Wingspan

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Hoje trago-vos a análise de um jogo muito comumente conhecido, aclamado e flente em línguas de pássaros: Wingspan. Este jogo foi, durante algum tempo, o top 1 de jogos de tabuleiros familiares no site Board Game Geek e por boas razões. Simplicidade é a definição base deste jogo de cartas, levando os jogadores a gerir recursos, cartas e, sobretudo, ovos. Vamos falar, um bocadinho, sobre o modo de jogo.

Em Wingspan, os jogadores irão percorrer uma série de turnos e rondas, com o objetivo de contruir a melhor motor de produção. Cada jogador tem, em seu poder, um tabuleiro individual, onde poderão construir o seu aviário, tendo, essencialmente, três locais onde por os seus pássaros: florestas, deserto e lago (isto são traduções feitas por mim, pelo que fiquem apenas com a referência dos três locais, por favor!). Cada um dos locais é responsável por ajudar o jogador a atingir um determinado motor de produção. Quanto mais aves foram colocadas em cada uma das áreas, melhor é a produção de um bónus de produção. Por exemplo, ao colocar aves na floresta, o jogador quando ativar essa linha de comandos, irá ter acesso a mais recursos para retirar da torre de dados (que, diga-se, vem incluída no jogo base!).

Esta, é uma das opções de jogada em cada ronda de jogo: ou jogar uma carta (que acabámos de ver), ou produzir umas das três linhas de comandos, sendo elas: ir buscar recursos, produzir ovos ou ir buscar cartas. No entanto, como cada carta jogada tem um efeito, pode acontecer termos acesso a produções apenas ao jogar uma carta. Esses poderes irão variar consoante a carta jogada. Em regra, ou se joga a carta ou se produz. Esta dualidade será o ponto chave de estratégia de cada jogador aliado, claro está, às cartas que cada um tem na sua mão.

Se estiverem atentos à leitura do artigo, já perceberam que a palavra “cartas” tem aparecido algumas vezes. No fundo, as aves (cartas) são o elemento essencial do jogo: são elas que contêm os poderes para melhor o jogo do próprio jogador (e, até, dos outros) e transformam o motor de cada jogador numa máquina melhor lubrificada para, assim, melhor produzir recursos, cartas ou ovos. Além disso, o jogo vem com imensas cartas, todas elas descrevendo aves distintas. Os poderes são, também eles, todos diferentes. Ou, pelo menos, diferentes o suficiente para não decorar o poder de cada uma das cartas. O jogo base tem 170 cartas. É incrível a criatividade das mentes por detrás deste jogo.

No fundo, o jogo base é isto. Wingspan termina ao final de quatro turnos e cada jogador vai perdendo acesso a uma ronda por turno. Ou seja, ficamos com um melhor motor de produção, mas reduzimos as vezes que jogamos. Para balançar o jogo.

As fotografias que irão ver ao longo do artigo, não são do jogo base de Wingspan. Felizmente, tenho todo o conteúdo que saiu para o jogo em questão até ao momento, conteúdo esse apenas relacionado com módulos e expansões e não com a melhoria dos componentes. Mais tarde, explicarei o porquê desta decisão.

Já as expansões devem, na minha opinião, ser consideradas no momento da compra. Por ordem, de melhor para pior, até ao momento, colocaria: Asia, Oceânia e Europa. Asia oferece uma experiência mais intensa para dois jogadores (além de poder ser comprado como jogo base) e oferece, também, imensas opções para jogos com grupos maiores. Oceânia oferece a introdução de um novo recurso e de tabuleiros de jogador diferentes (alguns jogadores natos de Wingspan defendem que a introdução de tais mecânicas favorece os jogadores mais fracos estrategicamente). Por fim, Europa oferece, muito resumidamente, cartas, razão pela qual é, muitas vezes, vendido ao mesmo tempo que o jogo base. Naturalmente existem outras mecânicas introduzidas em cada uma das expansões, mas estas, diria eu, são as principais.

Se tiverem possibilidade, experimentem todas e elevem a vossa experiência com o jogo o melhor possível. Irão ver que vale a pena.

Veredito

Wingspan foi e continua a ser um jogo revolucionário na industria dos jogos de tabuleiro. Se o Monopólio introduziu, em tantos de nós, o que são os jogos de tabuleiro (além dos clássicos), Wingspan veio consolidar não apenas as possibilidades, mas provar, para muitos, que jogos de tabuleiro podem ser muito mais do que a “ganância da vitória”. Este jogo é divertido, bonito e, sobretudo, familiar. É bom para os novatos que nunca jogaram e para os mais experientes que querem aprimorar os seus combos ou modos de jogo, especialmente com as expansões.

Depois de mais de um milhão de cópias vendidas, se ainda não tiveram oportunidade de jogar, façam um favor a vocês próprios e experimentem. Bons jogos!

Wingspan

Análise
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Joel Henriques
A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!

Colaboraram neste artigo

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