Kingdom Rush

Nintendo Switch

Um clássico com falhas

A primeira versão deste jogo data de 28 de julho de 2011 e, como já vos tinha dito na análise do Kingdom Rush Frontiers, a minha paixão pelo jogo começou pouco tempo depois com a chegada da faculdade. Estes pequenos (grandes) jogos foram os meus assistentes em diversas cadeiras, ajudando-me constantemente a ultrapassar dificuldades como as 3 horas de introdução ao direito que tinha todas as semanas. Bem, nove anos depois, tenho o enorme prazer de voltar a reviver esses tempos, desta vez, na Nintendo Switch.

Ler também: Opinião Kingdom Rush Frontiers

Uma coisa é certa, o fator mobilidade não é uma prioridade. Uma vez que a plataforma inicial destes jogos foi o telemóvel, pouco posso dizer sobre esta evolução, pois o que mudou, verdadeiramente, foi o tamanho do ecrã em que jogamos. Para além disso, também os gráficos permaneceram inalterados. Não significa que isso seja mau. Não é, de todo. Mapas diversificados e com imensos temas, diversos inimigos e bosses para matar e uma imensidão de heróis para desbloquear fazem com que Kingdom Rush permaneça intemporal. Tal como disse no título, na minha opinião, estamos perante um clássico do género, assim como Mario é um clássico para o mundo das plataformas.

A música deixa um pouco a desejar, mas com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo, esse aspeto é a última coisa com a qual nos vamos preocupar. É, de facto, um jogo enorme e cheio de conteúdo que vale imenso o nosso tempo, se gostarmos do que este tem para oferecer. Saber qual a melhor estratégia para aplicar no espaço e no tempo dados e perante os inimigos que temos em frente é um desafio, desafio esse que teremos de enfrentar com lógica e inteligência.

Falando da jogabilidade em si, mais uma vez, teremos de colocar torres para impedir a passagem a vagas de inimigos que vêm na nossa direção. Temos 4 tipos de torres: magos, arqueiros, defesas e artilharia pesada. Cada um destes pode ser evoluído através das nossas conquistas, ou seja, quanto mais estrelas conseguimos em cada nível, mais conseguimos evoluir as nossas bases. Também os nossos feitiços voltam ao jogo: os meteoros e os reforços. E também estes podem ser evoluídos e, por conseguinte, reforçados.

Dica: eu acho que os reforços são das unidades mais importantes que temos no jogo, nem que seja para atrasar os inimigos, pelo que, são sempre a minha primeira opção quando não sei o que fazer aos pontos que me sobram. Por fim, para nos ajudar, temos ainda acesso a uma lista de heróis (que, na minha opinião e comparativamente ao jogo anterior, estão um bocadinho piores) para nos ajudar em combate. Desta vez, não temos acesso à sua lista de ataques, tendo apenas referência ao nome do ataque na sua descrição, isto é, não sabemos o que ele faz. Para além disso, retiraram também os skill points dos heróis, coisa que apreciava imenso no título anterior. Acho que foram pouco ambiciosos, pois podiam ter limado certos vértices. Denoto, também, que certos bosses são, no essencial, uma versão maior do mesmo inimigo que temos nas vagas normais de inimigos. Podiam, pelo menos, ter feito um desenho diferente do bicho em vez de o enviar tal e qual, mas maior. Outra oportunidade deixada em aberto.

Quanto ao conteúdo, nada pode ser apontado nesse sentido. Kingdom Rush oferece uma imensidão de níveis e desafios para desvendar e conquistar, principalmente, depois da primeira onda do modo história. Depois desta parte, são desbloqueados níveis ainda mais impiedosos e até com zombies!

Em suma, o jogo continua fantástico e com poucas falhas. Porém, as falhas que apresenta podiam ser facilmente ultrapassáveis se fosse dado um pouco mais de atenção ao jogo e isso é notável com a introdução dos títulos depois deste. Sendo este o primeiro jogo do género, em julho de 2011, era expectável que tal fosse o resultado. No entanto, nove anos depois e com tantos títulos lançados depois do original, este poderia ser melhor trabalhado para apresentar uma versão remastered para as consolas e, nomeadamente, a melhor consola do mercado (Nintendo Switch).

Capa
7.5
Kingdom Rush
Data de Lançamento 30/07/2020
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  • Imenso conteúdo para explorar;
  • Desenhos e gráficos divertidos e interessantes;
  • Boas mecânicas de tower defence e variadas.
  • Pouco foi alterado desde o lançamento original;
  • Heróis não têm skill points nem descrição de ataques.
Joel Henriques
Escrito por: Joel Henriques

A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!