Friday the 13th: The Game

PlayStation 4

Para quem já me conhece sabe que eu não sou fã de apanhar sustos. Não me interpretem mal, eu gosto imenso desta época do Halloween, mas nunca fui adepto de pagar para me assustar quando tenho isso à borla sempre que faço asneiras e a minha namorada está a ver.

No entanto, este Halloween decidi sair um pouco da minha zona de conforto e analisar um jogo que já sabia de antemão que me ia assustar. Vou ser honesto: Friday the 13th: The Game era um jogo que eu já tinha interesse em jogar e por isso limpá-lo do meu backlog é sempre um sentimento bom, mas só ainda não o tinha feito porque sou um bocado medricas. BUT NO MORE!

O conceito do jogo é muito semelhante à acção do próprio filme que o inspira. Neste caso, a gameplay divide-se em dois formatos: ora jogamos com o assassino, Jason, de modo a matar toda as pessoas, ora jogamos com os “conselheiros” e fugimos activamente de Jason até acabar o tempo ou até conseguirmos escapar.

Como já seria de prever, jogar com Jason não mete medo. És um assassino, tens imensas habilidades de “personagem de filme de terror” como deslocar-se bem sneaky e furtivo e aparecer do nada num local completamente distante de onde estavas. Quase parece batota jogar com Jason, mas o jogo faz um bom trabalho em equilibrar as habilidades do assassino com as habilidades dos conselheiros. Ainda assim, num confronto directo com Jason, a probabilidade de escapar com vida é bastante reduzida, por isso o jogo resume-se em Jason encontrar os conselheiros ou os conselheiros não serem encontrados por Jason. Dificilmente vês o assassino ao pé de ti e não é uma questão de segundos até morreres.

Agora, jogar como conselheiros… aí sim, está o verdadeiro desafio! Foi a jogar como vítima que apanhei uns valentes sustos. Quando Jason está ao pé de nós, tudo no jogo se torna difícil e complica a nossa tomada de decisões. A música aumenta, a visibilidade reduz e o jogo começa (propositadamente) a encravar. É muito interessante ver como o jogo conseguiu traduzir de uma maneira quase uniforme o sentimento de pânico, certamente fez-me suar um pouco e, definitivamente, gritar uma vez ou outra.

Além de um gameplay equilibrado e interessante, gostei muito de ver o quão personalizável são as personagens. Desde os diferentes tipos de kills que se pode executar como Jason, aos variados tipos de personalidades que cada conselheiro pode ter que os fazem correr mais rápido ou esconder-se melhor.

É um jogo definitivamente diferente do que estou habituado a jogar, mas vejo um grande potencial mal aproveitado. Se calhar é por não haver fãs suficientes deste estilo de jogo ou por se tornar repetitivo e pouco emotivo ao fim de algumas horas, mas do que vi em Friday the 13th: The Game pareceu-me que este jogo tem muito para oferecer.

Este artigo pertence ao especial
Capa
6.5
Friday the 13th: The Game
Satisfatório
Data de Lançamento 26 de Maio de 2017
  • Gameplay original e equilibrada
  • Personalização interessante
  • Emotivo
  • Mindless ao fim de algumas horas a jogar
  • Repetitivo
André Pinto
Escrito por: André Pinto

Engenheiro químico de dia, cinéfilo e gamer à noite, geek a tempo inteiro. Desde muito novo que a minha mãe me dizia "Não percas tempo a ver séries e a jogar esses joguinhos"... Well look at me now, mom! De todas as pancas que tenho, Harry Potter e Doctor Who são, possívelmente, as maiores de todas. Quem quiser combinar uma ida ao cinema, estou por Lisboa. Allons-y!