Fazer arte com punhos, suor e algumas lágrimas!
Lançado oficialmente a 02 de Junho, Street Figther 6 promete revolucionar os jogos de luta, satisfazendo as exigências dos jogadores mais Hardcore e sendo convidativo para os jogadores mais inexperientes.
Quando o Street Fighter 5 foi lançado, muitas pessoas ficaram desapontadas com a falta de imenso conteúdo sólido, desde história a personagens. Street Fighter 6 é oposto completo, com uma excelente lista de 18 personagens num novo estilo de arte! A CAPCOM brinda-nos com um ambicioso centro de batalha online, que é capaz de meter inveja a qualquer outro lobbie do mesmo estilo. Tudo o que um jogador novato ou experiente pode esperar de um jogo de luta é nos oferecido ao melhor estilo Street Fighter!

O jogo introduz-nos a um novo sistema de combos e de orientação de botões. Street Fighter 6 permite-nos escolher dois géneros diferenciados, o “clássico”, onde os combos e habilidades seguem o mesmo padrão e esquema dos anteriores Street Fighter’s de cada personagem ou, caso queríamos uma experiência mais “amigável”, é possível escolher o modo “personalizado”, que facilita, com apenas o esquema de dois ou três botões, o ativar de diferentes combos durante a luta. Esta dualidade é muito interessante, sendo um ponto favorável para a introdução de novos jogadores que não gostavam das mecânicas (um quanto complexas) dos combos antigos.
Com um novo sistema de luta “Drive Meter” (substituindo o V-Meter), é um dos melhores sistemas já alguma vez concebidos para um jogo de luta, segundo os críticos e a nossa opinião. Fator que comprova isso é a forma de como cada personagem é capaz de recorrer a este sistema durante as diferentes fases de batalha. Existem cinco habilidades distintas que, na grande parte, são todas orientadas pelo sistema overdrive e medidor de Drive Rush, Drive Parry, Drive Reversal, que consistem numa substituição dos antigos “ex-moves”. O Drive Rush permite-nos uma série de ações sobre o nosso oponente, de forma rápida, podendo obter vantagem em sair de situações complexas. Cada personagem têm um estilo diferenciado, sendo que o próprio jogo convida a que procuremos jogar e experimentar cada uma, encontrando assim o nosso estilo de luta favorito.

O tutorial permite compreender com facilidade os combos e as novas orientações do jogo, explicando-nos os combos básicos, o novo sistema de Stamina, as formas de bloquear e de arremessar o adversário; formas de contra-atacar; uso de ataques especiais, entre outros aspetos. Sendo um tutorial bastante completo, é capaz de nos colocar rapidamente no novo espírito de luta do jogo.
O jogo é dividido em três componentes: World Tour (modo história); Figthing Ground (lobbie de encontro de avatares) e o Figthing Ground (Modo para jogar Versus; Modo história das personagens; Modo de jogo Player Vs AI, etc.)
Modo – World Tour:
Neste novo modo, a CAPCOM decidiu introduzir um conceito inteiramente novo de narrativa. A sua inclusão foi recebida com uma positividade esmagadora, pois era claramente destinada a bordar uma das maiores queixas que os jogadores tinham de Street Fighter 5, a falta de conteúdo off-line. Nesta secção do jogo, é possível criar um avatar único que percorrerá o mundo num modelo “semi mundo aberto”. A premissa da história é simples e até mesmo um pouco pateta (num bom sentido), serve como motivo para a nossa personagem – que busca procurar descobrir o que é o “Poder / Força” – de receber instruções dos seus mestres e de se aventurar nas ruas. Como mestres, começamos com Luke, que recebe um fenomenal novo visual, destacando-se enquanto uma das personagens da capa do jogo. Além de Luke, é possível ter todos os outros lutadores do jogo a ensinar os seus estilos de luta ao nosso avatar. É ainda possível adotar dois estilos de luta totalmente diferenciados, desde o clássico Hadoken do Ryu até ao Cannon Strike da Cammy.

A liberdade que temos permite-nos explorar formas de luta totalmente distintas. Acresce a isto também o facto da fisionomia da nossa personagem. Um avatar extremamente alto, fica mais propício a receber dano, mas não necessita de estar próximo do opoente. Uma personagem extremamente baixa é extremamente difícil de ser agarrada, mas têm o revés de necessitar de estar sempre próxima do oponente para fazer dano. Com isto, é necessário ainda dar algum destaque ao modo de criação do nosso avatar, sendo apresentadas imensas opções.

Efetuando diversas missões secundárias e principais, a nossa personagem ganha experiência e dinheiro para desbloquear novos cosméticos. Quanto a estes últimos, alertamos que estes não só servem para deixar a nossa personagem na moda, como têm efeitos que aumentam o nosso dano e poder de defesa.
Quanto ao modo história, este é interessante e divertida, mas não mais do que isso. Contudo, pela sua simplicidade, honestidade e se aceitarmos o facto de neste mundo sermos capazes de lutar com qualquer pessoa (e quando digo qualquer pessoa, digo qualquer NPC do mapa, desde uma velhota de andarilho até a um super-herói) abraçamos o espírito do jogo. Em suma, as histórias ligadas ao jogo, desde missões principais a secundárias, entretêm e cumprem bem o seu propósito. Acresce a isso os mino-jogos, já conhecidos pelos jogadores mais antigos ou mais hardcore (destruir carros; barris; etc.) e ainda contêm algumas surpresas interessantes que melhoram a experiência do jogo, como a existência de máquinas Arcade com jogos licenciados da CAPCOM, tais como Street Fight e o clássico Street Fighter 2. Um toque fenomenal de como conseguimos entrar e contacto com todo o universo e até mesmo Lore de Street Fighter através desta adição, que confessamos que deixou o nosso “saudosismo” a bater forte no peito, ao recordar as tardes passadas as jogar estes clássicos.
Modo – Battle Hub:
O Battle Hub é o lobbie online onde a grande maioria das nossas lutar irá acontecer. O HUB é uma área totalmente explorável, onde podemos conferir os avatares de outros jogadores e até mesmo assistir a partidas em pequenas máquinas Arcade, à maneira antiga. É também permitida a realização de partidas rankeadas, causias e até participar em torneios nacionais, regionais e internacionais. É ainda possível desafiar outros avatares com o nosso, criado com o estilo de luta do World Tour. Embora por vezes desafiante, pois existem jogadores habilidosos capazes de fazerem misturas de combos fantásticas, trata-se de uma experiência gratificante e divertida. Melhor a experiência se estivermos acompanhados com amigos. É ainda possível formar “clubes” (guildas) e criar Lobbies fechados só para amigos ou membros desse club.

O ambiente, a estética e a maneira de como podemos partilhar experiências, aprender combos com outros jogadores é merecedora do melhor espírito de ajuda e competitividade que já alguma vez experimentámos num jogo online. Muitas das vezes sentimo-nos convidados a falar e debater com outros jogadores e isso é impagável atualmente, em qualquer jogo que envolva ou tenha esse acréscimo do fator de competitividade.
Ainda neste espaço é possível ficar a par dos melhores jogadores, das melhores jogadas e do conteúdo e notícias oficiais da CAPCOM para o jogo. É ainda de destacar que raras foram as vezes em que tivemos qualquer tipo de problema com os servidores, tendo tudo trabalho de forma ordeira, outro fator a destacar do jogo.
Modo – Fighting Ground:
Quando geralmente pensamos na ideia de “um jogo de luta” o modo Fighting Ground é o que normalmente vem à cabeça. É neste modo que podemos encontrar todas as opções habituais desde o modo Treino até ao Versus Mode. É possível ainda jogar contra um amigo, com um segundo comando, na mesma consola. O presente modo tem ainda a opção Arcade, que contêm o modo história. Este modo é pensado especificamente para nos dar algum conteúdo extra para a história das 18 personagens neste novo universo. Cada vez que terminamos o modo história, como recompensas, recebemos imagens, desenhos e até mesmo Fan Arts desenvolvidas para o jogo, sendo um desafio (não muito difícil) para qualquer colecionador que queira obter tudo.
Devemos ainda dar um forte aplauso ao modo de treino, pois a CAPCOM pensou em literalmente em tudo. O modo treino, não só foi pensado para qualquer novo jogador, como nos permite melhorar diferentes abordagens de jogadas, aprender novos combos ou até mesmo em aprender a defender e contra-atacar de forma mais efetiva. Por outro lado, considerámos muito bem-vindos alguns acrescentos como os dados de Framerates e valores das diferentes Hit-Boxes (contornos invisíveis) de cada personagem. Em suma, podemos afirmar que após algum tempo no modo treino, jogámos com outros jogadores online, e consideramos que existiu um desenvolvimento maior da nossa parte, pelas aprendizagens no modo treino. Recomendamos a qualquer um a passar por lá, nem que seja só para ver e desfrutar deste modo.
Veredito
Se há empresa que parece ouvir e não desapontar os seus fãs, por vários anos consecutivos, é de facto a CAPCOM. Com Street Fighter 6, não só a empresa adicionou todo o conteúdo em falta como oferece novas propostas e oportunidades para alcançar novos jogadores com gostos diferenciados. Quer seja pela diversão do modo história, pelas lutas online competitivas ou pela diversão do colecionismo, Street Fighter 6 oferece-nos uma vasta gama de opções para nos deixar imersos num novo mundo. Com o estilo de arte aprimorado, excelente paleta de cores, ambientes envolventes e uma trilha sonora coerente, é de congratular todo o esforço da equipa criativa e artística. Não poderíamos estar mais do que satisfeitos e contentes com todo o conteúdo adicionado.
Como pontos negativos, não podemos deixar de mencionar o aspeto pouco elaborado do “semi mundo aberto” do modo história e do seu sentido repetitivo; e do facto de o jogo ir desbloqueando novas personagens através do pagamento, em dinheiro real, de season passes.