Lançado originalmente em 2011, The Lord of the Rings: War in the North regressa agora numa Legacy Edition. O grande atrativo deste novo lançamento é a portabilidade e o salto técnico para a nova geração. Sem pretensões de reinventar a roda, esta remasterização aposta na nostalgia crua do combate cooperativo e na exploração do norte da Terra Média.

Desempenho e Aspeto Visual
A estabilidade que o jogo apresenta na Nintendo Switch 2, é realmente muito bem conseguida, não esquecendo que é um remaster e não um remake. Corre praticamente sempre a 60 fps (portátil ou docked) com uma resolução bem nítida e texturas retrabalhadas com algum cuidado, a experiência visual é limpa e sem os soluços de desempenho como era no seu original. A iluminação recebeu melhorias visíveis, embora os modelos de personagens e certas animações ainda denunciem a sua idade, o cuidado que o estúdio teve em manter o núcleo que gerou uma boa dose de nostalgia.

A Experiência Singleplayer
Jogar a campanha a solo continua a ser uma experiência mista:
- Troca Direta de Personagens: A nova funcionalidade de hot-swapping, que nos permite alternar entre Eradan (o Ranger), Farin (o Anão) e Andriel (a Elfa) sem ter de reiniciar capítulos, ajuda a tornar a gestão de inventário, habilidades e árvores de talentos muito mais fluida.
- Inteligência Artificial: É o elo mais fraco. Embora os companheiros controlados pela IA usem habilidades de cura e ressuscitem o jogador de forma aceitável em dificuldades padrão, em confrontos mais caóticos tendem a tomar decisões erráticas e a ficar presos em ciclos de dano. Facilmente parece que estamos a tentar avançar sozinhos enquanto os nossos companheiros ficam presos em combates repetitivos.

Jogabilidade e Estrutura
O estilo central de hack and slash com elementos de RPG mantém-se viciante em sessões curtas de jogo. Formato que encaixa perfeitamente em consolas portáteis. Infelizmente, o estilo linear dos níveis, a repetição excessiva de padrões de inimigos e a ausência de novidades estruturais mostram que a fórmula envelheceu e que provavelmente merecíamos mais que um remaster.

Banda sonora e vozes
Algo que alimenta muito bem os nossos ouvidos é a banda sonora. Esta originalmente compsota por Inon Zur (conhecido pelo seu trabalho em Dragon Age: Origins, Fallout 3 / 4 e Starfield). É das partes consideradas mais forte e imersivas do jogo ajudando a captar perfeitamente a atmosfera de desolação da terra média.
Além da banda sonora, é interessante também os voice actors, sabendo que os personagens que tanto amamos como Gandalf, Legolas, Gimli ou Aragorn entre outros, fazem aparições no jogo, mas não são dobrados pelos atores originais, algo que só aconteceu em outros títulos desenvolvidos pela EA. Mesmo assim, é-nos entregue um cast de luxo, para os personagens principais com as quais jogamos temos:
- Eradan: Dobrado por Nolan North (famoso como Nathan Drake na saga Uncharted).
- Wndriel: Interpretada por Laura Bailey (Abby em The Last of Us Part II, Jaina Proudmoore em World of Warcraft).
- Farin: Dobrado pelo falecido John Cygan (Solidus Snake em Metal Gear Solid 2, Canderous Ordo em KOTOR).

Veredicto final
The Lord of the Rings: War in the North – Legacy Edition na Switch 2 cumpre o que promete: uma viagem nostálgica competente, graficamente polida e perfeita para o formato portátil, mesmo que as suas maiores dificuldades estejam relacionadas com a IA e design, ambas continuem a lembrar-nos de que é um título com mais de uma década.