Assassin’s Creed II

PC/MAC

O tempo que eu estive há espera deste jogo! Tantas horas passadas a jogar o primeiro título que quando, finalmente, ele saiu foi um habemus papa!

Nem sei por onde é que eu poderei começar a escrever. Toda a trama começa pela maior consciência de Desmond das suas capacidades inatas, tanto físicas como de assassino. É no meio desta surpresa que consegue fugir da Abstergo, empresa farmacêutica templária antagónica à ordem que defende, para tentar encontrar um novo rumo e ajuda aos Assassinos na procura das relíquias daqueles que “vieram antes de nós”. Novos colegas encontram-se nesta demanda, ficamos a saber que os templários têm ganho a maior fatia de terreno nesta guerra. Com uma nova equipa, Desmond lança-se na aventura de reencontrar mais um antepassado, não tão sério e altamente carismático, Ezio Auditore de Firenze.

Ezio gosta de mulheres, um Don Ruan que entra pelas janelas das meninas e mostra-lhes as chaves de São Pedro, nunca sem violentas consequências pelos seus parentes. De jovem valente, intrépido e muitas vezes irresponsável, a sua vida dá uma reviravolta muito grande por uma tragédia pessoal! Aliás, toda a época de Ezio é uma das mais importantes da Europa e do Mundo!

Vivemos o Renascimento, Portugal divide o mundo com Espanha no meio de uma das maiores guerras de serviços secretos de sempre. Entre armadas e crucifixos encontramos-nos com génios e personalidades da época como Nicolau Maquiavel (autor de o Príncipe e a Arte da Guerra), e Leonardo da Vinci, símbolo do antropocentrismo. Todas as nossas viagens passam por cidades simbólicas italianas, como Veneza, Florença e Toscana, elas bem retratadas com o estilo arquitectónico da altura.

A jogabilidade é muito melhor que a do seu predecessor, mas em tudo semelhante. Duas palavras: menos glitches e temos um jogo perfeito… mas não só! Precisamos de dinheiro? Tudo será uma questão de pouparmos e investirmos nos lojistas que encontramos pelas regiões. De repente seremos o Godfather de Itália! Já que dinheiro não é necessidade, vamos adquirir armamento para dar soco e mocada, e entretanto mudar as nossas cores de Assassino para verde e branco. Os nossos inimigos estão mais ágeis e fortes, bastante diferenciados.

Com estratégia e habilidade lá se ultrapassam, mas aquele esquema de bloquear e contra atacar fazendo logo um “Fatality” mantém. Sublinho que podermos desarmar o adversário e usar as armas deles são um grande avanço e uma boa tentativa para aprofundar a mecânica do jogo. A trama e a cinematografia, a personalidade que cada personagem revela, tudo está realizado de forma muito perfeita. Este título foi o melhor sucessor para um dos jogos que para mim foi um marco.

O final deste jogo é “um must”: duvidamos para quem são as mensagens, o que o jogo nos revela e para quem se dirigem. Quem é que eram os antigos e as maçãs de Adão são mesmo armas para usar contra a Humanidade? O que é que estes dois nos poderão revelar, Desmond Miles e Ezio Auditore?
Um abraço a todos!

Capa
Assassin's Creed II
Data de Lançamento 17 de Novembro de 2009
Editado por Distribuido por
Lançado em
  • História
  • Trama
  • Jogabilidade
  • Algumas missões secundárias
Armando Mateus
Escrito por: Armando Mateus

Tudo se resume a uma simples forma de estar, uma boa e velha sessão de jogos! Explicar todo um conjunto de experiências passadas com a família, os amigos e simples estranhos, nas situações mais casuais como as mais caricatas para constatar a mais óbvia conclusão: Tudo é mais que um Jogo!