Sonic – O Filme acabou de estrear e as reações serão certamente as mais variadas, como não poderia deixar de ser. O filme do ouriço azul criou uma enorme controvérsia, muito antes de chegar às salas de cinema, tornando-se um autêntico meme na Internet. No entanto, acabou por se demonstrar como uma boa solução se quiseres assistir a uma boa centena de minutos numa sala de cinema.
Depois de uma introdução da personagem principal, há ainda tempo para se conhecer detalhadamente o grande parceiro de Sonic neste filme. James Marsden, que interpreta o papel de Tom Wachovski, acaba por ser determinante na forma como todos os acontecimentos se vão desenrolando e pode dizer-se que a sua interação com o pequeno-ouriço acaba por ser engraçada e natural o suficiente para que possa ser desfrutada.
Depois de conhecermos as duas personagens, acabamos a dizer olá àquela que é a grande estrela de Sonic – O Filme, Jim Carrey, no papel de Dr. Robotnik. Este, por sua vez, é verdadeiramente arrogante, dotado de conhecimento tecnológico e frio. Na pele de Robotnik, sem se tornar demasiado excêntrico, qualquer fã de Jim Carrey haverá de ficar feliz por ver o ator tornar-se o grande vilão de Sonic.
No trailer da película, pode não ser perceptível, mas é a descarga no campo de basebol que inicia uma nova jornada, contra o tempo, para Sonic. A partir desse momento, o mesmo percebe como realmente se sente. É também aqui que tudo se torna mais relativo do que em qualquer outra altura, isto é, Sonic pode ser o mais rápido ser que se conhece, mas isso não o impede de ter o mesmo tempo que os outros. A sua jornada fá-lo perceber que o que fez até então possa ser visto como tempo desperdiçado.
Mesmo assim, é com o apoio de Wachovski que Sonic acabará por ganhar uma nova vontade de estar onde está, na Terra, e de não querer simplesmente sair daí, pois é lá que se encontra a sua família. Claramente que a adversidade prende-se com Dr. Robotnik e a sua tecnologia implacável, totalmente capaz de o fazer alcançar qualquer objetivo a que se propõe.
No entanto, o filme apresenta alguns pormenores que, de algum modo, não se explicam por si só e que podem tornar confuso o desenrolar de alguns acontecimentos. E claro, não deixa de ser um filme que, pela sua natureza, pode não ser do agrado de todos os fãs por, em dadas circunstâncias, se mostrar muito irrealista – do ponto de vista de argumentação é claro.
Finalmente, no que concerne à simples opinião, sem spoilers, é possível afirmar que o drama em redor da criatividade da personagem possibilitaram que se criasse um buzz positivo para este. Não foram 100 minutos memoráveis, mas foram bem divertidos e que deixam uma pequena (grande) vontade pelo regresso do ouriço ao grande ecrã.
Afinal, a nostalgia que envolve a personagem em Sonic – O Filme, principalmente no início do filme, é impressionante. Quem é que não teve oportunidade de jogar, por um minuto que fosse, um título variado do mesmo algures num dispositivo? Pois, é difícil encontrar.
Já com spoilers em mente – Hello There -, a apresentação detalhada da personagem principal e das outras duas que o rodeiam não se deu por mero acaso. Isto porque, a grande surpresa de todo o filme estará, em grande parte no seu final. Não, digo, no final do seu final.
No momento em que tudo fica bem, o espectador volta a encontrar-se com Robotnik, já num outro mundo, numa nova faceta. Jim Carrey deixa de ser Dr. Ivo Robotnik para se assemelhar, a 100%, a Eggman. Mesmo assim, não foi aí que o filme terminou, e ainda bem. Depois da agradável surpresa que foi ver Eggman, chegou o momento de ficarmos a conhecer uma segunda personagem que estava à procura de Sonic e que ficou muito perto disso. Claro. O pequeno Tails.
Nesse exato momento, a vontade é não ver o ecrã ficar mais negro e as luzes da sala a acenderem, mas foi assim que acabou. Acabou, pelo menos a primeira parte de uma aventura que será mais completa do que muitos poderiam imaginar. Infelizmente, é necessário esperar.
Sonic – O Filme é, e promete ser, um conjunto de boas e prometedoras jornadas sobre o mesmo e a sua turma. Ainda que tudo parecesse perdido no início, pode dizer-se que o desenrolar de factos foi bem planeado, que há um bom vilão e que terá uma sequela que promete mais ainda.