Castle Rock T2 E1

Dia 8 de Abril, o TVCine vai estrear a segunda temporada de Castle Rock e foi-nos dada a oportunidade de ver o primeiro episódio com um pouco de antecedência.

Antes de entrar no episódio em si, quero afastar uma dúvida pertinente. Esta segunda temporada leva-nos à mesma cidade de Castle Rock que vimos na primeira, mas conta uma nova história com novas personagens, um pouco como as séries Fargo ou True Detective. Por isso, com base apenas neste primeiro episódio, sinto que posso dizer que podem ver a segunda temporada de forma independente. No entanto, Stephen King é conhecido por manter pequenas ligações entre as suas criações, pelo que provavelmente deveriam ver a série pela ordem em que foi criada. Fica a vosso critério.

Para quem não conhece Castle Rock, é uma série inspirada nas obras de Stephen King, criada por Dustin Thomason e Sam Shaw e cujos créditos de produção incluem King e J.J. Abrams. O género é claramente drama e horror, mas com um elemento sobrenatural que, misturado principalmente com condições psicológicas adversas, nos deixa na dúvida sobre o que realmente foge às leis da natureza tal como as conhecemos. Nesse aspecto, a segunda temporada segue o mesmo estilo.

O que este episódio nos traz é a introdução das histórias de várias novas personagens, principalmente Annie (Lizzy Caplan) e Joy Wilkes (Elsie Fisher), que andam de cidade em cidade até passarem na azarenta Castle Rock e uma tragédia as forçar a ficar. Annie Wilkes (que talvez reconheçam do filme Misery – O Capítulo Final) é uma enfermeira e doente mental que, entre fugir ao passado e procurar um futuro cujos planos não incluíam Castle Rock, ao mesmo tempo que cuida de uma Joy que anseia por liberdade, não tem a vida facilitada.

Enquanto isso, John “Ace” Merrill (Paul Sparks), sobrinho do mayor (Tim Robbins) mantém uma rivalidade pouco saudável com Abdi Howlwadaag (Barkhad Abdi), filho adoptivo do mayor e empreiteiro do novo centro comercial da cidade. Por outro lado, a Dra. Nadia Howlwadaag (Yusra Warsama), irmã de Abdi, é médica no hospital onde Annie consegue um emprego enquanto não consegue abandonar a cidade. E assim fechámos o ciclo.

Apesar de não ser tão versado nas obras de Stephen King como outros fãs, uma curta pesquisa deixou-me a saber que muitas das personagens que vi neste episódio são antagonistas noutros filmes, séries ou livros dele (interpretados por novos actores), o que achei bastante interessante.

Como início de temporada, achei que estava bastante bem feito. As personagens são bem introduzidas, o mistério é criado e mantido, o ritmo é perfeito para o género, a sensação de tensão característica da primeira temporada é mantida, o véu sobre o lado sobrenatural é levantado apenas o suficiente para querermos ver mais e, claro, o final deixa-nos pendurados curiosos.

O principal ponto negativo para mim seria apenas o som, mas apenas no primeiro quarto de hora do episódio. Enfim, nada mais que o típico desequilíbrio dos filmes de terror em que as personagens sussurram tão baixo que não se percebe nada, mas o bater de asas de um mosquito é capaz de nos furar os tímpanos.

Concluindo, a série vale a pena? Como sempre, depende de vocês. Gostam das boas obras do Stephen King? Esta não estará no topo, mas também não deve estar muito longe. Se esta segunda temporada for algo como a primeira, terá certamente uns episódios bastante interessantes e este é o primeiro degrau. Não é espectacular e extraordinário como o primeiro episódio de uma série promissora ou um final de temporada, mas também não era nenhum desses dois para começar. É o início de uma segunda temporada, numa série que por natureza é calma e tensa. Nesse aspecto, o episódio cumpre e cria uma boa fundação para uma boa temporada.

Capa
7
Castle Rock
Castle Rock
Premiere 25 de julho de 2018
Temporada 2 Episódio 1
Distribuição por
  • Para quem gostou da primeira temporada, a segunda segue o mesmo estilo.
  • Sólido. Um bom início de temporada.
  • Falta ligação à primeira temporada, que terminou de forma um pouco ambígua, mas é apenas o primeiro episódio.
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Escrito por: Pedro Cruz

"Spawned" em Aveiro no fim do início da década de 90, apreciador de amostras de imaginação e criatividade, artesão de coisas, mestre da fina e ancestral arte da procrastinação e... por hoje já chega. Acabo isto amanhã...