Ted Lasso volta com mais um episódio e traz-nos respostas a um segredo bem guardado, as motivações para a nossa treinadora favorita ser tão rigorosa com as jogadoras e bons momentos com a nossa equipa.
Abrimos o episódio com rostos que não vimos muito até agora, a Margy El Sherif (Mercedes Assad) e a Mady Song (Annelise Haywood), um casal “on and off” dentro e fora do campo de acordo com a Alice.

De momento, as sáficas não estão juntas e temos uma discussão sobre o que têm estado a fazer enquanto solteiras; a Margy diz que tem estado a aprender tricô… ou que o vai fazer, quando comprar os materiais. A Mady diz que adora estar solteira, que tem andado no parque durante o fim de semana e que leu por horas, porém a Margy discute que ouvir ficção histórica sáfica a 1.5x não conta como ler (e está errada, muito obrigada).
Antes da Mady poder responder, elas vêem o Ted, sentado sozinho, com um guardanapo metido por baixo do queixo, a comer um cachorro quente, e isto é tão aterrorizante que as mulheres decidem voltar a namorar.
Assistimos a um vídeo promocional da nossa equipa, feito pela Keeley, algo que a mesma acredita que vai trazer visibilidade para a equipa e aumentar o número de bilhetes vendidos. A Keeley continua a deixar que o seu entusiasmo a motive e, com a ajuda da Zelda, que comprou 2000 bilhetes, doam os bilhetes para escolas locais. Durante o intervalo, a Rebecca também vai apresentar um cheque para uma fundação e fazer um discurso.
No escritório, vemos que já temos a equipa titular selecionada para o jogo contra o Chelsea: A Boots como guarda-redes, a Niamh, Lizzie e Siobhan como defesas, a Margy, Mady, Terri, Gabrielle e uma jogadora apenas listada como “The Sheriff” como jogadoras de meio campo e a Gemma e a Resha como avançadas.
Na lista de reservas vemos os nomes: Julliet, Liza, Jessica, Paris (que foi introduzida no episódio passado), Hannah, Olga, Annie, Vanessa, Robyn, Sapphire e Shannon.
A Alice não acredita que a equipa consiga vencer ao Chelsea, que simplesmente não são boas o suficiente, e ainda diz que deviam mover a Shannon para a equipa de treino, pois acha que ela não está pronta para entrar em campo. Esta falta de fé também pode ser vista, se num nível menos grave, na primeira temporada, quando Richmond ia jogar com Crystal Palace e, mais tarde, Manchester City.
Seguimos as jogadoras até ao balneário, onde o Ted tenta conversar com a equipa, mas é imediatamente bombardeado com perguntas sobre a sua vida amorosa (se é casado, se está a namorar com alguém, se se sente solitário), o que o deixa super confuso. Também é comparado com o Bart Simpson por usar sempre o mesmo par de calças, algo que não só é engraçado, mas também mostra que a equipa se sente à vontade com o nosso treinador.
Isto é algo que a Alice acha bastante inapropriado e vemos um pouco da versão real da mesma a vir ao de cima quando ela insiste, com muita persistência, que não se importa que a equipa não esteja envolvida com ela, como estão com o Ted.
Temos um update na situação do Roy e da Keeley, com o mesmo a ir a mais quatro encontros desde que o vimos na última semana, e que todos estes têm sido com a mesma mulher (assumidamente a médica que vimos no episódio passado). Sem surpresas, a Keeley entra numa espiral quanto a isto.

O Matthijs chega a casa da Rebecca, com a filha, Jelka, com notícias: ele arranjou um trabalho novo e vai-se mudar para Londres, algo que não deixa a Rebecca muito animada.
O Ted e o Beard discutem o quão afetada a Alice parecia estar anteriormente, com o Ted a referir que a treinadora está mais tensa do que o costume. O Beard raciocina que a pressão de jogar em casa mexe com uma pessoa e o Ted questiona se será por isso que as jogadoras estão tão interessadas na vida dele. O Beard ignora a possibilidade e diz o óbvio: elas só querem conhecer o Ted melhor.
Temos mais uma aparência do Paul, do Jeremy e do Baz, que viram o show da Jane (isto põem este episódio em dezembro, como visto pelo poster na semana passada), o que deixa o Beard tenso. Os rapazes dizem que choraram de início ao fim, e que continuam a ser grandes fãs do Beard, mesmo depois da peça teatral, o que nos leva a pensar que o Beard foi retratado como vilão. Isto leva à primeira das más decisões do Beard deste episódio: ir ver o show da Jane.
Vemos que a nossa equipa comprou um par de calças novas ao Ted, para ter mais variedade em vestuário. É algo que afeta, novamente, a Alice, que se sente excluída pelo gesto, e vêmo-la a retrair para si mesma, da mesma forma que o Beard o fez no episódio anterior.
Isto continua durante o treino, onde a treinadora continua a ser rigorosa com a equipa, começando com a Shannon, a quem pede para parar de jogar como se soubesse que não pertence na equipa. A Gemma não tolera esta atitude e o comportamento da Alice só piora, fazendo a equipa correr 15 voltas ao campo. A reação da equipa magoa a Alice ainda mais.
O Ted nota a forma como a Alice está a agir e, apesar de comparar pessoas com carne de barbecue, ele tem um bom ponto: A Alice deve confiar no processo e na sua equipa.

Biscuits with the Boss está finalmente de volta, pela primeira vez na temporada, e a Rebecca aproveita a oportunidade para confessar ao Ted sobre como se está a sentir quanto à mudança do Matthijs para Londres. Ao comparar a sua relação com o uso de drogas, a Rebecca traz à tona as preocupações que a deslocação podem trazer para o futuro: e se a Rebecca começar a odiar o Matthijs, ou vice versa? E se tudo der errado para o relacionamento?
O Ted raciocina que estes medos estão provavelmente enraizados no passado, com tudo o que aconteceu com o Rupert, e que “there’s a reason why the rearview mirror is smaller than the windshield”.
Chegamos finalmente à (in)esperada peça teatral da Jane. O espetáculo abre com a Jane como juiz, que explica que a mesma está a ser julgada por fingir uma gravidez para manipular o Beard a casar com ela. A juiz pergunta se a Jane se declara inocente ou culpada, ao que a mesma, desta vez vestida como noiva, responde: “Not not guilty, bitch!”

Assistimos à Jane, como Beard, a falar amorosamente com uma boneca de si mesma, até que o Ted aparece, dizendo que vai levar o Beard de volta para Kansas. Após uma transição… questionável, a Jane acaba a peça, novamente como si própria, a remover uma almofada da barriga, dizendo que sim para os outros, o bebé não era real, porém para ela, esta mentira era a única coisa que era real.
Algo que me irritou bastante durante esta cena, fora o óbvio, foi o facto do Ted parecer estar a gostar genuinamente da peça. Quando este assunto foi mencionado em episódios prévios, o Ted (e outros personagens) agiu de forma irreverente, como se o que tivesse acontecido não fosse nada de especial. Esta foi uma escolha terrível pela parte dos roteiristas, que podiam ter aproveitado esta oportunidade para mostrar a perda que o Beard deve ter sentido não só pelo seu bebé, mas também pela sua relação com a Jane. Ao invés disso, decidiram tornar isto numa piada, assim como o fizeram com a relação dos mesmos durante as últimas temporadas.
E para piorar, quando o Beard pede à Jane para parar de fazer a peça,algo que ele consegue, porém os produtores querem levar a peça até ao West End, e fazer dela a maior peça em Londres, ela beija-o sem consentimento.
Temos a Rebecca a tentar conectar com a Jelka. A mais velha pergunta-lhe como se sente sobre a mudança para Londres e sobre o pai ter um trabalho melhor do que anterior, o que a Jelka refuta: eles estão a mudar-se para Londres por causa da mãe dela, similarmente como a Michelle e o Henry se mudaram pelo Ted. Isto é o contrário do que foi dito à Rebecca e algo que, quando levado à questão, faz o Matthijs ter uma reação extrema, levando-o a terminar com a Rebecca.
A nossa equipa tem o primeiro jogo em Nelson Road, com mais uma aparência da Rebecca Lowe e da Jill Scott a fazer comentário. Ao contrário de jogo amigável visto no terceiro episódio, este jogo vai ser televisionado. Outro contraste é visto na atitude da Keeley, que está notoriamente de rastos, não só pelo que aconteceu com o Roy (que lhe disse antes do jogo que já foi ao encontro número 10), mas também pelo facto do estádio não estar cheio.

A Zelda nota a atitude e tenta aliviar a situação com álcool, o que a Keeley rejeita, dizendo que já “fucken up” que chegue para um dia. A mesma sente-se derrotada pela falta de gente no estádio, devido à quantidade de suporte que havia online. A Barbara diz que existe uma grande diferença entre os dois, e que sabe o quão importante a equipa é para a Keeley, mas que acha importante que a mesma também se divirta enquanto no seu trabalho.
Ao intervalo, a equipa está a perder por 2-0, e a Rebecca está completamente bêbeda. Ela e a Zelda conversam sobre a Keeley e como os resultados deste primeiro jogo a estão a afetar tanto devido à natureza sonhadora da mesma. A Zelda diz que estes resultados lhe vão fazer bem no que se trata às suas expectativas.
O discurso da Rebecca traz-nos uma referência clássica à Delia Smith, a dona do Norwich City. Tal como Richmond, a equipa sofreu dois golos antes do intervalo e, tal como a Delia, a Rebecca diz as mesma palavras que a dona disse em 2005: ”Where are you? Let’s be having you!”.
Já nos balneários, as jogadoras estão claramente stressadas pelos golos sofridos durante a primeira parte do jogo. O próprio Ted admite que Chelsea está a jogar bastante bem, o que não é uma surpresa, porém a sua fé na equipa não oscila. Ele diz às nossas jogadoras que sabe que, às vezes, os treinadores pedem muito da equipa e as jogadoras nem sempre cumprem com o que eles pedem, mas também sabe que o oposto é verdade: as jogadoras pedem algo dos treinadores e eles nem sempre comunicam como deveriam.

Para remediar isso, ele responde às perguntas feitas anteriormente: não, não é casado, mas foi por algum tempo. Ele e a Michelle estão focados em criar o Henry juntos (que a equipa já conheceu algumas vezes fora do ecrã). Aos domingos, depois de deixar o filho com a Michelle, o Ted gosta de comer sozinho. E não, não está namorar com ninguém, mas acha que talvez esteja pronto para o fazer. Ele não se descreveria como solitário, mas a fotografia que as mulheres tiraram dele mexeu com o Ted, pois ele parece solitário e isso é algo que o deixa envergonhado.
O treinador põe ênfase nesta palavra e é lembrado de uma frase, que a Alice o ajuda a completar: “And the day came when the risk to remain tight in a bud was more painful than the risk it took to blossom.”
Esta frase enquadra onde a Alice está atualmente na narrativa da temporada, e acho que é algo que também ressoa com a treinadora.
De volta ao jogo, é óbvio que o Ted inspirou a equipa, que se mostra mais motivada do que na parte anterior. Temos um golo da Gemma, e outro da Margy. Apesar da segunda parte ser mais intensa, a equipa perde. Assim como o Roy e o Jamie, a Gemma tem o seu próprio cântico: ”Who has the ball? Gemma Jay!”
No final do jogo, a Keeley fala com a equipa sobre as circunstâncias do jogo e pede desculpas pelo estádio estar tão vazio. A Boots e a Lizzie (que vemos com a braçadeira de capitã) dizem à Keeley que não deveria ouvir as vozes na cabeça dela e que fez um bom trabalho. Este público é o maior que já tiveram e, apesar de não ser um estádio cheio, é algo bom de qualquer das formas.

O Ted finalmente confronta a Alice sobre o comportamento dela perante a equipa, que a treinadora defende ao dizer que nem sempre existe “mais uma” oportunidade, como vimos no caso da mesma. A atitude dela vem do medo que a equipa falhe, e que não faça diferença. Isto é algo bastante semelhante ao que vemos com a Keeley, mas, enquanto a Keeley direciona esta culpa e pressão para si mesma, a Alice direciona a mesma para a equipa.
Isto leva ao treinador a tomar uma decisão difícil e temos uma menção do Nate; o Ted compara ambos, mas aprendeu com os seus erros e decide suspender a Alice por um jogo—o último jogo antes das férias de Natal, o que ele acha que dará uma chance para a Alice repensar o que está a acontecer com ela.

Assistimos a Bridesmaids, enquanto a Rebecca e a Keeley refletem sobre os seus comportamentos durante o jogo, e a Keeley desmorona. Ela conta à Rebecca sobre o Roy estar a namorar, e como isto a deixou um desastre. A Rebecca conta à Keeley sobre o que aconteceu com o Matthijs, e assume a culpa sobre a situação, apesar de essencialmente ser vítima de gaslighting.
Assim como o filme que as mulheres vem, o episódio fecha com Hold On de Wilson Phillips, uma excelente lição para a Keeley, e para a nossa equipa.