Nesta sequela de “Sorri”, Parker Finn volta a trazer um filme de terror com uma atmosfera de suspense, bons jumpscares e sorrisos arrepiantes.
Nesta segunda jornada de “Sorri“, somos apresentadas à cantora Skye Riley, interpretada pela Naomi Scott, que após um ano do acidente grave onde esteve envolvida e seguidamente ter passado por um período de desintoxicação volta ao mundo da música. Skye passou por vários momentos difíceis e encontra-se ainda a recuperar. Ao deparar-se com uma cena chocante e inesperada, é desencadeada uma série de acontecimentos com muito sorrisos que a vão assombrando ao longo do filme. Quanto mais quer escapar mais maluca parece, a sua realidade não é a realidade das outras pessoas.
A Naomi Scott junta-se Rosemarie DeWitt, Miles Gutierrez-Riley, Raúl Castillo, Dylan Gelula, Peter Jacobson, Ray Nicholson e uma participação especial de Drew Barrymore.
No início do filme temos a conexão ao primeiro filme “Sorri”, com o regresso de Kyle Gallner, que volta a interpretar Joel, o polícia que ficou afetado no final do primeiro filme. Este tenta transmitir a maldição de estar assombrado por esta entidade sorridente para outra pessoa. Acaba por passar a maldição para Lewis, interpretado por Lukas Gage.
É de destacar que apesar de ter tido poucos minutos no filme, Lukas Gage faz uma atuação muito boa de Lewis ao ser o novo alvo deste sorriso maquiavélico, e a conexão que tem com Skye é bastante importante para o desenrolar da história.

Ao longo do filme, esta entidade vai assumindo a forma de pessoas e adquire um sorriso assustador, e apenas a pessoa que está afetada consegue ver. Quanto mais vamos progredindo na história, mais personagens vão sendo acrescentadas para assombrar e assustar Skye, levando-a um estado de loucura. O objetivo é durante o período ir alimentando o seu alvo com visões assustadoras para chegar a um ponto onde possui a sua vítima e faz com que esta se suicide à frente de outra pessoa, de modo a transmitir a maldição para esta pessoa, ou seja, é como se fosse um parasita a saltar de hospedeiro para os infetar e consequentemente alimentar-se.
O conceito desta entidade continua a ser interessante e a maneira como Parker Finn explora e torna o filme assustador tendo como base o sorriso é excelente. Existe uma boa quantidade de vezes que vemos este sorriso assustador ao longo do filme.
Neste segundo filme, temos uma visão mais virada para a música, com a estrela pop a ser massacrada por esta entidade sorridente dando uma perspectiva diferente. Ao chegarmos quase à possessão total de Skye, conseguimos perceber o objetivo da entidade sorriso com esta personagem e qual a razão de ter prolongado o seu sofrimento.
Com este desfecho final, abre-se portas para um terceiro filme, pois seria interessante perceber como Parker Finn ia abordar agora a história.
No final do filme, vemos a entidade demoníaca/espirito maligno materializada, tal como no primeiro “Sorri”. Gostei deste detalhe de terem colocado uma imagem à origem de todos estes eventos.
A cinematografia estava excelente, toda a produção à volta das personagens e das cenas, tanto os atos de música como as que envolvem momentos de mais terror e suspense, estavam muito bem feita.
Juntando à cinematografia, temos a banda sonora que levam o filme para outro nível e trazem o suspense à flor da pele.
A forma como a câmara capta os ângulos das cenas faz com que o público fique ainda mais imerso na mente de Skye. Quanto mais Skye começa a perder controlo da sua realidade, mais movimentos da câmara se tornam invertidos. Gostei muito dos close-ups que foram feitos e novamente, quanto mais perdida Skye, ficava mais planos aproximados tínhamos. Isto permitiu entrar de certa forma no ambiente de suspense e terror sentido pela personagem.
É preciso destacar a atuação memorável de Naomi Scott que interpreta Skye Riley da melhor forma possível, toda a emoção que é sentida pela personagem o público consegue perceber e conectar-se à mesma. O sofrimento por não entender o que se passa e começar a entrar num estado de loucura é possível ver esse desenvolvimento ao longo do filme.

Fiquei bastante agradada pelos jumpscares que tinha, pois alguns surpreenderam-me.
Um ponto que gostei menos foi o facto que a maioria das cenas foram realizadas maioritariamente num local tornando um pouco previsível as ações seguintes, pois já sabíamos a disposição do sitio, nomeadamente, a casa de Skye.
Este filme teve muitos mais momentos de gore com cenas explícitas, por isso para quem é fã deste tipo de terror vai ter aqui uma boa experiência. E mantém-se a imagem de marca, o sorriso desde o início até ao final do filme. Aproveitem este “Sorri 2“.