Sea of Stars

Jogámos Sea of Stars e o nosso veredicto não poderia ser o melhor. Para quem sente nostalgia dos antigos Turn Based Combat RPG’s, este jogo é a nossa melhor recomendação do ano!

Totalmente feito ao estilo PixelArt, Sea of Stars, um videojogo desenvolvido pela Sabotage Studio, transporta-nos para os antigos jogos de 16 bit’s. O cuidado ao detalhe e à atenção aos pormenores são pontos extremamente fortes. Desde a caracterização das personagens até ao meio ambiente, paisagem e efeitos visuais, tudo parece estar perfeito. Não existe nada que possamos apontar enquanto “erro” ou mal feito. Desde os detalhes das sombras e aos efeitos de luz, bem como na animação de líquidos (água) ou até mesmo sólidos (pedras, árvores, entre outros). Durante o gameplay, sentimos a necessidade de parar o que estávamos a fazer no jogo só para apreciar os detalhes de tudo o que nos rodeava. Sem sombra de dúvida, que os artistas merecem ser elogiados pelo seu trabalho e esforço.

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No que toca à história, no início da campanha, o jogo permite-nos tomar controlo de uma das personagens principais. Um rapaz, Zale, representante do sol, e uma rapariga, Valera, representante da lua. A escolha de cada uma das personagens terá impacto na trilha sonora, bem como em alguns aspetos da história. Em determinados casos na narrativa, as personagens separam-se e têm de passar por adversidades diferentes. Esta situação apela mesmo a que, após o término do jogo, o joguemos novamente para somente ver como as coisas seriam caso tivéssemos escolhido a outra personagem. Caso a escolha seja Zale, tanto o estilo de combate, como habilidades e ação são totalmente distintas de Valera. Zale é mais focado em fazer dano e Valera é mais racional com potencial de grande defesa. Contudo, independentemente da escolha, em combate será sempre possível usar as duas personagens. Falando ainda da trilha sonora, destacamos a participação do compositor Yasunori Mitsuda, mundialmente conhecido pelas composições que desenvolveu para jogos como Chrono Cross, Chrono Trigger, Xenogears, entre outros.

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Falando do combate, este é uma verdadeira declaração de amor aos antigos Turn Based Combat RPG’s, tais como os primeiros Final Fantasy’s. Isto significa que cada batalha, ação e indicação deverão ser devidamente ponderadas. Qualquer erro pode significar um game over. A chave neste jogo para o sucesso está na reflecção e estratégia de combate, assim como no conhecimento das mecânicas e dinâmica do mesmo. Conhecer os inimigos é um processo que só decorre com a batalha. Mais do que batalhar por turnos, o sistema de combate de Sea of Stars permite ainda redobrar o dano com um “clique” de botão preciso na hora de acertar o inimigo ou, por sua vez, numa forma de mitigar do dano sofrido, segundo o mesmo sistema de sincronia, no momento de receber um ataque do inimigo. Tal condição reforça a nossa atenção para o jogo, apelando a que não desviemos a nossa concentração. Por outro lado, é de destacar os efeitos das magias e combos. As magias funcionam melhor segundo os diferentes estados dos inimigos, aspetos que serão visíveis e devidamente ensinados o longo do jogo e, por sua vez, que requerem alguma prática e domínio.

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No que toca à história, passa-se desde o tempo em que as duas personagens se formam até atingirem a idade adulta (ou quase adulta), compõe-se de forma interessante, com vários Plots e micro-histórias que enriquecem o plano de fundo de algumas das personagens. Não daremos muitos detalhes da mesma, de maneira a evitar spoilers. Podemos dizer que é um jogo muito focado na amizade e na necessidade de dois heróis salvarem o mundo de um mal superior, enfrentando uma organização secreta. Ao longo da jornada, mais do que as duas personagens com que jogamos no início, encontraremos outras que acabam por ser juntar a nossa equipa, contribuindo para novas dinâmicas de combate.

Sobre a questão da dificuldade do jogo, embora no início do mesmo não tenhamos uma pré-seleção do mesmo, ao longo da história, são nos fornecidas relíquias que, equipadas, ajudam a diminuir a dificuldade do jogo. Ou seja, dando um exemplo, uma das relíquias restaura automaticamente a vida perdida das personagens após os combates; uma outra ajuda-nos a cronometrar melhor os nossos ataques; outra permite vencer duas vezes mais experiência, entre outras. É de destacar que o ativar de relíquias não influencia a história do jogo.

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O Sistema de save é efetuado através de livros que se encontram espalhados em diferentes pontos do mapa e facilmente identificáveis. O jogo permite-nos ter 3 slots de saves, de maneira a gerir melhor a nossa experiência sem interferir com a gameplay de uma outra pessoa que esteja a jogar na mesma consola que nós, por exemplo.

Mais do que um RPG com combate por turnos, Sea of Stars adquire um papel interessante nos puzzles que se encontram pelo mapa, ou que vão surgindo ao longo da nossa aventura. É de conferir que grande parte dos mesmos não são severamente difíceis, sendo até intuitivos. Em momento algum sentimos cansaço ou até mesmo “sono” a resolver alguns. Embora a apresentação da narrativa seja feita através de balões de fala – com destaque para um ícone da personagem que está a falar – por vezes, são nos apresentadas algumas cutscenes desenhadas ao estilo anime, que tornam a experiência do jogo ainda mais interessante. Este salto entre diferentes “estilos” permite-nos vencer um amor e interesse crescente perante o jogo que, até ao fim da história, não desapareceu.

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Sea of Stars é uma experiência obrigatória, pois reconhecemos e damos o devido valor à equipa desenvolvedora do jogo. Nada nos pareceu incompleto. Desde aspetos que fazem progredir a história, até ao cuidado para transmitir que nas aldeias existem vida dando falas interessantes aos NPC’s, tudo parece respirar naturalmente. É essa a verdadeira essência do jogo. O éter divino cuja união do sol e da lua tornaram possíveis, graças ao trabalho dos desenvolvedores e dos artistas. Nada é colocado ao acaso. Tanto avançávamos na história, como igualmente “perdíamos tempo” em pescar, um dos minijogos/atividades possíveis de se efetuar. Foi constante a nossa necessidade de querer explorar mais. Nunca sentimos a necessidade de apressar o nosso gameplay. Em suma, Sea of Stars é um abraço ternurento de nostalgia, quente, acolhedor, que nos custa a querer largar. Não nos admirávamos em ver o presente jogo na Game Awards deste ano.

Sea of Stars encontra-se disponível gratuitamente para os assinantes da Xbox Game Pass e da Playstation Plus Extra.

Sea of Stars

Sea of Stars
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Francisco Costa
Um apaixonado pela cultura Geek que adora tecer comentários e criticas às mais novas formas de arte! Sou uma pessoa um pouco reservada, mas sempre pronto para debater, por largas horas (ou em escassos minutos) qualquer assunto!. Tenho como hobbies favoritos o desenho e a fotografia de rua.

Colaboraram neste artigo

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