Tennis chegou ao Game Boy em 1989, mas na Europa apenas em 1990. Criado e distribuído pela Nintendo, este jogo foi lançado originalmente para a NES em 1984.
Ui, vamos agora a um jogo extremamente enervante. Este título experimentei-o e passei-o quando estava na primária, e fazia parte da coletânea de cartucho único que a Ana me emprestou com o seu GameBoy. Mais tarde com outras possibilidades, conhecimentos e interesses consegui apoderar-me de uma cópia deste menino, in solo para me divertir em casa. Chegou a hora de o voltar a passar e analisar para conversar um bocadinho convosco.
Antes de mais uma curiosidade. Naquela altura o Mário bigode farfalhudo estava na berra como mascote da Nintendo, e tudo em que ele tocava era ouro. Estes meninos para o tornarem mais oficial a posição do senhor canalizador puseram-no em vários jogos como personagem ativa, e neste está no banquinho com o apito na boca!
Tennis é um jogo normal de ténis, de dois sets, podendo ir ao terceiro em caso de empate. Pontos de 15, 30 e 40 como num jogo normal, com pontos e faltas de novo como num jogo normal, dependendo tudo da perícia dos nossos dedinhos.
O jogo passasse numa visão de estádio, e como não percebo muito do tipo de jogadas de ténis julgo que vos posso dizer que contam as bolas rápidas, altas e lentas, por forma a deixar o adversário fora das jogadas. Se a bola bater fora do campo é ponto para o adversário.
Graficamente o jogo está extremamente bem desenhado. Prestando atenção ao que se passa fora do jogo, vemos o público, com as cabecinhas e os seus escalpes, o que é muito giro. Os movimentos dos meninos em campo são muito suaves, como a movimentação da cabeça do bigodaças em cada lance. Nos pontos e nas faltas, a moldura com a fotografia do Zé bigodes é muito bem feita, apesar de irritante muitas vezes por considerar que a bola bateu dentro ou fora. Falando em bolas, o movimento dela e a altitude como vai dá uma profundidade incrível à perceção que temos do campo. Em última análise, conseguiram fazer de um jogo destes algo de muito especial num jogo de desporto!
A jogabilidade é perfeita. A velocidade em que o nosso jogador se movimenta não é a suficiente para chegarmos a todas as bolas, como é evidente. Temos então de treinar imenso todos os tipos de bolas e em especial, a movimentação e a colocação do nosso personagem dentro do campo para termos sucesso. Mais de metade do jogo é estratégia, os outros trinta por cento é técnica!
A dificuldade crescente é muito bem pensada, apesar que o último nível leva-nos à loucura. Eu irritei-me imenso pelas dificuldades que tive e pelas decisões do Zé bigodes, acreditem que eram mesmo polémicas, tudo muito à pele! Eu não sei como é que eu em puto consegui passar isto várias vezes em tal dificuldade! Eu neste momento mal conseguia ver a bola, tal era a velocidade com que ela ia. Por isso fiz batota e um upgrade ao jogo, coloquei-o a rodar no GameBoy Advance SP, mas nem por isso se tornou mais fácil.
No fim, após tanto berrar, desesperar, dar pontapés e murros no sofá e rebolar-me pelo chão a chorar de raiva e desespero, consegui dar cabo deste menino. O sentimento de recompensa e de concretização é estonteante. Como os jogos que faziam nesta altura, a aposta na jogabilidade recompensava e tornava estes títulos lendários e intemporais!
Por fim, mereço bem o título de “The Greatest Tennis Player!”.
Um abraço a todos!