Mortal Kombat 1

Mega Drive

Enquanto todos se divertem na Comic Com, existem membros desta equipa que têm que trabalhar a sério… (vá… mais ou menos). Num dia de tarde, depois do trabalho, cansado, pensei muito bem o que iria fazer. Deitar-me no sofá e dormir? Não! Ir beber um copo de tarde com os amigos? Não! Vamos é jogar MegaDrive e ser Geek! E que jogo? Mortal Kombat!

Aqueles que viveram os anos noventa devem-se lembrar muito bem deste título! Agora está tudo comercial, HD dizem eles… crianças! Mortal Kombat!
Este joguinho é uma brutalidade de porrada, mas que a malta adorava na altura… e agora… e nos anos vindouros!
A história não interessava muito, e sinceramente só a soube bem depois de ver os filmes e uma série que existia, se não me engano era na TVI! Basicamente um feiticeiro (no filme é imperador, mas para mim sempre foi feiticeiro) Shao Kahn tenta conquistar a Terra. Para defender a Terra é realizado um torneio de artes marciais no qual os guerreiros terrestres mais fortes têm de derrotar os de Outworld (mundo de Shao Kahn), inclusive o mostrengo campeão Goro. Este Menino grande e laranja, primo do Hulk mas mais fraco que o Van Dame, leva sempre a melhor com os seus múltiplos braços e esmaga cabeças durante os quinhentos anos desta competição. A competição deve ser milenar, mas como é referido só os anos que este não perde, fico-me pelos quinhentos!
Vamos ao que interessa, “porradona” grossa e sem filtros, de bolinha vermelha se a houvesse no meu tempo. Murros e pontapés rápidos existem, com combinações especiais por personagem. Cada uma tem as suas características com história própria, como em qualquer jogo talhado para o sucesso! Temos pontapé normal e forte, e para os socos exatamente o mesmo! Estes têm as suas variantes como o uppercut ou o pontapé rotativo.
Lembrei-me, após umas lamparinas valentes, de que este jogo não é nada fácil. Não podemos pensar em fazer só “Kamehames” com fartura ou uppercuts por tudo e por nada… pois perdemos. A estratégia é essencial se não queremos ir de frente contra o Scorpion (não é a banda!) com um “Come over here!” É essencial estudar o adversário, controlar o tempo de avançar e de defender. Os timings têm tudo de importante como de essencial!
A jogabilidade está perfeita para mim. As personagens controlam-se bastante bem, assim o vosso amigo que for dizer que a culpa é da consola ou do botãozinho que deveria ter alguma areia que prendeu, sabem que é simplesmente um choramingas e que não merece a vossa amizade.
Cenários são tão sombrios como possam imaginar! Desde monges shaolin com o mister feiticeiro/imperador a ver o vosso combate, ou uma espécie de ponte de noite com trovões a rasgar o céu noturno (muita noite realmente), uma masmorra com um esqueleto acorrentado e olhos sinistros no escuro, ou até um Hall com as estátuas de todos os combatentes, cuja figura central é Goro. As cores realmente são muito sombrias, transmitindo toda uma pesada carga que este jogo tem!
Inesquecíveis foram os Fatalities! Derrotar não chega no torneio, nós trucidamos, picamos, arrancamos as espinhas, desmembramos, tudo! Começou neste primogénito com cargas de sangue pixelizado a abrilhantar as Televisões daquele tempo, e continua agora como grande receita pelo sucesso!
Não posso falar das personagens todas, apesar de neste jogo serem só sete à escolha! Quero mesmo muito que vocês explorem cada uma e que se divirtam imenso com a história. No entanto… Raiden e Sub-Zero Rules! Para ganhar… Liu Kang!
Muitas Pringles Onion (Verdes para os originais), comi eu a divertir-me com este título, maioritariamente na Famiclone. De novo inesquecível e imperdível, bem podemos ir no décimo primeiro, mas realmente como o primeiro, não existe nenhum!
Um abraço a todos!
Capa
Data de Lançamento agosto de 1992
Editado por Distribuido por
Armando Mateus
Escrito por: Armando Mateus

Tudo se resume a uma simples forma de estar, uma boa e velha sessão de jogos! Explicar todo um conjunto de experiências passadas com a família, os amigos e simples estranhos, nas situações mais casuais como as mais caricatas para constatar a mais óbvia conclusão: Tudo é mais que um Jogo!