Underwater Cities – New Discoveries

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Melhoramentos, cartas e tabuleiros robustos!

Hoje trazemos mais uma novidade aqui no site, a primeira expansão do Underwater Cities. Esta expansão traz algumas novidades muito esperadas e outras que, mesmo sem estarmos à espera, foram introduzidas. Underwater Cities já é, por si, um excelente jogo, quanto mais quando introduzimos esta pequena maravilha. Sem mais demoras, vamos então ver o que traz estas nova expansão.

Novos tabuleiros (e reformulação dos antigos)

A primeira grande (e na minha opinião, uma das melhores) novidade é a introdução de novos tabuleiros. Estes possibilitam a introdução a novas estratégias especificas a cada jogador e apresentam cavidades para colocarmos as nossas construções. Desta forma, colmatamos uma grande falha nos tabuleiros originais. Qualquer movimento súbito poderia pôr o fim a qualquer jogo. Fosse um espirro, fosse um abanar a mesa, qualquer coisa que fizesse abanar os tabuleiros, estávamos tramados. Bem, esse problema é prontamente resolvido com esta expansão. Para mim, é quase tão importante como a introdução de novas mecânicas. No total, somos introduzidos a 8 novos tabuleiros (4 completamente novos e 4 que reformulam os antigos).

Tiles para iniciar a partida

No jogo base de Underwater Cities, o jogo começava sempre da mesma forma para todos os jogadores: tabuleiro individual, alguns recursos e algum capital. Por um lado, este início homogéneo não é mau porque dá oportunidade aos jogadores de mostrar que a estratégia do jogo é o fator decisivo para ganhar. Com a introdução desta nova expansão, os jogadores têm a possibilidade de começar o jogo com recursos e capitais distintos. Além disso, todos os tiles são diferentes, pelo que todos os jogadores têm a possibilidade de prosperar em estratégias diferentes. Claro, não significa que o façam, mas têm essa possibilidade.

Cartas de ação individuais

Como referi no ponto anterior, todos os jogadores começavam com uma carta de ação idêntica entre todos. Com esta expansão, isso deixou de existir. Há quem diga que esta novidade é a melhor coisa que podia ter acontecido ao jogo. Eu diria que um jogo estável na mesa é bem melhor, pois o jogo já é bastante bom só por si. De qualquer forma, estas cartas agora têm poderes distintos entre elas, como se fossem verdadeiras cartas de ação e não simples monos que servem para substituir quando temos de adicionar a nossa quinta carta, tal como acontecia no jogo base. Cada jogador só pode ter até 4 cartas de ação no seu tabuleiro. Antigamente, a primeira carta a sair de cada tabuleiro era a carta que vinha desde o início do jogo, pois era claramente a carta mais fraca. Agora, essa decisão tem de ser muito mais ponderada. São 8 novas cartas para explorar!

O museu

O museu é uma peça adicional que apenas pode ser jogada com uns tabuleiros individuais específicos. Este foi criado para incentivar os jogadores a interagir mais entre eles. Passo a explicar. O museu é um tabuleiro que pode ser adicionado ao jogo normal, trazendo alguma novidade no modo de jogo. Como disse, este tabuleiro apenas pode ser jogado com uns tabuleiros individuais especialmente desenhados para interagir com este tabuleiro. No início de cada jogo, são dados a cada jogador, pequenos tokens com um desenho de dois pilares da respetiva cor (que cada jogador representa). Depois, a concretização deste tabuleiro é muito simples. Os tabuleiro desenhados para este modo de jogo têm certos objetivos com a gravação dos tokens que são dados a cada jogador. Se o jogador cumprir com essa construção, pode escolher uma recompensa do museu. O museu tem 4 níveis de recompensas, cada uma melhor que a anterior, e que pode ser reclamada apenas uma vez, por cada jogador, aumentando a interação entre os jogadores. Nada de revolucionário em termos de interação, mas aumenta significativamente o número de pontos de vitória com os quais acabamos o jogo, pois as recompensas são boas a esse nível.

Tal como os restantes elementos destas expansão, podemos jogar com eles ou não. Não é obrigatória a sua integração em cada jogo. No entanto, é certo que é uma mais-valia, principalmente para quem gosta de explorar outras variantes do jogo.

Metrópoles novas!

Estas metrópoles verdes são as novas cidades introduzidas com esta expansão e são muito poderosas. Colocar imediatamente uma cidade ou dois túneis pode fazer a diferença no jogo. Estas metrópoles podem ser jogadas com as antigas e podem também ser jogadas com um modo de jogo diferente, que é agora adicionado a este jogo chamado “corrida das metrópoles”.

Mais cartas em cada era (e claro, mais componentes de infraestruturas)

Por fim, foram adicionadas mais cartas às eras I, II e III, de forma a variar, ainda mais, o modo de jogo. Os componentes de infraestruturas é um bónus. Para um jogo de dois jogadores, não acho que fosse necessário, mas para quem joga com aqueles grupos maiores, dá sempre jeito.

Veredito

Vou começar pela principal ideia a retirar desta nova expansão. A expansão não é necessária. De todo. New Discoveries é um conjunto de melhoramentos do jogo – e de mais umas coisitas – que, na verdade, não precisam de existir para que o jogo base nos faça sentir bem. No entanto, as melhorias introduzidas nesta expansão são muito bem-vindas, principalmente aqueles tabuleiros novos.

Esta expansão fez me sentir como se o jogo estivesse, agora, completo. As coisas que não estavam tão bem preparadas no jogo base foram corrigidas e agora temos a versão final. Mais uma vez, não estamos a falar de nada que vá quebrar completamente o jogo base, mas sim de pequenas mudanças que fazem a diferença, principalmente, na forma como o jogo desenrola.

Underwater Cities - New Discoveries

Underwater Cities - New Discoveries
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Artistas:
Jogadores: 1-4 Duração: 100-180 min min
Distribuidora:
9
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Joel Henriques
A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!

Colaboraram neste artigo

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