativos), estando fluido e visualmente imersivo. É surpreendente perceber que um jogo desenvolvido em 2010 é capaz de rodar sem qualquer dificuldade numa consola portátil atual. Percebemos que foram feitas adições às cores e texturas do jogo. Isso evidencia que a empresa não se contentou em apenas fazer um “simples porte”, demonstrando algum cuidado e atenção ao material que produzem.

O presente jogo conta também com a adição de alguns conteúdos exclusivos, tais como fatos para a personagem principal e ainda algumas armas. Vale ressaltar que o novo porte também inclui o DLC Undead Nightmare, uma notável expansão que quase se assemelha a um “jogo secundário”. Nessa expansão, o Velho Oeste é assolado por uma praga de zombies e a personagem principal é forçada a dizimar todo o mal.

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Abordando agora um pouco da história, foi engraçado reviver alguns momentos do passado, quando jogámos o mesmo jogo numa Xbox 360. Ainda deu para recordar a história do Red Dead Redemption 2, uma prequela fenomenal do Red Dead Redemption, com uma história capaz de fazer chorar até as pessoas com coração de pedra. (Nota: Não é necessário jogar o RDR 2 para compreender a história do RDR 1 embora aconselhamos vivamente a que o façam). Neste jogo, assumimos o papel de John Marston, um antigo fora da lei, que ao abrigo da polícia federal dos Estados Unidos da América, é obrigado a cooperar com a mesma, de modo a garantir a sua liberdade incondicional. O seu objetivo é de caçar, prender ou eliminar todos os antigos membros fora de lei da sua antiga gang – Dutch Gang – e prender, a todo o custo o seu antigo líder, Dutch Van Der Linde. Numa série de plots, reviravoltas e cruzando quase todo o velho faroeste, até mesmo à fronteira com o Novo México, John Marston cruza-se com personagens icónicas da história americana. Por outro lado, sendo um jogo ambientado no velho oeste, é de destacar o impacto de que as novas invenções do homem traziam para uma América em expansão em pleno início do século XX. Desde locomotivas a vapor até cidades com luz a gás, encontramos diferentes pormenores que nos ambientam no mundo “estilizado” de Cowboys, com alguns pontos minimamente fiéis à história. Como pormenores interessantes, por exemplo, registámos alguns logótipos de empresas antigas que existiram no local e que são diretamente transportadas para o jogo.

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Quanto à trilha sonora, é de salientar que o ritmo acelerado de uma guitarra que lança notas soltas, da harmónica solitária ou de um banjo facilitam a transportar, mais uma vez, a nossa mente para um clima de tensão, calor e tipicamente inspirada no mundo/cultura de cowboys.

No que toca à jogabilidade, confirmamos que a passagem para uma Nintendo Switch deixou-nos um pouco céticos quando aos momentos de maior ação, que envolviam troca de tiros ou movimentação rápida equestre. Logo nas primeiras horas de jogo, compreendemos que o nosso medo era infundado. As primeiras missões de história ajudam-nos muito bem a compreender as bases do jogo e, em menos de 5 minutos, já realizávamos ações complexas, como lançar um laço sobre o corpo de um bandido para o prender, encima de um cavalo em plena corrida. É de registar que todos os movimentos são fluidos e não encontramos um único problema durante as nossas 10 horas de jogo.

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Quando ao conteúdo do DLC, no geral, funciona tão bem, ou até mesmo melhor, que a história principal.

Como elementos menos positivos a registar, é mesmo o facto de o jogo não disponibilizar o modo multiplayer (aspeto que não existe devido ao facto da Rockstar ter encerrado definitivamente os servidores) e de toda a polémica e péssimas decisões que a empresa tomou.

Abordando o tema, o grande elefante na sala, o jogo, muito antes de ter sido lançado, foi extremamente polémico pelas razões que já mencionamos. Contudo, frisamos que a Rockstar parece ter um enorme problema em assumir a culpa e de compreender o que realmente os seus fãs querem. Por exemplo, embora o presente porte esteja excelente, teria sido extremamente interessante fazer um Remaster do mesmo para a nova geração das consolas. Qualquer fã de Red Dead Redemption concordaria e ficaria deliciado em jogar o primeiro jogo com a qualidade gráfica que existiu para o RDR2, por exemplo. Teria sido um investimento mais interessante, do que os anteriores portes de GTA e que foram uma verdadeira deceção para os fãs. Compreendemos bem que a Rockstar está atualmente empenhada no terminar do desenvolvimento do GTA 6, que será certamente o novo titã para as consolas da nova geração e um “must-have”, mas até lá, é necessário pensar-se mais nos fãs e ouvir a sua opinião.

Recordamos, mais uma vez, que apesar da toda a polémica, do lado mau que está por detrás do porte de Red Dead Redemption e das atitudes “feias” da empresa perante os seus fãs, o jogo está excelente.

Red Dead Redemption

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Lançamento: 2023-08-17
Distribuição:
8.5
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Francisco Costa
Um apaixonado pela cultura Geek que adora tecer comentários e criticas às mais novas formas de arte! Sou uma pessoa um pouco reservada, mas sempre pronto para debater, por largas horas (ou em escassos minutos) qualquer assunto!. Tenho como hobbies favoritos o desenho e a fotografia de rua.

Colaboraram neste artigo

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