God of War

PlayStation 2

Chegámos a um dos títulos mais queridos por mim e se calhar um dos quais vou conversar com mais sobriedade. Só o joguei em adulto, depois de “velho”, com uma mania terrível que não iria ter mais nenhuma consola e que só me interessaria jogar e coleccionar PlayStation 2. O porquê era muito simples, preço das consolas e dos jogos. Comprei este titulo pelas boas críticas que já tinha, e porque um rambo de barbicha com dois facalhões na mão com monstros e deuses à mistura prometia ser uma doidice tremenda.

Kratos de seu nome é da mais fina flor por Esparta criada. Comprometido com uma vida de violência e de devoção aos deuses, tenta através das tarefas que realiza apagar memórias de um terrível feito seu ao serviço ao deus da guerra, Ares! A oportunidade para apagar os seus pesadelos proporcionou-se quando Ares viola uma ordem de Zeus, o supremo governante de todos os deuses e do Olimpo! Num ambiente que deveria ser de paz entre as cidades-estado gregas sem interferência de deuses, Ares decidiu atacar com todo o seu exército a sua cidade-estado rival, Atenas! Não podendo existir qualquer interferência de nenhum deus do Olimpo, Atenas pede a um mortal assombrado pelos feitos do seu passado enfrentar o deus da guerra e derrotá-lo!

O jogo passa-se em terceira pessoa, mas com várias características que em mim me impressionaram e até ao seu último título sempre lhes foram inerentes. O título e a sua acção é todo em câmara fixa, dando relevo aos inimigos e a todo o cenário envolvente. Como uma epopeia, são muitas vezes evidenciados os bosses finais, as cutscenes, e as lutas com os inimigos, existindo um perfeito equilíbrio com a grandiosidade do que nos rodeia. A isto adicionamos um jogo de hack and slash, que com mestria conseguimos fazer combos com os nossos facalhões, as Blades of Chaos, que voam e despedaçam com aerodinâmica invulgar todos os inimigos. Para além disso, Kratos recebe mais uma arma, uma espada dada por uma deusa da qual não me vou alongar para não dar nenhum spoiler!

Apesar da barbicha em bico e termos a alcunha de fantasma de Esparta (“The Ghost of Sparta”) não mandamos postas de pescada e achamos que poderemos fazer tudo sem ajuda. Ao longo da nossa jornada vamos encontrando baús com umas bolinhas que chamaremos orbs, de cor verde, azul ou vermelha, cada uma restaurando a nossa vida, capacidade mágica ou a raiva dos deuses, respectivamente. A nossa barra de magia servirá para utilizar habilidades mágicas que os deuses nos vão agraciando enquanto a raiva do deuses tornará Kratos um demónio de luta com facas extremamente cortantes, destruindo tudo à sua volta. Para além disto, irão ser encontrados itens que permitirão aumentar a vida e a raiva, penas de fénix e olhos de medusa. Com as sucessivas lutas vamos ganhando experiência para podermos evoluir as nossas navalhas, combos e as habilidades mágicas.

Os nossos inimigos são esquisitos: touros bípedes com cornos bem revirados de machado no casco, conhecidos como minotauros; monocelhas sem pestanas chamados ciclopes; harpies que têm a cara do Dolby; górgonas, uma versão reduzida da medusa, a reprodução exacta da minha mulher quando fica chateada; uma espécie de zombie mas com capacete e espada e muitos mais!

Todos eles são desfeitos facilmente, ou cortados ao meio, ou arrancam-se as asas ou decepam-se as cabeças. E o jogo ainda incentiva a mais com palavras como Bloody ou Thirsty, um anti-stress autêntico.

Por fim acho que nem a Ilíada ou a Epopeia ficaram desfalcados com uma das melhores reproduções de uma tragédia grega em videojogo. Apesar de não ter saído da cabeça de Homero, o título consegue reproduzir os humores humanos nos deuses e no nosso herói, com todas as suas consequências no final. Na ficção não se afasta um centímetro da realidade histórica onde os deuses dos antigos gregos tinham atitudes e lutas bem humanas. Por tudo este jogo teve das melhores pontuações de sempre, fez-me jogar todos os jogos da saga para consola de salão, até chegar ao ponto de comprar um dos títulos antes de comprar a consola para o jogar!

Um abraço a todos!

Capa
God of War
Data de Lançamento 8 de Julho de 2005
Lançado em
  • Kratos
  • Inovação
  • História
  • Ataques repetitivos
Armando Mateus
Escrito por: Armando Mateus

Tudo se resume a uma simples forma de estar, uma boa e velha sessão de jogos! Explicar todo um conjunto de experiências passadas com a família, os amigos e simples estranhos, nas situações mais casuais como as mais caricatas para constatar a mais óbvia conclusão: Tudo é mais que um Jogo!