Resonance: A Plague Tale Legacy – Uma rutura corajosa que revitaliza o universo da saga

Resonance: A Plague Tale Legacy troca o stealth por combate visceral, aposta em puzzles luminosos e entrega um dos sistemas de acessibilidade mais completos do género.

Quando pensamos nas franquia A Plague Tale, vem à memória imediatamente tensão, stealth, vulnerabilidade e especialmente gigantes marés impiedosas e assustadoras de ratos.

Depois do fecho emocional que temos em A Plague Tale: Requiem, a Asobo Studio decidiu dar um passo atrás no tempo, mas um grande passo na inovação do tipo de jogo. Situado 15 anos antes da aventura trágica de Amicia e Hugo, Resonance: A Plague Tale Legacy coloca-nos no lugar de Sophia, a contrabandista que conquistou os jogadores a bordo do navio Rascasse.

Após uma missão desastrosa em Veneza que a obriga a fugir e perder a ligação ao seu bando, Sophia ruma à misteriosa Ilha do Minotauro, a qual conhece através das visões do seu passado. O resultado deste desastre cria uma aventura épica a solo de 15 a 20 horas que não só expande a mitologia da série ao explorar as origens profundas da Macula, como também revoluciona a fórmula mecânica da franquia.

blank

Jogabilidade: Ação Brutal e Combate Desafiante

O mais surpreendente em Resonance é não ter medo de destruir convenções antigas. Em vez do stealth e vulnerabilidade constante e das passagens lentas e por vezes repetitivas, o jogo aposta num combate corpo a corpo dinâmico e visceral. Sophia luta pela sobrevivência com ataques rápidos, esquivas cirúrgicas e um sistema de parry gratificante, que muitas vezes faz relembrar os primeiros Assassins Creed.

Mesmo o combate não sendo o foco principal do jogo, esta mudança de ritmo torna a jogabilidade muito mais cativante e desafiante. Cada confronto exige alguma leitura de espaço e reflexos apurados, oferecendo uma sensação de controlo. Estas alterações ajudam este jogo a se aproximar de grandes jogos de ação/aventura modernos.

blank

Puzzles, Dédalo e a Esfera Minóica

A luz continua a ser o elemento essencial no universo Plague Tale, desta vez foi ligeiramente alterada e melhorada. Equipada com uma Esfera Minóica e guiada pelas informações no seu caderno, Sophia é desafiada a resolver vários quebra-cabeças engenhosos, onde a luz volta a ser essencial, desafios que foram criados no centro do enorme e fantástico labirinto criado por Dédalo.

Além de todos os puzzles ambientais, o jogo tem uma faceta de exploração onde se encontra artefatos colecionáveis ou por vezes bijuteria usada como buffs passivos. A exploração torna-se muitas vezes mística graças às visões que colocam Sophia na pele de um famoso herói antigo (vou deixar em mistério para não estragar a surpresa). O jogo tem várias alterações de ritmo, especialmente quando ganhamos a noção que existe algo que nos caça diretamente das sombras.

blank

Acessibilidade e os 5 Níveis de Dificuldade

A nível de acessibilidades e dificuldade, a Asobo Studio realizou um trabalho fantástico ao desenhar um sistema de dificuldade exemplar. Com a possibilidade de escolher entre 5 modos (Narrativo, Fácil, Normal, Difícil e Pesadelo), existe a liberdade para todo o tipo de jogadores até para os mais casuais.

Aqui acho importante destacar o modo Narrativo, completamente pensado para quem quer apenas viver a história e a exploração: neste modo, o parry é completamente automáticas. Além disso, a acessibilidade que a Asobo inclui no jogo, chegam a um leque muito maior de jogadores, os controlos visuais avançados de alto contraste e filtros daltonismo personalizáveis, o jogo garante que qualquer perfil de jogador consegue usufruir da experiência.

blank

Narrativa sem Clichés e uma Banda Sonora Monumental

Afastando-se do clichés de jogos de aventura, Resonance entrega-nos uma história intrigante sempre em crescimento. A sequencia de puzzles e eventos que criam uma narrativa claramente madura mostram como o estúdio se preocupou em fazer um jogo atraente, não só a nível visual, mas também a nível criativo. A escrita explora o abandono infantil de Sophia e o seu crescimento num ambiente de foras-da-lei, evitando soluções fáceis e clichés narrativos.

O jogo tem um peso emocional que é elevado com a ajuda da genialidade do compositor Olivier Derivière. A banda sonora afasta-se do tom gótico medieval e abraça uma atmosfera mediterrânica orgânica.

blank

Desempenho e Gráficos na PlayStation 5

Na PS5, Resonance é muito forte visualmente. Os cenários cheios sol mediterrânico contrastam de forma sublime mas profunda com as catacumbas escuras. Mesmo ao jogar no Modo Desempenho, onde a prioridade é manter a taxa de FPS, a qualidade das texturas, iluminação e modelos de personagens mantém-se impecável, correndo de forma sólida e praticamente sem quaisquer falhas visuais (bugs).

blank

Veredicto Final

Resonance: A Plague Tale Legacy aposta imenso ao cortar as amarras do seus antepassados, onde o stealth era sem dúvida o grande foco. Ao trocar a vulnerabilidade opressiva por um combate desafiante, a aventura ganha um ritmo viciante que definem este universo. Apoiado por uma execução técnica exemplar na PS5, puzzles ambientais inteligentes e uma banda sonora fantástica, este jogo veio provar que a história de Sophia tem mais que força e conteúdo para carregar uma aventura. Uma prequela ousada mas muito madura que nos delicia com todos os cuidados nos pormenores.

Resonance: A Plague Tale Legacy

blank
Lançamento: 2026-08-27 Ano: 2026
Duração: 900 min
Saga/Série: A Plague Tale
Distribuidora:
Estúdio:
9
Picture of Joel Ligeiro
Joel Ligeiro
Olá! Sou o Joel "Senbuking" Ligeiro! Estou no mundo geek desde muito novo graças aos meus irmãos mais velhos e até hoje não o consigo largar! Grande fã de One Piece, colecionador de Funko Pop's de One Piece. Os meus jogos de eleição são Pokemon, livros "Lord of the Rings" e colecionador também de jogos de tabuleiro! Neste momento faço conteudo online para a twitch, youtube, instagram e também Tiktok.

Colaboraram neste artigo

PUBLICIDADE

Últimos artigos

PUBLICIDADE

Achamos que também podes gostar disto

PUBLICIDADE