Wilderings é verde, mas está bem maduro!

Vindo diretamente do Herobeat Studios (vencedores de um BAFTA por Endling), Wilderings: The Lost Spring promete ser a fusão visual perfeita entre Prince of Persia, Breath of the Wild e a magia da Pixar.

Há um certo calorzinho que se forma no peito quando olhamos para algo novo e imaginamos o que pode vir dali. Há certas imagens que nos fazem logo querer saltar para um qualquer mundo novo e descobrir tudo o que ali foi criado. E acho que essa sensação de conforto e entusiasmo só existe quando os próprios criadores fazem isso transparecer para lá do jogo em si. 

Foi por isso mesmo que Wilderings: The Lost Spring me chamou a atenção, porque não foi preciso saber ao que ia, porque uma imagem valeu mais que mil palavras! 

Claro que é preciso bem mais que uma imagem para realmente perceber o potencial de Wilderings, porque este não é apenas um jogo bonito de plataformas. Isso pensava eu, e já teria ficado consideravelmente satisfeito por essa (boa) experiência. E digo isto porquê? 

Ora bem, o visual não é tudo, e bons gráficos muitos conseguem ter, mas nem todos conseguem ter uma identidade visual harmoniosa e que funcione, sabendo bem onde se inspirar e onde se distanciar. Podemos até dizer que isto é a fusão perfeita entre um Prince of Persia, aquele outro em que tínhamos uma companheira que trazia vida de volta a terras áridas, um Breath of the Wild e uma qualquer plasticidade da Pixar.

Acredito que estas sejam apenas as primeiras impressões, que mesmo assim já fizeram o suficiente para marcarem uma posição e fazerem-me esquecer dessas mesmas semelhanças. Mas para um primeiro contacto, souberam acertar em cheio. 

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A simplicidade do gameplay também tem o seu encanto, porque facilita a entrada neste mundo. A Abi, a nossa personagem, limita-se a dar umas cajadadas bem certeiras nos inimigos, seja com um golpe simples ou algo com mais potência, e para se defender pode erguer o seu cajado e contra-atacar de volta num instante ou apenas desviar-se do caminho. 

Já consegui espreitar o que lá vem mais à frente e vai ser possível expandir o nosso leque de movimentos, tal como vamos expandindo as possibilidades de exploração do mapa. 

Isto é também um elemento bem importante de Wilderings e quero ver até onde é que vão conseguir chegar com aquilo que nos vão oferecer. Inicialmente podemos apenas correr e saltar, mas eventualmente ganhamos um gancho, um planador e a possibilidade de correr nas paredes. 

Mas confesso que gostava que no jogo final, tanto o gancho como o correr nas paredes fossem mais liberais. Usar o gancho é tão satisfatório e divertido, mas estamos limitados a certos pontos pré-definidos pelo jogo. E o mesmo se pode dizer de correr nas paredes, que quando coordenado com o resto do movimento é bem divertido mas nem todas as paredes nos oferecem essa possibilidade. 

Não sei até que ponto isso será possível, ter mais liberdade, mas é normal querermos mais e melhor de algo que nos faz querer continuar a jogar. 

Mas aquilo em que o Herobeat Studios, vencedor de um BAFTA por Endling, apostou como ponto diferenciador para os demais, seja títulos de exploração, seja em roguelikes, foi na angariação de pequenas e adoráveis criaturas intituladas de Hântu. 

Ao juntarem-se ao nosso arsenal, conferem algumas habilidades especiais, que vamos podendo ativar assim que estejam prontas a usar para nos darem alguma vantagem no combate. Roubar vida aos inimigos, mete-los em fogo, congela-los, dar mais dano a escudos, ou mais dano a quem esteja debaixo de chuva, há várias possibilidades e acredito que ainda mais vão surgir na versão final. 

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Enquanto vamos dando vida a várias zonas do mapa, é-nos dada a possibilidade de escolha entre vários itens, sendo vários deles estes Hântu. 

Na nossa base aérea, que voltamos lá sempre que ficamos com a nossa vitalidade a zero e somos obrigados a recomeçar (também) do zero, vamos poder ver quantos é que já encontramos, quantos nos faltam e ainda temos a possibilidade de gastar os nossos pontos em melhorias fixas que são representadas na forma de plantas. 

O giro disto tudo, é que podemos escolher efetivamente onde as plantar, então quando já temos várias espalhadas pela nossa aeronave, fica tudo bem verdinho e colorido, e é interessante ter uma representação visual do nosso progresso, que pode ir sendo melhorado ou alterado conforme acharmos melhor. 

Quer-me parecer que ainda não fui além da superfície deste Wilderings, e fiquei totalmente confuso sobre qual a história que eles vão aqui contar, porque a sequência de abertura não é nada clara e muito menos nos situa no tempo da ação, acho que até seria preferível nem terem mostrado nada, pois a nossa grande missão é reencontrar a nossa família, isso era mais que suficiente para este momento. Mas acredito que devem ir puxar pelo sentimento e não sei se vou estar preparado!

Agora o que me chateia é ter de esperar por mais conteúdo, que ainda nem se sabe quando irá chegar! Logo eu que sou tão pouco ansioso e adoro ficar à espera que as coisas aconteçam…

Wilderings: The Lost Spring

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Nível de Hype:

Muito

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Marco Almeida
Viciado em tudo o que conte uma boa história, desde cinema a videojogos, séries a banda desenhada, e até um bom jogo de tabuleiro. Tudo é motivo para me atirar de cabeça a universos alternativos. E já agora, o Scorsese está errado; o MCU é o pináculo da sétima arte! Quem respira, concorda!

Colaboraram neste artigo

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