O que farias se tivesses de descobrir um assassino misterioso, enquanto estás preso num loop e onde está alguém a tentar travar-te a todos os custos? Este é o dilema de Aiden Bishop, a nossa personagem principal.
Resumo
Tudo começa na celebração para anunciar o noivado de Evelyn Hardcastle em Blackheath, casa de campo da família, mas que ao final do dia acontece uma reviravolta, Evelyn é morta! Mas, como se pode perceber pelo título, Evelyn não morre apenas uma vez, mas sim até que Aiden consiga resolver o crime e descobrir quem matou Evelyn. No entanto, Aiden não tem a vida facilitada, pois ao invés de viver num clássico loop temporal, a cada novo dia Aiden acorda num corpo diferente de outro convidado da festa. E para piorar a situação de Aiden, ainda anda alguém a tentar evitar que o ciclo quebre, querendo que Aiden fique preso para sempre.
Estilo de escrita
Para alguém que não lê muito (1 a 2 livros por ano, no máximo), este livro conseguiu prender-me às páginas sem conseguir largar. Stuart adota um estilo narrativo muito singular, que se revela particularmente eficaz para o tipo de estória que propõe. Na minha opinião, este estilo demostrou ser perfeito para um livro cheio de mistério, drama e reviravoltas imprevisíveis. Estão também muito bem divididos os capítulos, não são muito longos, fazendo com que os leitores não tenham a obrigação de ler 50 páginas apenas para poder acabar o capítulo, mas também não são curtos de mais, o que faz com que o leitor fique preso o tempo suficiente para aproveitar a estória, mas não demasiado que fique aborrecido. É uma escrita simples que muita gente entenderá, contrastando com a estória complexa e enigmática, mas é um contraste apreciado, pois ajuda a focar na estória.
Reviravoltas atrás de reviravoltas
The Seven Deaths of Evelyn faz uma coisa que eu adoro, especialmente em mistérios, está cheio de reviravoltas, desde o início do livro até às últimas páginas. Apesar de parecer pelas descrições que fiz até agora, este não é um simples e clássico “whodunit” onde tudo gira à volta da descoberta do crime. Este livro faz-nos pensar em como tudo se liga às personagens, a Blackheath, as relações pessoais dos convidados, as suas personalidades, os seus passados e todo o ambiente envolvente. Isto é conseguido através da narrativa de Aiden acordar todos os dias num corpo diferente. Como isso afeta a estória e o crime? Isso fica para descobrirem enquanto leem, pois, de certeza, que ficarão tão surpreendidos quanto eu.
Conclusão
Para quem é fã de “whodunits”, tipo Sherlock Holmes, Agatha Christie, ou mesmo de filmes sobre detetives, este é um excelente livro para pegar e ler sem parar. O livro oferece suspense e mistério até à conclusão da estória, sem nunca dar a mínima pista do que poderá acontecer a seguir. Apenas não confundam este livro com o romance “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” pois apesar de similaridades no título, não têm um pingo de parecenças (talvez só o facto de ter plot twist final).