Little Hope – Primeiras Impressões do Demo

PC/MAC

Enquanto o atraso do lançamento do novo jogo da Antologia Dark Pictues: Little Hope significa que teremos de esperar mais tempo por outro jogo há muito esperado, a Supermassive Games deu-nos a todos uma pequena amostra do que podemos esperar com o lançamento da demo.

Não é um demo longo, dura cerca de 30 minutos (dependendo da rapidez com que se tomam as decisões), mas já é suficiente para nos percebermos sobre o que será o jogo.

A história passa-se na cidade de Little Hope (daí o título), um lugar escuro e isolado onde o grupo de 5 personagens jogáveis (como em Man of Medan) se perdeu durante uma visita de estudo. Durante a sua exploração da cidade a tentar encontrar uma saída, o grupo começa a ter flashbacks e visões do passado, especificamente os julgamentos de bruxas que aconteceram na cidade, mas ainda mais estranho do que as visões do passado, várias pessoas nestas se parecem exactamente com os personagens. Estranho, certo?

Serão eles os seus antepassados? Será esta uma realidade alternativa? Ou será que estão a viver duas linhas temporais ao mesmo tempo? Obviamente, não obtemos estas respostas no demo. Mas o que obtemos são muitos jumpscares, decisões que afectam a dinâmica de grupo e momentos de button mashing, cheios de tensão como é de esperar por quem já jogou Man of Medan.

Tal como o jogo anterior, todas as  acções e decisões irão afectar as relações e destinos das personagens e o jogo pode ser jogado sozinho, onde se joga com todas as personagens ou com um grupo de amigos com cada um a controlar uma personagem diferente e as suas decisões.

Continuando a tendência de Man of Medan, os actores não só dão a sua voz às personagens mas também a sua aparência, e o mais notável de todos em Little Hope é Will Poulter (conhecido de franchises como The Chronicles of Narnia, Maze Runner e Midsummer) interpretando Andrew o personagem principal do jogo. Fazer isto traz não só mais realismo às personagens, mas também uma ligação mais profunda dos actores à história, como Will Poulter coloca neste vídeo.

Assim, em última análise, apesar de o demo nos ter confrontado com algumas decisões vazias e interacções de personagens sem contexto sobre o porquê de estarem a acontecer (porque o demo acontece a meio do jogo) é ainda uma meia hora divertida que deixa um saborzinho pelo jogo que se aproxima.

Outros sinais que podemos esperar algo bom de Little Hope é o facto de Pete Samuels (CEO e Produtor executivo de Supermassive Games) ter dado uma entrevista onde explicou o processo de desenvolvimento e como eles estão a ouvir o feedback dos jogadores. “Man of Medan é amado por muitos, mas reconhecemos que este amor não é  nem absoluto nem universal”, diz ele, ao mesmo tempo que explica que, porque os 2 episódios da antologia foram desenvolvidos ao mesmo tempo (e o terceiro já está a ser terminado), eles puderam ouvir o feedback de Man of Medan e fazer alterações a Little Hope para se certificarem de que este não tinha os mesmos problemas que a comunidade apontou ao primeiro.

Pelo que nos foi explicado, podemos esperar um início com muitas mortes (para contrariar a introdução lenta e cheia de diálogo de Man of Medan), um final mais significativo e cheio de tensão (novamente para contrariar o final lento que foi o de Man of Medan depois de se ter descoberto o mistério), entre outros, ao mesmo tempo que se espera que mantenham o que todos os fãs gostaram no primeiro videojogo.

Conseguirás salvar todos no grupo? Vais deixar o professor irritante morrer de propósito? Ou irás simplesmente continuar a falhar as sequências de  button mashing e deixar todos morrer? E o que se passa em Little Hope e quais são as ligações das personagens à cidade? Teremos de jogar Little Hope quando sair a 30 de Outubro e parece-me que vai ser uma espera que vale a pena.

Capa
Antologia Dark Pictues: Little Hope - Demo / The Dark Pictures Anthology: Little Hope - Demo
Data de Lançamento 30/10/2020
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Lançado em
  • Mostra-nos o suficiente para querermos jogar o jogo
  • Não faz demasiados spoilers
  • Demonstra perfeitamente o setting e sobre o que a história vai ser
  • Não temos backsotry para perceber algumas das interacções
  • Algumas decisões continuam a parecer insignificantes
Diogo Gomes
Escrito por: Diogo Gomes

Milenial com mestrado em Psicologia Clínica com especialização em Sexologia apaixonado por Artes, Videojogos e Tatuagens. Auto-intitulado Rogue que constantemente se perde na sua própria imaginação.