The Sims é um jogo criado pela Maxis e distribuído pela EA Games, chegando pela primeira vez ao PC no ano de 2000. Recebeu ainda uma versão para Macintosh e ainda para as consolas PS2, Xbox e Gamecube em 2003.
Falar deste título é falar de ganância e ilusão. A primeira vez que eu vi isto a ser jogado foi em Coimbra, na casa de um amigo de um primo meu, num computador todo “xpto”! Eu era criança e quando vi o rapaz, mais velho, a construir uma casa de raiz, e pior, mobilá-la, fiquei parvo da moleirinha.
Mais tarde com a minha PlayStation 2, já com alguns jogos e fartinho deles, um punhado já passados umas três vezes, lá o vi, o The Sims! Este jogo significava o Big Brother Ultimate, com pedreiro e design de interiores! Tudo o que um miúdo queria ter!
O que é mais porreiro, é como é que eu convenci a responsável legal a comprar-me isto! Eu fui com falinhas mansas, naquela prateleira da Worten, e dizia que era um jogo educativo, no qual simulava disposições de uma casa, sem violência, extorsão, bulha, ou qualquer tipo de atividade ilícita! Lá me safei e trouxe-o para casa!
Então vamos lá falar do que isto se trata. O The Sims é um jogo de simulação, que tem uma música ambiente típica das lojas de decoração e com dois modos, o modo história e o modo livre. O objetivo deste jogo é tornar a nossa personagem o mais bem sucedida possível, trabalhando as suas capacidades, respondendo às suas necessidades, ganhar o dinheirinho (simoleones), e está feito!
No modo história, nós somos um tipo (no meu caso), que estamos na casa da mãe, que mais parece nossa filha. Ela faz-nos a vida negra enquanto tentamos arranjar emprego para sair de lá. Para isso vamos aprendendo a fazer umas coisitas, como mecânica, eletricidade, cozinha, e canalização com a experiência! Exatamente como fazemos na vida real, após aprendermos umas cenas e arranjarmos emprego, fazemo-nos à vida.
Aqui pior, arrendamos uma casa a um filho de um ricalhaço que nos pede para arranjar e limpar tudo e mais alguma porcaria. Para além do trabalho e na medida que queremos subir de vida, ainda aparece a chata da velha para nós lhe fazermos o comerzinho. O que vale é que ela dá jeito para falar e não deixarmos a parte social ir abaixo.
Em tudo o que disse, o sucesso do jogo passa realmente pelo controlo do frágil equilíbrio que são as componentes de fome, higiene, energia, social, conforto, divertimento e o espaço onde estamos.
Desculpem a redundância mas, como tudo na vida, ver uns filmes, jogar uns videojogos, ler livros, comer bem, falar com pessoas divertidas num sofá em pele, e quando a natureza chama, fazer xixi e cocó, são exemplos para o bom sucesso!
No modo livre, podemos escolher os Sims que fizemos, fazer a nossa casa de sonho, e com a nota batida, vamos para lá e fazemos o nosso caminho.
É importante falar na casa, é muito fixe. Existe uma imensa variedade de tipos de papel de parede, candeeiros, piscina, mosaico, epa… Pensem como se fossem ao AKI ou ao Leroy Merlin: querem uma banheira? Olhem para os modelos e escolham!
O senão é não ter um segundo piso, as casas são todas resto chão. Um jogo de 2000 conseguiu adivinhar a moda da segunda década do século XXI, muito à frente!
Graficamente, para a altura, está excelente. O facto de os Sims de vez em quando quererem fazer isto e aquilo e as suas ações terem consequência também é muito fixe.
Quando o jogava ativamente, nunca joguei o “modo história” até ao fim. Achei muitas vezes secante estar a controlar a personagem e focava-me mais em fazer as casas, ir à Bíblia dos Jogos, sacar os códigos para ter tudo e pimba. Isto porque o modo história permitia ter mais coisas para fazermos a nossa casinha de sonhos.
Pela natureza do jogo, não fui grande fã somente porque não é o meu estilo. No entanto o jogo ganhou vários prémios, e não sei onde li mas, seduziu o público feminino na altura! Não é qualquer um! Depois deste título nunca mais comprei nenhum da série, mas este leva a taça para casa pela revolução que fez e pela diferença que marcou!
Um abraço a todos!