Stranger Things T3

Após duas temporadas de Stranger Things com bastante sucesso, o gangue voltou e trouxe novos amigos (e novos inimigos), mas para quem não conhece vou apresentar brevemente.
Stranger Things é uma série original criada por Matt e Ross Duffer (também conhecidos como “Os Irmãos Duffer”) para a Netflix em 2016.
A história passa-se nos anos 80 e explora profundamente esse tema, usando música, ambiente e referências para criar uma sensação muito forte de nostalgia ao mesmo tempo que introduz elementos sobrenaturais.
A primeira temporada começa com o desaparecimento de Will Byers, um rapaz de 12 anos. Rapidamente a sua mãe (Winona Ryder), o chefe de polícia da pacata cidade (David Harbour) e os seus amigos iniciam a procura. Na sua aventura, Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin (Gaten Matarazzo) encontram uma rapariga perdida e misteriosa chamada Eleven (Millie Bobby Brown), bem como uma conspiração de uma agência do governo para encobrir uma verdade sombria.
Se realmente não estão familiarizados com a série, imaginem Uma Aventura com esteróides ou, talvez melhor ainda, o filme It, que também tem um grupo de jovens (que até partilha Wolfhard como membro do elenco) num ambiente muito parecido e também a procurar resolver um mistério sobrenatural.
Logo desde esta primeira temporada, a série foi bem recebida tanto pelas críticas como pela audiência em geral e estabeleceu-se na cultura pop.
Os acontecimentos da segunda temporada seguem os da primeira, apenas um ano mais tarde, e trazem o mistério de volta à cidade, desta vez na altura do Halloween. De novo, a nostalgia está ao rubro e, como seria de esperar, é uma questão de tempo até o grupo ter que enfrentar o perigo novamente.
Chegamos, finalmente, à terceira. Passou mais um ano e houve grandes mudanças. Há um novo centro comercial na cidade que cria algum drama entre as pequenas lojas, mas que também cria um novo local para explorar a nostalgia de 1985. Mais importante que isso, os miúdos estão a crescer, as hormonas estão aos saltos e a ameaça de seguirem rumos diferentes nas suas vidas começa a pairar no horizonte.
Esta terceira temporada pareceu dedicar-se mais às personagens e menos ao ambiente nostálgico que as anteriores. Graças a isso, perdeu um pouco da atmosfera, mas ganhou na ligação emocional com a audiência, especialmente no que toca às novas personagens.
Nesse departamento, posso dizer que gostei da maneira como introduziram uma personagem LGBT. Pessoalmente, acho importante fazer com que as pessoas se sintam representadas e incluídas sem o fazer de forma forçada, que acaba por ser contra-produtiva e gerar desconforto em parte da audiência.
Desta vez há um novo grupo à mistura: os russos. Ora, isso ao mesmo tempo parece cliché e preguiçoso, mas também é nostálgico de uma maneira “James Bondesca”. Enfim, acrescenta à comédia mais que ao drama e em ponto nenhum consegui levar “os russos” a sério, portanto diria que perdeu um pouco a seriedade em algumas partes.
No entanto, todas as personagens tiveram o seu momento e todos os actores tiveram boas prestações. Há até um momento musical, também mais cómico que outra coisa.
Esta terceira temporada apoia-se um pouco nas anteriores, isto é, um novo espectador não irá apreciar tanto sem ver desde o início. No entanto, como sequela, traz a mesma qualidade de sempre, tendo apenas ganho um pouco mais de humor e não sendo tão sombria como a primeira.
Concluindo, para os fãs de mistério sobrenatural e até mesmo de ficção científica, esta série é mandatória, principalmente para quem viveu os anos 80-90. É difícil comer só um episódio, mas como cada temporada tem apenas 8 a 9 episódios de 40 a 60 minutos, não é num instante que chegamos ao fim do pacote.
Capa
Premiere 15 de julho de 2016
Temporada 3
Distribuição por
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Escrito por: Pedro Cruz

"Spawned" em Aveiro no fim do início da década de 90, apreciador de amostras de imaginação e criatividade, artesão de coisas, mestre da fina e ancestral arte da procrastinação e... por hoje já chega. Acabo isto amanhã...